Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

2 06 2013

DSC000021º sábado de junho, 2013

Praça Santos Dumont, Gávea

Rio de Janeiro

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Volto a postar fotos de pessoas lendo, essa popularíssima faceta do blog da Peregrina.  Passei quase um ano sem fotografar pessoas lendo.  Cansei.  Mas sei também da fascinação que essas fotos, sob o nome de: Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público, têm exercido sobre os nossos visitantes.  Assim vou tentar manter as fotos para servir de inspiração a leitores e a fotógrafos.





Filhotes fofos — girafinha Sandy Hope

13 05 2013

B6D9878637FFFDFF933715BCD22B_h450_w598_m2_q90_cPvYCZWvOFoto: Adrees Latif, Reuters.

A pequena girafa Sandy Hope aparece aqui ao lado de sua mamãe, no lugar onde mora: Jardim Zoológico de Greenwich, no estado de Connecticut, nos Estados Unidos.





Foto do dia

8 02 2013

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Um caracol e uma lagarta se encontram em  Batam, Indonesia

Foto: Shikhei Goh / Barcroft Medi

Não resisti hoje, quando vi essa foto no jornal inglês The Telegraph.  Tinha que mostrar a todos vocês.  Achei espetacular.  A natureza é muito bela, e os bons fotógrafos nos ajudam a desfrutá-la ainda mais.





Mãos: o que fazemos com elas

20 01 2013

The Uncertainty Principle Le Principe d'Incertitude, 1944

O príncipio da incerteza, 1944

René Magritte (Bélgica, 1898-1967)

óleo sobre tela

Houve tempo em que brincávamos com as mãos fazendo as mais diversas sombras.  Lembro-me de passar alguns dias de férias na casa de uma família amiga, um sítio, no interior do estado do Rio de Janeiro.  Era um lugar longínquo.  Chegávamos de trem  até a estação mais próxima e depois disso ainda íamos de charrete  até o local, uns 17 quilômetros da estação por estrada de terra.  Não havia eletricidade.  Lampiões eram acesos assim que o sol ia se pondo.  Havia lampiões em todo canto, na varanda que circundava a casa em três lados e dentro de casa.  Na varanda eram dependurados, de quando em quando, dos vergalhões que sustentavam o telhado, de telhas louçadas com decoração em azul e branco.  A casa de um andar só era rústica, e dependíamos de dosséis para nos livrarmos das mordidas de mosquitos e de todo outro tipo de inseto atraído para dentro de casa pela luz dos lampiões.  Foi a primeira e última vez que dormi debaixo de um dossel e devo dizer, foi de grande efeito ainda que abafe um pouco o ar já quente e úmido do verão tropical.  Lá, para passar o tempo das longas férias de verão, brincamos algumas noites de sombras com as mãos.  Era moderadamente divertido, mas nós os jovens adolescentes de 13 a 15 anos de idade não tínhamos muito mesmo que fazer…

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Essa lembrança me veio hoje, quando recebi um PPS com fotos  de mãos.   Não, não eram sombras.  Mas mãos pintadas fazendo  animais ou outras cenas.  Achei-as  muito criativas. São obras do artista italiano Guido Daniele de Milão. Sua breve biografia encontra-se no final. Coloco aqui algumas das imagens que recebi.  É possível que você também já tenha recebido essas fotos, já que essas coisas são virais, se esse for o caso,  reveja-as.  Um bom domingo para todos.

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Todos os trabalhos são de Guido Daniele.

Guido Daniele, nasceu na República Checa em 1950, mas mora e trabalha em Milão. Frequentou o Liceu de Arte de Brera de 1964 a 1968.  Depois fez o curso de escultura na Academia de Belas Artes de Brera de 1968 a 1972.  De 1972 a 1974 frequentou a escola tibetana Tankas em Dharamsala na Índia.  Começou sua carreira de artista visual com exposições solo e coletivas a partir de 1968. Em 1990 adicionou à sua experiência a técnica da pintura corporal pintando o corpo de modelos para fotos, filmes de publicidade, eventos. Com isso conseguiu unir as tradicionais técnicas do retrato, da pintura a óleo e da fotografia, trazendo para elas o conhecimento que tem da escultura, do objeto tridimensional.  Em 2000 começou a sua obra MANI ANIMALI  [mãos animais] que o projetou internacionalmente.





Foto do dia: orquídea

1 01 2013

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Ganhei esta orquídea de Natal de amigas do grupo de leitura.  Para minha surpresa, hoje mais uma carreira de flores se abriu.  Apesar do calor insuportável no Rio de Janeiro essa orquídea parece querer muito sobreviver!

Entre as dezenas de pequenas resoluções que fiz na entrada de 2013 está a volta à fotografia.  Gosto de fotografar e nos últimos três anos tenho feito muito pouco disso.  Como eu precisava me lembrar de algo de que eu gostasse fazer e que não seria difícil, lembrei-me da fotografia.

Ja tive um fotolog, onde postei observações visuais de alguém que volta ao Rio de Janeiro depois de uma longa estadia fora.  Com a cidade ainda “nova”, “fresca” aos meus olhos consegui algumas notas visuais de interesse.  Depois fui me acostumando com o Rio de Janeiro e perdi o frescor do olhar.

Quando eu usava máquinas analógicas, aquelas que requerem filmes, e conhecimento da abertura do diafragma, e outros detalhes,  eu me considerava uma boa, quase muito boa,  retratista principalmente de tipos de rua, de pessoas desconhecidas. Sim, esse era o meu forte.  Tenho algumas cenas excelentes, por exemplo, da minha estadia de dois anos em Portugal.  Sempre gostei de usar lente de longo alcance para passar desapercebida e fiz bonito algumas vezes.

Mas as máquinas digitais são diferentes.  Elas requerem menos ajustes, ou talvez eu não saiba ajustá-las com a precisão necessária, para um efeito semelhante ao que eu conseguia obter com as máquinas antigas.  Assim peço perdão pelas fotos que estarei postando, no máximo uma ao dia, para ver se consigo expandir o meu conhecimento da foto digital.  Não uso nenhum programa de edição fotográfica,  por enquanto.

Então, vamos que vamos!





Filhotes fofos: leopardo

5 11 2012

Leopardos, foto: Grant Atkinson, The Grosby Group.

O fotógrafo especialista em vida selvagem Grant Atkinson registrou o momento em que uma fêmea de leopardo carrega seu filhote na boca para tirá-lo de um esconderijo onde estava para se proteger de predadores. O pequeno animal ficou escondido na ‘toca’ enquanto a mãe foi à caça de alimentos em Botswana, no sul da África. Depois de ver a mãe, o filhote ficou tão animado que tentou brincar com ela.  Atkinson estava seguindo a fêmea quando ela foi até o esconderijo. Foi então que ele viu o filhote saindo pelo buraco.  Mais tarde,  os dois foram para um novo esconderijo, onde o filhote ficou protegido e a mãe se deitou alerta.

Fonte: TERRA





O verde do meu bairro — Ixora Chinesa

20 10 2012

Vocês já notaram como jardins têm moda? Isso mesmo, fica na moda um certo tipo de planta, de arbusto, de flor e aos poucos antigos pés disso ou daquilo dão lugar a uma nova espécie, a uma nova folhagem.  De uns quinze anos para cá os jardins do meu bairro começaram a aparecer com algumas plantas interessantes, bonitas, com flores de cores brilhantes… Não estou reclamando.  Mas, acho que a moda leva os jardins a terem todos mais ou menos a mesma cara, principalmente quando são os porteiros que trabalham os jardins e costumam se concentrar nas plantas de maior efeito pelo menor trabalho.

Aqui no meu bairro, no Rio de Janeiro, há uma abundância de jardins de edifícios residenciais floridos o ano inteiro com essa planta que está em todo canto, retratada acima.   Alguns a chamam de Alfinete-gigante.  Mas é mais conhecida com Ixora-chinesa, ou Ixora-vermelha.  Não é uma planta nativa do Brasil.  É originária do Extremo Oriente: Malásia e China.  É planta asiática tropical, da família das Rubiaceae.  Por isso se dá tão bem no clima carioca.

Entrada de edifício residencial.

Cá pelo meu bairro não a deixam crescer muito.  A moda por aqui é deixá-la crescer só até um metro do chão, mais ou menos.  Mas pode chegar a dois metros de altura.  Deve ficar linda assim.   E em geral é plantada como cerca viva ou melhor dizendo, acompanhando as grades dos edifícios, porque cercas vivas por aqui não oferecem a tranquilidade de segurança de que os cariocas precisam.  Frequentemente elas são usadas como delimitadores de áreas do jardim, acentuando os caminhos para entrada de pedestres ou a beirada do caminho para as garagens.

Há uma papelaria aqui perto cuja entrada fica bem recuada do meio fio, sendo uma construção mais moderna do que a própria rua, foi construída numa linha imaginária, que estabelece um futuro alargamento dessa rua que data do século XVIII.  Assim, o dono da papelaria, para “mostrar o caminho das pedras”, colocou diversas jardineiras na calçada em duas colunas paralelas, para acentuar a entrada do estabelecimento.  Teve que colocar jardineiras porque a calçada não lhe pertence. Mas, ficou bonito para quem chega.

O mais interessante é que a Ixora-chinesa parece dar flores o ano inteiro.  São grandes pompons compostos de minúsculas flores de quatro pétalas.  De longe parecem até gerânios, e sei que às vezes as ixoras-chinesas são chamadas de gerânios selvagens, por causa da aparência dessas flores.  Mas não têm nada a ver.   Por aqui só tenho visto exemplares cujas flores tem tonalidade, laranja, damasco, salmão.  Mas sei que existem flores de outras tonalidades: branca e vermelha.

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Para maiores informações veja:

O Jardineiro.





Imagem de leitura — Ricardo Estecha

15 09 2012

Senhora com cachorro, loura e com pernas, 2010

Ricardo Estecha  (Espanha, contemporâneo)

Técnica mista, baseada em fotografia.

Parte do projeto coletivo do Espaço Belleartes, localizado em Cáceres na Espanha:

SEÑORA MAYOR CON PERRO SENTADA EN EL PARQUE,

como visto no blog do espaço, hoje fechado.

Belleartes





O medo do novo e o conhecimento: “O pintor de retratos” de Luiz Antonio de Assis Brasil

28 04 2012

A paisagem do fotógrafo, 2008

Michael Orwick (EUA, 1975)

óleo

http://michaelorwick.blogspot.com

O novo, o encontro com o desconhecido, sempre causa ansiedade.  O mundo é mais confortável, a vida é mais segura se sabemos o que nos espera, como agir e que reação ter em diferentes circunstâncias.  Assim como hoje debatemos o futuro do livro em papel por causa das publicações digitais, no século XIX, com o aparecimento da fotografia, os pintores, antes de descobrirem como essa nova tecnologia iria auxiliá-los, temeram por seu futuro profissional.  É nessa virada de tecnologia, quando a fotografia parece interferir com a pintura,  que se enraíza o romance O Pintor de Retratos, de Luiz Antonio de Assis Brasil, [LPM:2001/2005, 5ª edição].

Luiz Antonio de Assis Brasil sempre me cativa com sua linguagem despojada, quase seca, em que consegue em uma frase, não muito longa, passar um mundo de informações e capturar sentimentos.   Com excelente domínio da narrativa, com poucos traços e não mais que duas centenas de páginas, ele conta a vida inteira de um homem, um pintor de retratos, italiano, que confrontado com a fotografia, perde a noção que tem de si próprio.  Diante da devastadora imagem, cara a cara com aquele retrato de si mesmo, fotografado pelo grande Félix Nadar, nosso herói se desintegra emocionalmente e num momento de desvario, emigra para o Brasil, onde se estabelece na mais meridional das províncias, na terra das revoluções.  O Rio Grande de Sul o acolhe desconfiado, mas é lá que finalmente acredita renascer, crescer e finalmente apresentar a imagem exterior que, fotografada, mostraria ao mundo como ele é, ou o que ele pensa de si mesmo.   Se consegue ou não, o leitor só descobre no final, mas como toda boa história é o meio, é o processo que fascina.

Arraigado à pintura por tradição familiar, treino e medo da nova tecnologia, Sandro Lanari chega à letárgica Porto Alegre determinado a ganhar a vida como pintor e obcecado pela imagem de Sarah Bernhardt que viu em Paris fotografada por Nadar.   Quando consegue fixar sua atenção numa jovem que se parece com a atriz francesa, entreabre-se o caminho do crescimento, mas terá ainda muito chão a percorrer até se conciliar com a vida no Novo Mundo.  Só quando aceita trabalhar, vagando de estância em estância, retratando senhores da terra, começa sua verdadeira introdução à vida brasileira, ao novo continente e a si próprio.  Mergulha em um mundo tão diferente daquele em que foi criado que acaba por se despir dos conhecimentos profissionais, reconhecendo-os válidos exclusivamente para o solo europeu. Na água do banho vão também seus preconceitos.  A caminhada brasileira, por ironia do destino e pela própria sobrevivência, transforma-o em fotógrafo.

E vai ser como fotógrafo que conseguirá a essência do que desejava expressar em seu trabalho.  Num campo de batalha gaúcho, fotografando o lado vitorioso,  Sandro Lanari vence  uma batalha pessoal, consegue a expressão máxima de sua arte,  uma obra que o faz, finalmente, poder erguer a cabeça com orgulho: capturou o lampejo de vida nos olhos de quem fotografava.  Daí por diante, pazes feitas com a fotografia, tem sucesso garantido.  Torna-se um  respeitado membro da comunidade,  pai de quatro filhas, imigrante abastado.   Para ter certeza de seu sucesso, só lhe falta a última e única constatação de sua legítima identidade, uma nova visita a Félix Nadar.

Luiz Antonio de Assis Brasil

Com um final inesperado, O pintor de retratos nos faz refletir sobre a autoestima, a visão  que temos de nós mesmos, contrastada com a imagem que os outros têm de nós; sobre o preconceito e o medo do novo, do desconhecido; sobre a nossa própria aceitação.  Tudo isso colorido pela paisagem gaúcha de antanho, pelos costumes peculiares de época, com um sabor histórico na medida certa.  Uma leitura que nos enriquece e deleita.





Foto de cuco roubando ovo de rouxinol vence competição

1 11 2011

A rara imagem de um cuco que havia acabado de roubar um ovo do ninho de um rouxinol foi a vencedora. Foto: GDT EWPY 2011/BBC Brasil

A rara imagem de um cuco que havia acabado de roubar um ovo do ninho de um rouxinol foi a vencedora
Foto: GDT EWPY 2011/BBC Brasil

A rara imagem de um cuco que havia acabado de roubar um ovo do ninho de um rouxinol foi a fotografia vencedora do GDT European Wildlife Photographer of the Year 2011. Segundo os organizadores do concurso, a fotografia vencedora mostra um comportamento interessante com altíssimo nível estético.

Com décadas de experiência fotografando e filmando cucos, o autor da foto vencedora, Oldřich Mikulica, da República Tcheca, se diz fascinado pelas aves. “Por 25 anos, durante a época de procriação, eu vou até os lagos perto de minha casa para observar os cucos e rouxinóis“, diz ele.

O cuco remove um ovo do ninho do rouxinol e coloca um de seus próprios ovos no lugar, já que ambos são quase idênticos. Especialistas explicam que como o cuco tem pouco tempo de gestação nasce antes dos outros passarinhos e, para ganhar espaço, joga os ovos do rouxinol para fora do ninho.

Os rouxinóis continuam a alimentar o cuco sem perceber a diferença. Ao chegar à maturidade, o cuco abandona o ninho. De acordo com Mikulica, é praticamente impossível que ele consiga registrar imagem semelhante novamente. A fotografia do cuco derrotou quase 14 mil imagens feitas por concorrentes de 39 países.

O fotógrafo Oldřich Mikulica

Fonte: Terra