Na praia
Dominique Guillemard (França, 1949-2010)
óleo sobre tela
“Um best-seller em geral é um não tão bom livro cuja venda permite ao editor outros livros que não são tão maus assim mas que não são vendáveis.”
Robert Sabatier
Na praia
Dominique Guillemard (França, 1949-2010)
óleo sobre tela
Robert Sabatier
Más notícias, 1740
Jean Baptiste Marie-Pierre (França, 1714 – 1789)
óleo sobre tela
Museu Nissim de Camondo, França
Madame Guillaumin escrevendo, 1892
Armand Guillaumin (França, 1841-1927)
Pastel
O jornal The Telegraph publicou em 2015 uma lista de 14 razões para você não se tornar um escritor. Essa publicação foi consequência de uma pesquisa, feita na Grã-Bretanha, entrevistando 15.000 pessoas, que revelou a profissão mais desejada pelos britânicos: escritor. Ao todo 60% dos entrevistados gostariam de ganhar a vida escrevendo, como descobriu YouGov. Surpreso com esse resultado, Chas Newkey-Burden, que vive de escrever há anos, fez uma lista das razões para uma pessoa não se dedicar a essa profissão.
Aqui estão algumas das razões:
Para explicações e o resto dos motivos sugiro que passem nos links no texto. Boa sorte!
Para
Família de coelhos com cenouras e repolhos, 1886
Alfred Richardson Barber (GB, 1841-1924)
óleo sobre tela
Uma família de coelhos, 1881
Alfred Richardson Barber (GB, 1841-1924)
óleo sobre tela, 45 x 63 cm
Dois coelhos e um porquinho da Índia, 1880
Alfred Richardson Barber (GB, 1841-1924)
óleo sobre tela
Uma família entre repolhos
Alfred Richardson Barber (GB, 1841-1924)
óleo sobre tela, 45 x 60 cm
Hora do repasto
Alfred Richardson Barber (GB, 1841-1924)
óleo sobre tela, 45 x 61 cm
Coelhos comendo, c. 1890
Alfred Richardson Barber (GB, 1841-1924)
óleo sobre tela, 25 x 17 cm
Uma família feliz
Alfred Richardson Barber (GB, 1841-1924)
óleo sobre tela, 45 x 65 cm
Coelhos comendo alface
Atribuído a Alfred Richardson Barber (GB, 1841-1924)
óleo sobre tela, 52 x 42 cm
Repouso da tarde
Alfred Richardson Barber (GB, 1841-1924)
óleo sobre tela, 49 x 61 cm
Retrato de um Springer Spaniel, 1883
Alfred Richardson Barber (GB, 1841-1924)
óleo sobre madeira, 23 x 23 cm
Pequeníssimo, completamente ilustrado, livro de orações da Rainha Claude, c. 1517, The Morgan Library & Museum, NY.
O Livro de Orações da Rainha Claude é uma obra de c. 1517, ano da coroação dessa Rainha de França. Ele foi iluminado por um artista desconhecido a que se deu o nome de Mestre de Claude de França, por ter sido ele também o iluminista de outro livro, o par digamos assim, o Livro das Horas da Rainha Claude, hoje numa coleção particular francesa. O brasão da rainha aparece três vezes neste livrinho que contém 132 cenas da vida de Cristo, da vida da Virgem Maria e de inúmeros santos. As bordas são decoradas assim como verso e reverso de cada uma das folhas.

A rainha Claude morreu de varíola aos vinte e cinco anos (1499-1524), depois de ter sete filhos, um corpo deformado por escoliose e aparentemente ter um toque de estrabismo. Casada com François d’Angoulême (1494–1547) que se tornou rei de França em 1515, como parte de um contrato político, Claude, duquesa de Duchy, peça no jogo de xadrez político da Europa, não tinha atração pela política, nem muito interesse nos filhos. Dedicou-se principalmente aos estudos religiosos.
Página com o Arcanjo Gabriel Anunciando à Maria.
Pouco sabemos sobre o Mestre da Rainha Claude. Trabalhou ativamente na cidade de Tours nas duas primeiras décadas do século XVI (1500-1525). Seu estilo poderia ser considerado como extremamente elegante, com cores delicadas e aplicadas de tal maneira que não se percebe as pinceladas na pintura. Só se conhece cerca de uma dúzia de manuscritos desse artista.
Esse livro-joia faz parte da coleção da Morgan Library em NY, presente de um colecionador americano.
Capa

As leitoras, ou correspondência dividida
Pietro Antonio Rotari (Itália, 1707 – 1762)
óleo sobre tela
Tretyakov Gallery – Moscou
Jean-Jacques Ampère
Jovem lendo, 1775
Jean´-Honoré Fragonard (França, 1732-1806)
óleo sobre tela, 68 x 54 cm
Metropolitan Museum of Art, NY

Elegantes na praia
Edouard Gelhay (França, 1856-1939)
óleo sobre tela, 23 x 44cm
Autorretrato com harpa, 1791
Rose-Adélaide Ducreux (França, 1791-1802)
óleo sobre tela, 193 x 129 cm
Metropolitan Museum of Art, NY

Vinhedos de Auvers, 1890
Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)
óleo sobre tela
Saint Louis Art Museum
De quando em quando um livro atravessa o meu mundo que suscita a pergunta: o que foi que uma editora brasileira viu nessa obra, que valeria o investimento na compra dos direitos autorais, no pagamento de um tradutor, no investimento de imprimir e distribuir uma obra, com a confiança, até certo ponto, de que tal investimento iria trazer o lucro mínimo que a companhia precisa ter para continuar sua vida editorial.
Essa pergunta voltou a me perseguir na leitura de Desvendando Margaux, dos autores Jean-Pierre Alaux e Noël Balen. Estava a procura de uma leiturinha fácil, de um livrinho de mistério, detetive, qualquer coisa, para passar uma tarde de folga e esquecer o cotidiano quente do verão carioca. Peguei esse livro que é o segundo de uma série policial da dupla, passado nos vinhedos franceses. Um dos autores é especialista em vinhos e seu parceiro é jornalista.

É um dos livros policiais mais insossos que já li. Não há tensão. Não há um mistério que agarre a atenção. Os personagens são comuns, o drama sofrível, o mistério quase inexistente. Há sim algumas noções de gerenciamento de vinhedos e o panorama por trás da produção de vinhos. Mas falta aquela trama que não deixa dormir. Essa obra não dá ao leitor o frenesi de ter que chegar ao final, nem é cheia do charme de uma Miss Marple que resolve as intrigas da cadeira de balanço de sua casa na aldeia.
Jean-Pierre Alaux e Noël Balen
Depois da leitura, enquanto me deliciava com um bom Simenon, procurei mais informações sobre outros livros da dupla. E realmente há muitos. Os autores são populares e até traduzidos para o inglês. É possível que eu tenha tido a falta de sorte de pegar uma de suas obras mais fracas. Mas para isso confia-se no selo da editora.
NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.