Debbie Miller (EUA, contemporânea)
óleo sobre tela, 20 x 25 cm
Didier Delamonica (França, 1950)
Romain Rolland
[Cabeça e ombros de mulher]
Leonardo da Vinci (Itália, 1452-1519)
óleo sobre madeira (pinho) , 27 x 21 cm
Galleria Nazionale di Parma, Itália
O Metropolitan Museum Breuer, mais nova filial do Museu Metropolitano de Nova York, que ocupa o edifício do antigo Whitney Museum depois deste ter encontrado outra localização, tem no momento uma interessante exposição chamada Unfinished: Thoughts Left Visible, em que trabalhos que não foram acabados estão expostos ao público.
Sempre achei fascinantes as obras de arte inacabadas porque dão a nós, meros espectadores, a ideia de onde ou para onde o pintor ou o escultor iria. São trabalhos que iniciam um diálogo com o observador. Completamos os traços deixados para trás. Concordamos ou não com que o que foi feito. Temos uma aula de pintura, de desenho, de como esculpir um peça de mármore simplesmente pela observação detalhada de um obra. Conversamos com os artistas através dos séculos.
A obra de Leonardo acima faz parte dessa exposição. Abaixo coloco alguns do meus trabalhos “inacabados”, aqueles de minha preferência. Coloco aspas na palavra inacabado, porque há momentos, como na tela de Leonardo da Vinci que é difícil declarar se o artista deixou a tela inacabada, ou se simplesmente deixou propositadamente a tela “aberta” para que completássemos aquilo que não estava sendo retratado.
Dante: Divina Comédia, década de 1480
Sandro Botticelli (Itália, 1445-1510)
Iluminura em manuscrito [Ms Hamilton, 210]
Staatliche Museen, Berlim
Retrato do General Bonaparte, 1797
Jacques-Louis David (França, 1748-1825)
óleo sobre tela, 81 x 65 cm
Musée du Louvre, Paris
Jan van Eyck (Bélgica, 1395-1441)
Grisaille sobre madeira, 31 x 18 cm
Koninklijk Museum voor Schone Kunsten, Antuérpia
As filhas do pintor com um gato, 1761
Thomas Gainsborough (Grã-Bretanha, 1727-1788)
óleo sobre tela, 75 x 62 cm
National Gallery, Londres
François Gérard (França, 1770-1837)
óleo e carvão sobre tela, 86 x 96 cm
Coleção Particular
Mulher em traje de montaria, 1882
Édouard Manet (França, 1832-1883)
óleo sobre tela, 74 x 53 cm
Museo Thyssen-Bornemisza, Madri
Karl Pavlovich Bryollov (Rússia, 1799-1852)
óleo sobre tela, 173 x 126 cm
State Tretyakov Gallery, Moscou
Virgem Maria, Menino Jesus e S. João Batista, 1508
Rafael Sanzio (Itália, 1483-1520)
têmpera e óleo sobre madeira, 29 x 22 cm
Szépművészeti Múzeum, Budapeste
Laura Mostaghel (EUA, contemporânea)
Gravura Glicée, 45 x 64 cm
No dia 25 de abril Raphael Montes, em sua coluna semanal no jornal carioca O Globo, publicou uma crônica deliciosa sobre livros e leitura, em homenagem ao Dia Mundial do Livro que havia sido comemorado no sábado anterior, dia 23 de abril. Trago aqui seu desafio aos leitores, no intuito de dar incentivo à leitura.
“Àqueles que costumavam ler, mas perderam o hábito, que passem na livraria mais próxima e comprem o lançamento que chamar sua atenção. Comecem a ler nesta mesma noite (e tentem terminar até meados de maio, no máximo!).
A quem já gosta de ler, o desafio é outro: nas próximas semanas, conquiste um novo leitor. Seja paciente e evite a imposição. Ler deve ser prazeroso, antes de tudo. Busque indicar gêneros que vão ao encontro do perfil do leitor. Perguntar quais seus filmes e músicas favoritos costuma ajudar a encontrar o livro ideal.
Por fim, o desafio aos que não gostam de ler: permita-se viver essa experiência. Comece por algum livro cuja história o atraia. Se não gostar, pule para outro, sem medo de largar no meio. Experimente livros de todos os gêneros e estilos, desde suspensa até poesia. Existe um universo incrível a ser desvendado. Vá em frente sem medo de ser feliz!”
Em: “Para quem não gosta de ler”, Raphael Montes, O Globo, 25/04/2016, 2º caderno, página 6.