A descoberta da América, 1959
Salvador Dali (Espanha, 1904-1989)
óleo sobre tela, 410 x 284 cm
Museu de Salvador Dali
São Petersburgo, Flórida, EUA
A descoberta da América, 1959
Salvador Dali (Espanha, 1904-1989)
óleo sobre tela, 410 x 284 cm
Museu de Salvador Dali
São Petersburgo, Flórida, EUA
Entre capítulos, 1890
Ramon Casas (Espanha, 1866-1932)
óleo sobre tela, 41 x 32 cm
Museu Nacional de Catalunha
“… A pena treme entre meus dedos a cada vez que o aríete investe contra a porta. Um sólido portão de metal e madeira que não tardará a despedaçar-se. Pesados e suados homens de ferro se amontoam na entrada. Vêm à nossa procura. As Boas Mulheres rezam. Eu escrevo. É a minha maior vitória, minha conquista, o dom do qual me sinto mais orgulhosa; e as palavras, embora estejam sendo devoradas pelo grande silêncio, hoje constituem minha única arma.”
Em: História do rei transparente, Rosa Montero, Rio de Janeiro, Ediouro:2005, página 9
Uma boa história
José Benlliure y Gil (Espanha, 1855-1914)
óleo sobre placa, 21 x 32 cm
Lendo
Carlos Ygoa (Espanha, 1963)
Óleo sobre tela, 60 x 73 cm
Em: História do rei transparente, Rosa Montero, Rio de Janeiro, Ediouro:2005 — primeiras frases …

Revendo um álbum, 1872
Josep Duran (Espanha, 1849-1928)
óleo sobre tela, 74 x 98 cm
Museu Nacional de Arte da Catalunha
Footing no Central Park, 1905
William Glackens (EUA, 1870- 1938)
óleo sobre tela, 64 x 81 cm
Cleveland Art Museum
Em 2007 o Ministério da Cultura da Espanha deu a esse livro, Kafka e a boneca viajante, o Prêmio Nacional de Literatura Infantil e Juvenil. Desde então a publicação tem recebido atenção não só do público infanto-juvenil, mas sobretudo do leitor maduro, aquele que também sonha com um lado suave do escritor checo Franz Kafka, conhecido por obras angustiantes, de cunho surrealista como A metamorfose e O processo. A razão é simples não conhecemos toda a obra de Kafka, mesmo ele tendo morrido aos 40 anos em 1924.
Há ainda manuscritos de Kafka que não foram destruídos após sua morte, como o escritor havia instruído seu testamenteiro Max Brod. A ordem foi, na verdade, prontamente desobedecida. E alguns livros publicados. Mas nem todos. Estima-se que haja centenas de obras acabadas ou não, sem publicação. Hoje, são fruto de uma interminável batalha entre as atuais herdeiras e o estado de Israel. Além disso, Kafka, que era conhecido por muitos casos românticos, deixou em poder de sua última amante uma série de cadernos e cartas que foram confiscados pela Gestapo. Tudo isso suscitou através de décadas muitas teorias fantasiosas sobre o que restou. Entre elas estariam algumas cartas que Kafka escreveu de consolo a uma menina que ele encontrou chorando, num parque de Berlim. Ela estava triste com a perda de sua boneca. Essas cartas, que nunca foram encontradas, fazem parte das lendas do remanescente legado do escritor. Baseando-se neste causo romântico Jordi Sierra i Fabra escreveu a deliciosa e lírica narrativa de Kafka e a boneca viajante.

Firmemente apoiado nos relatos de Dora Diamant, última companheira de Kafka, que mencionou a existência das cartas, o autor tece uma história comovente, criativa e delicada de um “carteiro de bonecas” que recebe e lê as cartas que Brígida, a boneca fujona escreve para Elsi, a menina inconformada, de diversos lugares do mundo.
Jordi Sierra i Fabra entrelaça dados conhecidos da vida de Franz Kafka com o romance das cartas e o resultado é uma obra fina, sutil, sensível e agradável. Um relato em que o jovem leitor aprende um tantinho sobre o autor checo e pode se encantar com a história de Brígida.
A obra ganha muito com as ricas ilustrações de Pep Monserrat.
Jordi Sierra i Fabra
NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.

Homem sentado, 2010
Carlos Álvarez de las Heras (Espanha, 1982)
[da série Os cinco sentidos]
Soledad Fernandez (Espanha, antes de 1949)
óleo sobre tela, 114 x 145 cm
Christian Arnold (Alemanha, 1889-1960)
Aquarela
Niceto Alcalà Zamora
Niceto Alcalà Zamora (1877-1949)