Imagem de leitura — Janina Süssle-Muszkietowa

24 09 2016

 

 

mulher-lendo-um-livro-janina-sussle-muszkietowa-polonia-1903-1956oleo-sobre-papelao-33-x-48-cmMulher lendo um livro

Janina Süssle-Muszkietowa (Polônia, 1903–1956)

óleo sobre papelão, 33 x 48 cm

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Palavras para lembrar — Thomas Hardy

19 09 2016

 

 

emilia-dukszynska-duksztapolonia-1847-1898-menina-a-escrivaninha1883-oleo-sobre-tela-72-x-55-cmMenina à escrivaninha,1883

Emilia Dukszyńska-Dukszta(Polônia, 1847-1898)

óleo sobre tela, 72 x 55 cm

Museu Narodowe, Varsóvia

 

 

“Um romance não é um argumento, mas uma impressão.”

 

 

Thomas Hardy

 

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Imagem de leitura — Bertold Piotr Oczko

18 09 2016

 

 

bertold-piotr-oczko-1910-1943mulher-lendo-osm-87-x-66-cmMulher lendo

Bertold Piotr Oczko, (Polônia, 1910 – 1943)

óleo sobre madeira, 87 x 66 cm

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Imagem de leitura — Anônimo

12 09 2016

 

 

anonimo-polones

Jovem leitora, 1930

Anônimo polonês

óleo sobre placa, 63 x 87 cm

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Imagem de leitura — John Duncan Fergusson

11 09 2016

 

 

john-duncan-fergusson-1874-1961À luz do lampião, 1900

John Duncan Fergusson (Escócia, 1874-1961)

óleo sobre papelão, 11 x 14 cm.

 





Imagem de leitura — Dimitrie Berea

10 09 2016

 

 

dimitrie-berea-romenia-1908-1975-the-orange-museum-vichy-france-oil-painting-contemporary-paintingsO museu Orange,, Vichy, França, 1951

Dimitrie Berea (Romênia, 1908-1975)

óleo sobre tela, 53 x 63 cm





Imagem de leitura — Greg Olsen

10 09 2016

 

 

greg-olsen-1958Lado a lado

Greg Olsen (EUA, 1958)

litografia

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Imagem de leitura — Tymon Niesiolowski

9 09 2016

 

tymon-niesiolowski-polonia-leitura-1950-ost-56x62-cmLeitura, 1950

Tymon Niesiolowski (Polônia, 1882-1965)

óleo sobre tela, 56 x 62 cm

 





Imagem de leitura — Joel Oliveira

7 09 2016

 

 

joel-oliveira-quadro-acrilica-sobre-eucatex-a-leitora-20x25cmA leitora

Joel Oliveira (Brasil, contemporâneo)

acrílica sobre eucatex, 20 x 25 cm





Resenha: “Uma história de solidão”, de John Boyne

7 09 2016

 

 

georges-croegrtDistrações

Georges Croegaert (França, 1848-1923)

óleo sobre painel de madeira, 27 x 22 cm

 

 

Há dias, soube que crianças expostas a barbáries têm problemas de memória, coisa que acontece como consequência de violência doméstica, pobreza, fome, guerra.  Crianças refugiadas frequentemente apresentam esse trauma.  Sei também que a memória, mesmo que a pessoa não tenha sido exposta  aos horrores descritos acima, consegue ser  seletiva.  Muitas vezes a memória esconde o que não se quer saber.  Isso, às vezes, é o que acontece com pessoas  que consideramos ingênuas.  Seus mecanismos de sobrevivência não as deixam ver por trás da cortina de fumaça que o cérebro desenvolveu para viver em paz. Foi por esse ângulo que interpretei a incrível ingenuidade de Odran Yates, padre irlandês, protagonista de Uma história de solidão.

Esta é uma história sobre a construção da nossa própria história, da nossa imagem.  O que escolhemos esquecer ou lembrar ao construirmos a nossa biografia?  Odran Yates foi levado ao sacerdócio por sua mãe.  Até o passado recente não fugia ao normal que famílias católicas dedicassem um de seus filhos — sem considerar as propensões individuais — à Igreja.  Mas Odran Yates não vê um problema nisso.  Depois de testemunhar um ato de violência em sua própria família, acaba por se convencer de que a vida sacerdotal lhe caía bem. Tornou-se padre da igreja católica, na Irlanda, cheio de esperança e ambição.  Gostava de ser professor no Terenure College, e de cuidar com esmero da biblioteca do local. A vida era confortável, mas melhor ainda, ele se sentia útil. A narrativa cobre desde sua chegada ao seminário na década de 1970 ao ano de 2013.  Tudo começa a mudar quando Odran Yates se depara com a força brutal do colapso da igreja católica irlandesa, quando casos de abuso sexual são revelados.

 

 

uma_historia_de_solidao__1450460904542403sk1450460904b

 

Quando é mandado para uma paróquia onde o amigo e colega seminarista, Tom Cardle, havia sido padre e começa a perceber que o mundo idealizado que ele criara para si,  não existia.  Quanto ele havia ignorado propositadamente para manter seu próprio conforto emocional?  Confrontado com o passado, reconhece eventualmente sua participação nos crimes de seu amigo, porque não tomou a atitude correta, por ter sido permissivo com seu silêncio e vontade de não ver problemas onde eles existiam.  Quarenta anos depois de sua entrada no seminário, Odran Yates, um padre honrado,  vê seu amigo e companheiro seminarista ser julgado,  seus colegas mandados à prisão e a vida de muitos de seus paroquianos destruída pelas revelações de abuso sexual pelo clero.

 

 

John Boyne pic mark condren august 2008John Boyne

 

Este foi meu primeiro livro de John Boyne.  Fiquei feliz de encontrar nele um escritor sério, cuja voz narrativa segura o leitor através do texto.  Sua escrita é cuidada.  Usa a sutileza de maneira incisiva para tratar de assuntos difíceis e desagradáveis.  Ocasionalmente seu texto é repetitivo, principalmente aquele que lança a isca para acontecimentos futuros.  Mas no todo, esta é uma excelente leitura.

 

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