Mary Beale (Grã-Bretanha, 1633-1699)
óleo sobre tela, 109 x 87 cm
National Portrait Gallery, Londres
Ilustração de um dos livros “Père Castor”, com ilustração provável de Feodor Stepanovich Rojankovsky, conhecido como Rojan.
Miguel Torga
Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho Novo.
Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar…
Adrian Paul Allinson (GB, 1890-1959)
óleo sobre tela
Jayme Guimarães (Brasil, 1873 – ?) em De Volta.
Edy Gomes Carollo (Brasil, 1921-2000)
óleo sobre tela, 73 x 60 cm
“A casa era uma dessas belas construções do fim do século passado, com jarrões na cimalha, florões, monograma, cinco janelaços de fachada, com gradis prateados onde dragões simétricos ficavam frente a frente, ladeando o ornamento central; jardim de gramado liso, duas palmeiras imperiais e a fonte de pedra que escorria seu fio de prata sobre limos e peixes vermelhos; portão com pilastras de granito; o clássico caramanchão de cimento imitando bambu e o colmo de palha e todo trançado de trepadeiras. O prédio de D. Adelaide era de porão habitável (cujo pé-direito era mais alto que os dos apartamentos de hoje) e de andar superior luxuoso, cheio de ornatos esculpidos nos tetos, vidraças biseautées, vastos salões, lustres com pingentes de cristal; um sem-número de quartos; portas almofadadas com maçanetas lapidadas; pias, bidês e latrinas de louça ramalhetada; vastas banheiras de mármore onde a água chegava pelo bico aberto de dois cisnes de pescoço encurvado e feitos de metal amarelo sempre reluzentes do sapólio. Bela casa, na segunda etapa de sua existência. Porque a primeira e inaugural era sempre a residência de grande do Império ou figurão da República. A segunda, pensão familiar. A terceira, casa de cômodos. Depois cabeça-de-porco — substituída pelos arranha-céus de hoje. Lá está o atual, com os apartamentos que encimam a Casa Cabanas e a Papelaria Dery. Mesmo número: 252.”
Em: Balão Cativo:memórias/2, Pedro Nava, Rio de Janeiro, José Olympio: 1973, p. 188.
Moça à noite, ilustração de F. Cayley Robinson.
Nos dedos eu conto as horas,
não sei contar diferente,
mas, hoje, sei que demoras
bem mais do que antigamente.
(Amália Max)
Chrysina aurigans [esquerda] e Chrysina limbata [direita].
Estes besouros, Chrysina aurigans e Chrysina limbata são naturais da América Central, e muitas vezes conhecidos como besouros metálicos da Costa Rica. Eles parecem ser metálicos. Mas seus corpos são feitos do mesmo material chitin — que compõe as baratas e os lagostins. Esses besouros brilham porque suas asas da frente possuem camadas nanoestuturais que distorcem a luz de tal maneira a produzir um efeito metálico. Eles habitam desde o sul dos Estados Unidos até o Equador.
Reginald Marsh (EUA, 1898-1954)
Têmpera sobre madeira, 70 x 90 cm
Indianapolis Museum of Art
Madona dos olhos de vidro, 1296
DETALHE
Arnolfo di Cambio (Florença, 1240-1310)
Mármore
Museo dell’Opera del Duomo, Florença
Poul Friis Nybo (Dinamarca, 1869-1929)
óleo sobre tela, 63 x 48 cm
Jerônimo Guimarães (Brasil, 1836-1897) em As Flores.