Resoluções literárias para o Ano Novo

29 12 2012

lecture28 temasA praia, s/d

Françoise Amadieu ( França, 1948)

acrílica  sobre papelão corrugado, resinado, dobrado, sobre madeira.

www.amadieu.eu

Todos os anos faço minha listinha: coisas que gostaria de  fazer durante o ano.  Depois coloco uma lista parcial, numa dessas notas de papel adesivas, e colo essa lista parcial no início do mês que se inicia na agenda que carrego comigo para todo lado.  À medida que vou riscando algumas das tarefas colocadas na lista, refaço a lista parcial. Assim a lista que inicia o mês de novembro já é completamente diferente da que iniciou o mês de abril, por exemplo.   Para minha surpresa, quando chega dezembro em geral consegui completar 90% ou mais do que havia programado.

O fato de estar sempre olhando para a lista, porque afinal está no início de cada mês na agenda, faz com que me lembre da promessa de comprometimento.  Também acho que não podemos ser  nem ambiciosos demais nem de menos nessa lista.  O equilíbrio é difícil de encontrar, mas com a prática se consegue.  E a mais importante das descobertas: quanto mais detalhada a lista, mais fácil é cumpri-la.

Quanto aos comprometimentos literários aqui vão algumas sugestões do que estou pensando em colocar na minha lista:

1 — Ler mais livros que não sejam de ficção.

2 — Organizar os livros que tenho.

3 – Ler a cada mês pelo menos um dos livros já comprados e empilhados em casa.

4 — Eliminar, por doação ou venda a um sebo, o número de livros em casa.

5 – Ler pelo menos um livro científico de assunto contemporâneo.

6 – Fazer um passeio literário. Estou pensando em pegar  as Memórias da Rua Ouvidor de Joaquim Manuel de Macedo e passear por recantos do Rio de Janeiro onde JMM se detém.

E vocês?  Fazem listas literárias de fim de ano?  O que colocaram nelas?





Imagem de leitura — Camille Léopold Cabaillot Lassalle

17 07 2012

O Salão de Paris, 1879

Camille Léopold Cabaillot Lassalle (França, 1839- 1881 ou 1888 [data de morte incerta]

óleo sobre tela, 67 x 90 cm

Camille Léopold Cabaillot Lassalle nasceu na França em 1839.  Pintura de gênero.  Data de falecimento incerta, 1881 ou 1888. [Nenhuma outra informação biográfica foi encontrada].

 





Palavras para lembrar — Arthur Schopenhauer

10 07 2012

Jovem lendo, s/d

Marc Chalme (França, 1969)

óleo sobre tela, 73 x 60 cm

“Comprar livros seria uma boa coisa se pudéssemos também comprar o tempo para lê-los”.

Arthur Schopenhauer





Imagem de leitura — Elisabeth Vigée-Lebrun

9 03 2012

Retrato de Viscondessa de Vaudreuil, 1785

Elisabeth Vigée-Lebrun ( França, 1755-1842)

óleo sobre madeira

Marie Elisabeth-Louise Vigée-Lebrun nasceu em Paris em 1755.  Seu pai, de quem recebeu as primeiras instruções, era pintor.  Depois ela se tornou aluna de Gabriel François Doyen, Jean-Baptiste Greuze, Claude Joseph Vernet, entre outros mestres do período. Tornou-se profissional, pintando retratos profissionalmente, ainda adolescente.  Tornou-se o artistas plástico mais famoso do início a meados do século XVIII.Em 1776, casou-se com Jean-Baptiste-Pierre Le Brun, um pintor e negociante de arte. Vigée-Le Brun deixou um legado de 660 retratos e 200 paisagens. Faleceu em 1842.





Imagem de leitura — Gustave Claude Etiènne Courtois

7 03 2012

A máscara japonesa, 1884

Gustave Claude Etienne Courtois (França, 1852-1923)

óleo sobre tela, 63 x 58 cm

Gustave Claude Etiènne Courtois nasceu em 1852.  Logo na infância já demonstrava gosto pelo desenho.  Estudou então na Escola Municipal de Desenho em Vesoul. Encorajado por Gerôme, Courtais entrou para a Escola de Belas Artes em Paris. Ganhou seu lugar nas artes visuais como um pintor realista, especializado em retratos e pintura histórica.  Faleceu em 1923.





Imagem de leitura — Jean-François de Troy

13 02 2012

Lendo Molière, c. 1728

Jean-François de Troy ( França, 1679-1752)

óleo sobre tela

Jean-François de Troy nasceu em Paris em 1679.  Foi um pintor, decorador e desenhista de tapeçarias.  Sendo de uma família de pintores renomados, aprendeu a pintar com seu pai, que mais tarde o mando para a Itália (1699-1706) para estudar pintura.  Voltou para a França em 1706 mas seu amor pela Itália o fez retornar mais tarde àquele país.  Sua tendência era trabalhar em grande escala, pinturas monumentais que se adaptavam bem à tapeçaria.  Cenas históricas estavam entre seus motivos favoritos. Morreu em Roma em 1752.





Fevereiro, que venham os bailes de máscaras (IV)

11 02 2012

Baile de máscaras no Opéra, 1874

Edouard Manet (França, 1832-1883)

óleo sobre tela, 500 x 408 cm

The National Gallery of Art, Washington, DC, USA

DETALHE DA TELA ACIMA

 





Fevereiro, que venham os bailes de máscaras (III)

10 02 2012

Saída do baile do Opéra em Paris, s/d

Pierra Ribera (França, 1867 – 1932)

óleo sobre madeira, 33 x 41 cm

 





Fevereiro, já se ouve o rufar dos tambores (VII)

7 02 2012

Baile de Carnaval, s/d [século XVII]

Pierre Bergaigne (França, 1652-1708)

óleo sobre tela

DETALHE DA TELA ACIMA





Imagem de leitura — Céline Tabary

5 02 2012

Terraço de Café em Paris, 1950

Céline Marie Tabary ( França, 1908 – 1993)

óleo sobre tela, 78 x 98 cm

National Museum of Women in the Arts

Smithsonian Institution, Washington DC

Céline Marie Tabary nasceu em Vermelles, na França em 1908.  Filha de um arquiteto interessou-se por desenho e pintura desde cedo.  Em 1937 estudou na Académie Chauler Beat-Ozeel em Lille e de 1937 até 1938 estudou na Académie Julian em Paris.  Dedicou-se  à paisagem e à pintura de gênero.  Trabalhou com Paul Eachbach e Maurice Decamps enquanto na França.  Em 1938 mudou-se para os Estados Unidos: o que era para ser uma pequena viagem, transformou-se numa longa estadia com o início da guerra.  Passou até 1945 em Washington DC.  O final da guerra trouxe para a pintora a possibilidade de visitar a França a cada verão e permanecer nos Estados Unidos onde sua carreira já havia se estabelecido,  nos sete anos que lá peramecera.  Morreu em 1993, na França, depois de haver retornado ao país de origem por alguns anos.