Fevereiro, já se ouve o rufar dos tambores… (I)

1 02 2012

Um baile de máscaras do século XVII, 1867

Adrien Moreau ( França, 1843-1906)

óleo sobre tela,  96 cm x 131cm





Imagem de leitura — Emile Vernon

16 01 2012

Uma bela jovem lendo seu livro de orações, s/d

Emile Vernon ( França 1872- Inglaterra, 1919)

òleo sobre tela

Emile Vernon nasceu em Blois, na França em 1872.   Pouco se sabe a respeito de sua vida.  Pintor acadêmico que trabalhou intensamente tanto na França quanto na Inglaterra como retratista de belas jovens da sociedade e  um pouco menos, mas também de cenas de gênero.  Foi estudante na Escola de Belas Artes, em Tours. Depois migrou para Paris onde parece ter estudado com  Bouguereau.   Já no início do século XX encontra-se em Londres.  Faleceu em 1919.





Moedas do Império Romano, aos milhares, encontradas na França

8 11 2011

Moedas de 1700 anos atrás, encontradas num milharal

A administração de assuntos culturais da França divulgou uma foto de três ânforas antigas contendo milhares de moedas de bronze, de mais de 1700 anos de idade.  A descoberta de milhares de moedas romanas no campo de L’Isle-Jourdain, perto de Toulouse, no sudoeste da França foi considerada por arqueólogos “ um achado importante, na medida em que não é frequente falar de objetos do tipo desse período“, disse Michel Vaginay ,o responsável regional por descobertas arqueológicas.

Essas moedas, desenterradas e guardadas no final da semana, foram forjadas entre os anos 290 e 310 D.C em Londres, Lyon (atual França), Cartago (atual Tunísia) ou Trier (atual Alemanha). Seriam então da à época em que a França e todos esses outros lugares faziam parte do Império Romano.  Foram encontrada em duas ânforas de 80cm de altura e um outro jarro de aproximadamente a metade desse tamanho.   

Ânforas repletas de moedas do século III d.C.

Os tesouros foram descobertos por dois amantes de arqueologia que já haviam descoberto outras peças romanas nesse mesmo local.  “Nós sabíamos que havia mais por aqui e então, no meio de uma caminhada nos deparamos com essas peças na superfície mesmo do solo”, disse um deles.  Primeiro achamos mais ou menos 250 peças arqueológicas num campo por aqui que havia acabado de ser arado.  Isso nos fez pensar que poderíamos encontrar algo mais por aqui”.  Os dois juraram permanecer no anonimato.

Quando descobriram o tesouro, os dois contataram as autoridades responsáveis que verificaram o achado.  Mas o dono da propriedade pediu que escavações só fossem feitas depois dessa colheita do milho.  A maior preocupação, no entanto, foi manter segredo.  Com a demora das escavações, nenhuma palavra sobre o achado deveria chegar aos jornais para que ladrões e outros caçadores de tesouros não tivessem a idéia de virem ao sítio arqueológico roubar e destruir o que havia sido encontrado.  

Levadas para Toulouse para classificação e estudos de laboratório, essas moedas devem ser examinadas por um período de aproximadamente três a quatro meses.  Depois disso devem poder ser vistas pela população de L’Isle-Jourdain.  Pelo menos é o que promete o prefeito da cidade.  “Esperamos poder expor algumas dessas peças por um longo período.  Mas no momento, o que sabemos ao certo é que os habitantes do cidade poderão ver este achado dentro de poucos meses”.

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Fontes:  Terra, La Depeche





Imagem de leitura — Pierre Cornu

29 10 2011

A leitora de meias vermelhas, 1970

Pierre Cornu (França, 1895-1996)

óleo sobre tela, 46 x 55 cm

Pierre Cornu nasceu na Provença, na França em 1895, filho de uma família próspera de negociantes em óleos e sabões.  Seus pais lhe deram apoio para as artes desde que demonstrou aptidão para o desenho.   Suas duas maiores características são o uso das cores quentes — talvez de influência provençal — e a paixão pela beleza feminina.  Dedicou-se também à naurezas mortas e a paisagens.  Obteve grande sucesso com sua pintura alegre.  Faleceu em 1996.





Imagem de leitura — Pierre Augustin Thomire

14 10 2011

Mulher lendo,  c. 1775-1780

Pierre Augustin Thomire ( França, 1732-1799)

óleo sobre tela, 81 x 65 cm

Museu de Belas Artes, Bordeaux

Pierre Augustin Thomire foi um pintor francês ativo no século XVIII em Bordeaux.  Informações do Museu de Bordeaux.

 





Imagem de leitura — Henry Caro-Delvaille

13 10 2011

Mulheres lendo, 1910-1911

Henry Caro-Delvaille (França, 1876-1928)

óleo sobre tela, 66 x 81 cm

Henry Caro-Delvaille nasceu em Bayonne, na França em 1876.  Estudou na Escola de Belas Artes de sua cidade natal até 1897 quando passou a estudar no ateliê de Léon Bonnat em Paris. Além de se dedicar à pintura, aos  retratos, à pintura  gênero e às paisagens, Caro-Delvaille ficou famoso por suas hablidades como decorador.  Foi agraciado com a Legião de Honra do governo francês em 1910.  Em 1917  vai para os Estados Unidos onde permanece até 1925, assegurando-se de importantes encomendas de retratos  e de decoração da elite da sociedade americana.  Retorna então à França onde falece três anos mais tarde , em Paris, em 1928.





As pinturas das crianças das cavernas!

3 10 2011

Universidade de Cambridge / PA: fotografia

Uma curiosa descoberta nas cavernas no vale do Dordogne preencheu o noticiário na semana passada.  Descobriu-se que as decoração das cavernas que têm sulcos, como na foto, foram feitas por crianças pequenas, com idades entre 3 e 7 anos.  O conjunto dessas decorações parece indicar que as crianças tinham um lugar específico  dentro das cavernas ou como parte de algum sistema de creche, ou como num ambiente servindo para que elas fossem aprendizes de pintores de cavernas.    Os sulcos em questão foram feitos quando crianças passavam as mãos na superfície macia das paredes da caverna,  de maneira feita com os dedos semelhante à que é usada nos dias de hoje nas escolas para crianças pequenas. 

Esses desenhos, parte da apresentação dos pesquisadores da Universidade de Cambridge numa conferência sobre arqueologia, mostram linhas sulcadas, paralelas ou entrecruzadas, correndo sobre o vermelho da argila das paredes da caverna e são parte das decorações da Caverna dos Cem Mamutes em Rouffignac, na França.  Foram feitas aproximadamente  há 13.000 anos.

A grande parte dos desenhos feitos por crianças são estrias cobrindo não só as paredes, mas os tetos de passagens de uma câmara a outra dentro do complexo de cavernas.  Os arqueólogos chegaram a imaginar que uma das câmaras tivesse sido uma espécie que “abrigo” infantil, tal a riqueza das decorações feitas com o roçar dos dedos.  A primeira vez que se soube que crianças estavam envolvidas na decoração das cavernas foi em 2006 pelos pesquisadores Van Gelder e Sharpe da Walden University nos EUA, que passaram dois anos analisando a presença de crianças nessas cavernas.

Caverna em Rouffignac, P.A.

O estudo detalhado dessas decorações revela o trabalho de pelo menos dois adultos – ainda que possa ter havido alguns outros no local – e de crianças, sobretudo de uma menina de aproximadamente cinco anos extremamente prolífica em suas decorações.  Há algumas estrias dessas decorações feitas por mãos de criancinhas muito pequenas.  Há uma criança de 2 anos de idade que “ajudou” na decoração.  No entanto, são traços firmes demais para a idade e sugerem que a mão da criança foi orientada por um adulto.  A criança deveria estar sendo ensinada por um adulto.  A pesquisa mostra que as crianças estavam em todos os cantos das cavernas, dos lugares mais profundos e escuros, até os mais amplos e próximos da entrada.   Porque estavam fortemente presente na arte, agora é preciso descobrir o quanto estavam envolvidos na vida diária.  A decoração da caverna era uma atividade de grupo, em que participavam membros de todas as idades.

Essas decorações também são encontradas em outras cavernas na França, na Espanha, Nova Guiné e Austrália.  O tema tem sido bastante debatido por arqueólogos.  Ainda não se sabe por que os pré-históricos fizeram essas decorações.  Parece coisa mais organizada do que simplesmente uma atividade para “um dia chuvoso” lembra a Jess Cooney, uma estudante de PhD da universidade que faz parte da equipe de arqueólogos.   “Além de linhas simples, sinuosos, há estrias de animais e formas que parecem ser esboços brutos de rostos.”

A cada ano, milhares de pessoas visitam as cavernas, na região do Dordogne (oeste da França), para admirar os desenhos de mamutes, cavalos e rinocerontes, nas paredes dos 8 km de caverna que foram descobertas no século XVI.  Mas só em 1956 é que os especialistas perceberam que alguns dos desenhos eram pré-históricos. Depois, em 2006, notaram que as pinturas haviam sido feitas por crianças, com seus dedos.   

Fonte: O Estadão Online e The Guardian





Imagem de leitura — Pierre Adolphe Valette

1 10 2011

Jovem lendo, s/d

Pierre Adolphe Valette (França, 1876-1942)

óleo sobre madeira, 60 x 52 cm

Christie’s Londres, 1998

Pierre Adolphe Valette nasceu em St. Eitienne, em 1876.  Estudou em Bordeaux na Escola de Belas Artes e Artes Decorativas.  Emigrou para a Inglaterra em 1904, onde no ano seguinte já trabalhava nas artes gráficas numa companhia que imprimia cartões e calendários em Manchester.  Depois de estudar arte à noite na Escola Municipal de Arte naquela cidade, foi convidado a dar aulas no mesmo local.   Desenvolveu um estilo bastante impressionista e ficou conhecido principalmente por suas paisagens.  Permaneceu na Inglaterra até 1924, quando retornou à França, onde morreu em 1942.





Imagem de leitura — Annick Bouvattier

29 09 2011

Mulher lendo, s/d

Annick Bouvattier (França, 1964)

óleo

http://annickbouvattier.com

Annick Bouvattier nasceu em Nevers em 1964.  Quebrando a tradição familiar, não estudou medicina, mas se formou em desenho de moda, pela conhecida instituição  Berçot – Marie Rucki.  Depois de formada trabalhou para a alta-costura, mas sua inclinação era mais ligada ao cenema e à propaganda.  Em 1990, depois de estudar pintura, passou a se dedicar exclusivamente à pintura, onde se carateriza pelos temas do universo feminino.  Reside em Paris.





Quadrinha infantil sobre o livro

25 09 2011

Leitura à luz da lâmpada, 1973

Daniele Akmen (França, 1945)

acrílica sobre tela, 116 x 89 cm

Nos momentos de alegria,

Ou nas horas de aflição,

O livro é um companheiro,

É um amigo, um irmão.

(Walter Nieble de Freitas)