A laranja no Brasil e nos EUA, texto de Afrânio Peixoto

16 05 2015

 

ARMANDO ROMANELLI 1945 - Colheita de Laranja, óleo stela. Med. 40 x 50 cm.Colheita da laranja

Armando Romanelli (Brasil, 1945)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm

 

“A laranjeira da Bahia achou o seu meio ideal não só natural, pela excelência de qualidade,senão de expansão humana industrial. Com efeito, se a Índia deu ao mundo a laranja silvestre, a Bahia deu a laranja civilizada, a princípio a laranja de umbigo e, depois estandardizada em Norte América, a laranja “pera” comercial, que os americanos traduzindo “navel” de umbigo, levaram a Washington, donde o nome “Washington-navel”. Essas baianas “laranjas de umbigo” dizem, provieram das sementes importadas da seleta comum, por “mutação”, na Bahia. Teria aparecido na Quinta do Tanque, em Brotas, no horto dos Jesuítas?  Brotas, no Cabula, é, ainda hoje, a terra de eleição das melhores dessas laranjas. Nem Gabriel Soares, nem depois Simão de Vasconcelos se referem às laranjas de umbigo; contudo, no começo do século XVIII, Manuel Botelho de Oliveira já se refere às laranjas “maiores e mais doces”. Luís dos Santos Vilhena (Carta XXª, pag. 754, ed. Brás do Amaral) escreveu, em 1802: “Laranjas são nesta cidade maiores e mais sucosas que em Portugal, e estas de diferentes qualidades, com preferência as chamadas de umbigo”. Mais de dez anos depois, em 1818, von Martius as assinalava também.

Como a laranja industrial viria desta “inovação” baiana? Estêves de Assis diz que, em 1734, o vice-rei Conde de Sabugosa, cumpria ordem do Conselho Ultramarino, mandando se cultivasse a laranja “de lei”, para o que fornecia novas sementes vindas da Metrópole. Mais tarde, em 1748, providenciará o Conde dos Galveias para que o Senado da Câmara nomeasse procurador a orientar os plantadores de “laranjas e limões”. Já teriam aparecido as de umbigo, mais pálidas, maiores, mais doces, o que contrariava o hábito europeu que, ainda hoje, as quer mais vermelhas, menores, mais ácidas, e, então, laranjas “de lei”, isto é, vendáveis na Europa?

São os americanos do norte que vão fazê-las. Em 1873, da Bahia, envia William Sanders a sua amiga Mrs. Elisa C. Tibbets, nos Estados Unidos, duas pequenas mudas de laranjeira, que chegam finalmente a Washington, “navel variety”, e daí, “Washington-navel”. Uma delas é enviada à Califórnia e lá plantada… É a mãe das laranjeiras americanas. (Antes os frades das missões californianas, franciscanos que substituíram, depois da Expulsão, aos padres jesuítas, plantaram laranjeiras nas suas casas religiosas, mas aí ficaram, sem divulgação.)

É da laranja baiana de Mrs. Tibbets que procedem os laranjais da Califórnia, que hoje dão aos Estados Unidos 100 milhões de dólares, metade do orçamento do Brasil…”

 

 

Em: Breviário da Bahia, Afrânio Peixoto, Rio de Janeiro, Editora do MEC: 1980, p.123.





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

15 05 2015

 

 

H.CAVALLEIRO - óleo s tela colado em cartão, RJ GAVEA, 55 cm x 40 cm.Barra da Tijuca com Pedra da Gávea ao fundo, s.d.

Henrique Cavalleiro (Brasil, 1892-1975)

óleo sobre tela colada em cartão,  55 x 40 cm





Esmerado: mocassins Kiowa

14 05 2015

87.88.57a,b

Mocassins de cano alto, c. 1890/1900

Kiowa – tribo Kiowa de Oklahoma

couro, camurça, tinta, metal e miçangas de vidro.

Museu de Arte de Portland, Oregon, EUA

In_Summer,_KiowaKiowas no verão, fotografia em platina colorida a mão, de Rinehart, F. A. — Biblioteca Pública de Boston.




70 anos! NUNCA MAIS…

9 05 2015

 

Slide3Soldados brasileiros retornam ao Brasil ao final da Segunda Guerra Mundial.

 

soldados-britanicos-fazem-guarda-perSoldados britânicos fazem a guarda na cidade de Caen, na França destruída na guerra.

 

monumento_dos_pracinhas_-_halley_pacheco_de_oliveira_cc_wikimedia_-_18-11-2013Monumento ao soldado desconhecido, aos mortos na Segunda Guerra Mundial, Rio de Janeiro, Brasil.

 

Ontem comemorou-se no mundo inteiro os 70 anos do término da Segunda Guerra Mundial.  Que ela não se repita.  Que tenhamos aprendido com a enorme perda de vidas, uma lição valiosa.  O Brasil participou da guerra e também perdeu vidas. É certamente um momento para ser lembrado. A vitória é de todos nós que acreditamos na liberdade, na igualdade de direitos de todos a despeito das diferenças de raça, credo e preferências individuais.





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

8 05 2015

 

 

TELLES, Sérgio,Rua do Catete,óleo s tela, ass. inf. dir.(década de 1990)73 x 116 cmRua do Catete, década 1990

Sérgio Telles (Brasil, 1936)

óleo sobre tela, 73 x 116 cm





Patrimônio Cultural da Humanidade: Palácios Reais de Abomey

2 05 2015

 

 

 

Palais royaux d''AbomeyPalácios Reais de Abomey, UNESCO, © CRAterre Ensag, foto:Thierry Joffroy.

 

 

Benin

 

Palácios Reais de Abomey

 

De 1625 a 1900, doze reis se sucederam como chefes do poderoso reino de Amoney.  Com exceção do Rei Akaba, que tinha seus próprios cômodos de reclusão, todos os reis construíram  seus palácios — são dez — dentro de um mesmo espaço fechado por muros de argila e palha, mantendo tanto o material e como  o espaço semelhantes aos usados pelos reis que os precederam.  Os palácios de Abomey são uma lembrança eloquente do desaparecido Reino do Dahomey, um dos mais poderosos estados da costa oeste da África.  Esses palácios mantiveram todos os princípios estéticos da cultura Aja-Fon que os produziu.

 





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

1 05 2015

 

 

PAULO GAGARIN - óleo sobre tela colado sobre cartão, datado 1959, medindo 44 cm x 46 cm medida totalRio de Janeiro, 1959

Paulo Gagarin (Rússia/Brasil, 1885-1980)

óleo sobre tela colada em cartão, 44 x 46 cm





Cuidado, quebra! Taça de vinho século XVI

29 04 2015

 

 

nknown Artist, Wineglass, c. 1575-1625, Murano, The Corning Museum of GlassTaça de vinho, c. 1575-1625

Artista desconhecido

cristal com decorações em esmalte e ouro

Murano

The Corning Museum of Glass, Corning, N.Y.





Esmerado: Relógio de sol de bolso

27 04 2015

 

Bloud_Sundial_Closed_1200X785Relógio de Sol de bolso, c. 1670
Assinado: Charles Bloud
Marfim (provavelmente) 8,1 x 9,3 cm
Dieppe, França
Barnes & Co.

 

De um tamanho maior do que o costumeiro, este relógio de sol de bolso, feito por Charles Bloud mostra elaborada decoração floral. Esse compêndio tem um mostrador circular do equinócio, um braço apontador [volvelle] com a escala de latitude lateral, um mostrador com escala elíptica para o mostrador do azimute magnético, um compasso e finalmente um calendário perpétuo.

 

Bloud_Sundial_Open_1200X785





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

24 04 2015

 

 

Sylvio Pinto, Nossa Sra. da Penna – Jacarepaguá, 1953,ost, 60x73Igreja de Nossa Senhora da Pena, Jacarepaguá, 1953

Sylvio Pinto (Brasil, 1918-1997)

óleo sobre tela, 60x 73 cm