Imagem de leitura — Joseph Plaskett

27 02 2015

 

 

Joseph Plaskett 7Homem lendo

Joseph Plaskett (Canadá, 1918-2014)

pastel sobre papel, 5o x 65 cm





Imagem de leitura — Palmer C. Hayden

25 02 2015

 

Hayden, Young Girl Reading, a late (1960) painting by Harlem Renaissance artist Palmer C. Hayden.Menina lendo, década 1960

Palmer C. Hayden (EUA, 1890-1973)

óleo sobre tela





O escritor e o leitor — Fred Coelho

25 02 2015

 

 

André Netto, About little secrets 38, Óleo sobre Tela, 110 x 100About Little Secrets 38

André Netto (Brasil,contemporâneo)

óleo sobre tela, 110 x 100 cm

www.andrenetto.com

 

“Quem gosta de literatura sabe que o escritor e o leitor ocupam o mesmo lugar na hierarquia do texto. Ainda que o primeiro exiba uma força maior de visibilidade (o leitor é, em tese, anônimo na hora da leitura), sem o segundo ele simplesmente vaga solitário no deserto das palavras. Aos que leem, cabe a libertação da escrita em direção aos múltiplos sentidos que ela pode e deve oferecer ao mundo.”

 

Fred Coelho

 

Em: O Globo,coluna Responsas, 2º caderno, quarta-feira, 25/02/2015, p. 2.

 

Link para a coluna inteira





Imagem de leitura — Carlton Alfred Smith

23 02 2015

 

 

Carlton Alfred Smith - The Young Readers 1893As jovens leitoras, 1893

Carlton Alfred Smith (Inglaterra, 1853-1946)

óleo sobre madeira, 29 x 47 cm





Um mundo esquecido, resenha de Reze pelas mulheres roubadas

23 02 2015

 

Lazar, Ghelman (1887-1976) LecturaGhelman Lazăr born 1887 in Galați, Romania died February 2, 1976Leitura, s.d.

Ghelman Lazar (Romênia, 1887-1976)

óleo sobre tela

 

 

Você percebeu que as palavras do dia não são as mesmas palavras da noite?” (209) pergunta uma personagem do romance de Jennifer Clement, Reze pelas mulheres roubadas. A autora certamente tem o dom da boa escolha de palavras, quer de dia ou de noite. Sua prosa é poética e consegue manter um tom onírico na narrativa.Toda a força deste livro está na narrativa: tom e ritmo são perfeitos. E mesmo que não haja uma trama segue-se a leitura até o fim, embalada pelas belas figuras de linguagem e pelos pensamentos criativos de seus personagens, que pertencem à uma realidade quase paralela. “A noite pertence aos traficantes, ao exército, à polícia do mesmo modo que pertence aos escorpiões…”(62).

Sou conhecida por abandonar leituras que não me agradam, quero, portanto, enfatizar a voz narrativa de Jennifer Clement. No entanto este livro não chega a ser um romance. É um relato poético, ficcional, uma descrição, um testemunho do que acontece com as pequenas cidades mexicanas, quando os homens emigram e as mulheres ficam à mercê dos cartéis de drogas. Reze pelas mulheres roubadas não traz em si os típicos componentes de um romance, com uma linha condutora, com trama e soluções de conflitos. Ele relata a vida de um grupo de está em conflito com a sociedade como um todo, pessoas cuja realidade parece a de um bote largado ao mar, sem rumo e sem capitão, que acaba soçobrando qualquer esperança de um porto seguro.

 

Reze-Pelas-Mulheres-Roubadas-Jennifer-Clement-Livro-Capa

 

Este é um testemunho poético de uma realidade horrível e sem nome. Abandono seria um nome melhor para a cidade de Guerrero, onde Ladydi, sua mãe e suas amigas vivem. Jennifer Clement é a jornalista poética que através dessa obra relata a vida das mulheres sobreviventes dos abusos dos cartéis de drogas. Ela escolhe retratar esse mundo, como em um sonho o que faz com que possa ser mais bem degustado pelo leitor. Mas não oferece soluções nem no mundo real, nem para seus personagens fictícios. Todos simplesmente se acomodam às situações bárbaras que lhes são apresentadas na vida.

A distância entre esse mundo e o resto do país é muito grande. Os personagens só se descobrem, só se veem patéticos, sem esperança, quando um novo professor chega à escola. Professores mudam a cada ano, já que ninguém quer ficar em um lugar tão distante quanto Guerrero. Eles vêm para completar sua obrigação de serviço social. Mas é quando o Prof. José Rosa chega à cidade, repleto do conhecimento e das maneiras citadinas, que os alunos conseguem perceber quem eles são: “Quando olhamos para ele, olhamos para nós. Cada imperfeição, nossa pele, cicatrizes, coisas que nunca nem tínhamos notado, nós vimos nele” (57). No entanto nada é feito a partir desse conhecimento.

 

184170_clement_jenniferJennifer Clement

 

Só a televisão com seus programas da National Geographic, com seus documentários, traz a civilização a esse cantinho perdido do mundo. “Minha mãe assistia à televisão porque era a única forma de sair da nossa montanha” (97). E talvez seja por isso que ao final, emigrar, correr o risco da emigração ilegal, para os Estados Unidos seja de fato o único sonho que lhes resta, já que ninguém se preocupa com os habitantes em lugares remotos do México.





Imagem de leitura — Rupert Bunny

21 02 2015

 

 

rupert-charles-wulsten-bunny, a convlescenteA convalescente

Rupert Bunny (Austrália, 1864-1947)

óleo sobre tela, 63 x 79 cm





Imagem de leitura — Sebastiano Conca

20 02 2015

 

Sebastiano Conca (Gaeta 1680 - Naples 1764) ,The Holy Family with the InfantSagrada Família com S. João Batista

Sebastiano Conca (Nápoles,1680-1764)

óleo sobre tela, 75 x 62 cm

www.sphinxfineart.com





Palavras para lembrar — Italo Calvino

20 02 2015

 

Niels-Frederik-Schiottz-Jensen,(Dinamarca 1855 –1941) no jardimNo jardim, 1879

Niels Frederik Schiottz Jensen,(Dinamarca 1855 –1941)

óleo sobre tela

 

 

“Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer.”

 

Italo Calvino





Imagem de leitura — Arjan van Gent

19 02 2015

 

ArjanVanGent, EpílogoEpílogo

Arjan van Gent (Holanda, 1970)

www.arjanvengent.nl

 





Imagem de leitura — Margaret Pappas

15 02 2015

 

Palhaço lendo Wall street journal, margaret-pappas,(EUA, contemp)ost, 90 x 60 cmPalhaço lendo Wall Street Journal

Margaret Pappas (EUA, contemporânea)

óleo sobre tela,  90 x 60 cm