Imagem de leitura — Carmo Soá

7 04 2015

 

 

carmo soá, (brasil, 1961) manhã de domingoManhã de domingo, 2009

Carmo Soá (Brasil, 1962)

óleo sobre tela, 33 x 41 cm

www.carmosoa.wix.com





Conselho para o escritor iniciante I, por Carolynn Madden

6 04 2015

 

Amir  Timergaleiev, Portrait of a man with a pipe, 2006Retrato de homem com cachimbo, 2006

Amir Timergaleiev (Rússia, contemporâneo)

óleo sobre tela

 

Torne-se obcecado com o seu livro

De tudo que você pode escolher fazer na vida, escrever um romance deve ser uma das decisões mais quixotescas. Você irá sacrificar dias de folga, feriados, sua vida social em função de se sentar sozinho, em um cômodo, inventando coisas, escrevendo-as, até que por volta das 100.000 palavras trabalhadas no texto, você o apresente a um editor, sabendo o tempo todo, que as chances de publicação estão contra você.

 

[Tradução é minha]

 

Para ler o artigo todo: LINK





Imagem de leitura — David Park

5 04 2015

 

David Park, (EUA,1911-1960) mulher lendo,1957, ost, 111x 97cmMulher lendo, 1957

David Park (EUA, 1911-1960)

óleo sobre tela, 111 x 97 cm





A popularidade inabalável de Jane Austen

5 04 2015

Paul Gustave Fischer, esposa do pintor lendo em Sofievej, 1916Musse, a esposa do pintor, na casa em Sofievij, 1916

Paul Gustave Fisher (Dinamarca, 1860-1934)

óleo sobre tela

Fomos presenteados pelo Wall Street Journal, com um delicioso ensaio sobre o sucesso póstumo de Jane Austen. Sucesso não só póstumo, mas sobretudo póstumo-tardio, se me permitem, já que 200 anos se passaram desde a publicação em 1813 de Orgulho e Preconceito, a obra mais popular da autora inglesa, e hoje um dos livros mais lidos no mundo inteiro. O artigo é assinado por Alexander McCall Smith, que por sua vez é seguido por milhares de leitores, desde que se tornou popular com Agência número 1 de mulheres detetives, [no Brasil publicado pela Cia das Letras em 2003]. Seus livros relatando as aventuras de deliciosos personagens de Mma Ramotswe, Mma Makutsi a Mma Potokwane, em Botswana, também foram, para espanto de muitos, sucessos de venda no mundo inteiro. No Brasil, As lágrimas da Girafa, O clube filosófico dominical, Amigos amantes e chocolate, entre outros conquistaram fieis seguidores.

McCall Smith, que portanto não é estranho à popularidade, considera com a doce ironia que o fez famoso, tudo que está envolvido nessa Austen-mania, que fez a autora inglesa ser mais lida que Tolstoy, Dickens e Proust.  Uma popularidade que surpreende, ele nos lembra, porque apesar desses autores continuarem a ser lidos em grande número, nenhum deles tem milhares de fãs que leem e releem suas obras, que participam de numerosas convenções vestidos a caráter ou que esperam com ansiedade a mais recente adaptação para o cinema, teatro ou televisão dos romances deixados por esses escritores.

310px-Jane_Austen_coloured_versionRetrato de Jane Austen, 1875, autor desconhecido, baseado em aquarela feita pela irmã da escritora, em 1810.

Além disso, a escritora inglesa tem seguidores entre escritores que se interessam em completar suas obras escrevendo ou uma sequência, ou uma visão por um ângulo diferente da mesma história e ainda romances que contam o “pré-romance”. Orgulho e Preconceito, de longe a obra mais popular de Austen bate recordes nesse nicho literário. As sombras de Longbourn, escrito por Jo Baker [Cia das Letras: 2014], conta a história vista pelos empregados da casa de Elizabeth Bennet. P.D. James, celebrada autora de histórias de mistério, se sentiu impulsionada a levar suas maquinações detetivescas para o mundo de Hertfordshire, no livro Morte em Pemberley, [Cia das Letras: 2013]. Há também algumas publicações que fogem ao esperado, como o romance de Seth Grahame-Smith Orgulho e preconceito e zumbis [Intrínseca: 2009]e livros no nicho do romance erótico

Por que? Por que Jane Austen é tão popular? Deve haver algo mais do que a eterna sedução, e retrato de uma paixão que o leitor vê desabrochar diante de seus olhos antes mesmo dos protagonistas se darem conta do que acontece. Afinal, este enredo é o básico para quase todos os romances “para senhoras” do século XIX. Lembramos de dezenas de títulos nessa linha romântica mesmo aqui no Brasil, A moreninha de Joaquim Manuel de Macedo [1844]; O tronco do ipê, José de Alencar [1871]; A mão e a luva de Machado de Assis [1874]. O que diferencia, certamente, Jane Austen de outros escritores do gênero é um fino senso de humor e um retrato detalhado das restrições impostas aos personagens da época. Além disso, é uma voz feminina, que percebe o mundo pelo ângulo da mulher inteligente que questiona. Austen ao mesmo tempo que descreve analisa com humor e engaja o leitor a ver o mundo como ela o faz. Mesmo o leitor moderno consegue entender a ironia das situações descritas e a diversão está completa.

Para ilustrar essa popularidade, Alexander McCall Smith lembra ao leitor que versões contemporâneas das obras de Austen estão sendo publicadas pelo Austen Project Series: Razão e sentimento, escrito por Joanna Trollope; A abadia de Northanger, por Val McDermid; e em abril sairá sua própria versão de Emma, para o mesmo projeto. Julgando a prosa que conheço do autor, fico ansiosa para ver o resultado. McCall Smith  afirma que ao ser convidado para o projeto levou 45 segundos para aceitar e que se divertiu imensamente com o processo. Deve nos divertir também.

E você, é fã de Jane Austen? De todas as suas obras? Ou só das versões cinematográficas? Já leu algum dos livros relacionados à  obra da autora?

Artigo: The Secret of Jane Austen Industry





Imagem de leitura — Steve Henderson

4 04 2015

 

4ProvincialAfternoon,by Steve Henderson, oil, 38x48Tarde no campo

Steve Henderson (EUA, 1957)

óleo sobre tela, 96 x 121 cm

www.stevehendersonfineart.com





Imagem de leitura — Georgios Iakovidis

3 04 2015

 

 

cartaGeorgios Iakovidis(gRECIA)A carta, 1919

Georgios Iakovidis (Grécia, 1853-1932)

óleo sobre tela





Imagem de leitura — Hans Olaf Heyerdhal

31 03 2015

At the Window. 1881 Hans Olaf Heyerdahl. Swedish, (1857-1913)À janela, 1881

Hans Olaf Heyerdhal (Noruega, 1857-1913)

óleo sobre tela, 46 x 38 cm

Galeria Nacional, Oslo





Palavras para lembrar — Doris Lessing

31 03 2015

SASHA HARTSLIEF  (4) (Africa da Sul, 1974) Leitura com gato, ostMoça e gato, 2011

Sasha Hartslief (África do Sul, 1974)

óleo sobre tela, 67 x 70 cm

www.sashahartslief.co.za

 

 

“Se você lê, você aprende a pensar por si mesmo”.

Doris Lessing

 





Imagem de leitura — Konstantin Makovsky

30 03 2015

 

olenka-and-kolya-on-the-steps-konstantin-makovskyKONTANTIN MAKOVSKYOlenka e Kolya nos degraus, c. 1900

Konstantin Makovsky (Rússia, 1839-1915)

óleo sobre tela





Imagem de leitura — Albano Vitturi

23 03 2015

Albano Vitturi (Itália,) Album de guerra, 1922, ostÁlbum de guerra, 1922

Albano Vitturi (Itália, 1888-1968)

óleo sobre tela, 75 x 80 cm

Coleção Particular