Antigo Beco do Sapoti, Bairro do Bonfim, Salvador, 1945
Libindo Ferraz (Brasil, 1877-1951)
Aquarela sobre papel, 33 x 45 cm
Antigo Beco do Sapoti, Bairro do Bonfim, Salvador, 1945
Libindo Ferraz (Brasil, 1877-1951)
Aquarela sobre papel, 33 x 45 cm
Malcolm Liepke (EUA, 1953)
Litografia, 47 x 58 cm
Carvalho Júnior
Odeio as virgens pálidas, cloróticas,
Beleza de missal que o romantismo
Hidrófobo apregoa em peças góticas,
Escritas nuns acessos de histerismo.
Sofismas de mulher, ilusões óticas,
Raquíticos abortos do lirismo,
Sonho de carne, compleições exóticas,
Desfazem-se perante o realismo.
Não servem-me esses vagos ideais
Da fina transparência dos cristais,
Almas de santa e corpo de alfenim.
Prefiro a exuberância dos contornos,
As belezas da forma, sem adornos,
A saúde, a matéria, a vida enfim.
Em: Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Parnasiana, editado por Manuel Bandeira, Rio de Janeiro, Instituto Nacional do Livro: 1951, p. 56
Francisco Antônio de Carvalho Júnior (Brasil, 1859-1929)
Moedas das Cruzadas encontradas no forte do Parque Apollonia, Israel.Ano Novo, hora de limpar antigas notas e manter o computador completamente limpo, eis que me deparo com um número enorme de artigos de interesse que selecionei para o blog, mas que por falta de tempo, não postei… Resultado vamos nos lembrar de algumas notícias do passado, porque já que tenho as fotos e os dados é melhor passar adiante.
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Um pote de ouro, avaliado em quinhentos mil dólares, do tempo das Cruzadas foi encontrado em Israel enterrado em um forte romano. Aparentemente as moedas foram enterradas por soldados da ordem do Cavaleiros Hospitalários, uma ordem militar cristã criada no século XI, quando se encontraram sob um grande ataque de soldados muçulmanos. Os cavaleiros foram aniquilados em abril de 1265.
Forte no Parque Nacional Apollonia, Israel.
As moedas valiam uma fortuna, mesmo em 1265, quando se acredita que tenham sido escondidas de propósito, dentro de um jarro quebrado para garantir que não seriam descobertas. O forte construído pelos romanos, hoje no Parque Nacional Apollonia, foi destruído em abril de 1265, pelas forças mamelucas. A ideia de enterrar o jarro quebrado, repleto de areia, com as moedas dentro,foi bem sucedida. O tesouro contém mais de 100 moedas de ouro da época das Cruzadas. O local havia sido conquistado pelos soldados cristãos em 1101 e tomado de volta pelo exército muçulmano em 1265.
Fonte: Daily News (Inglaterra)
Armando Romanelli (Brasil, 1945)
óleo sobre tela, 60 x 60 cm
Wilson W. Rodrigues
Tão longe, tão longe,
nas ondas do mar,
nos véus da neblina,
no vento a cantar,
na areia doirada
do fundo das águas
eu ouço Iemanjá…
Nem velas, nem brumas
vêm onde ela está,
nem sonho de amante
um dia virá…
Tão longe, tão longe
amada longínqua,
fantasma do mar.
Tão longe as rosas
que vão-se afogar,
levando a tristeza
que não sei matar,
por essa lonjura
que a vida separa
de minha Iemanjá…
Tão longe, tão longe,
minha alma a cantar,
há muito já foi,
pro fundo do mar,
sofrer do mistério
da amada distante,
ó doce Iemanjá!…
Em: Bahia Flor: poemas, de Wilson W Rodrigues, Rio de Janeiro, Editora Publicitan: 1948, p.35-36.
Moça lendo jornal
Karl Hofer (Alemanha, 1878-1955)
Paul Valéry
Ilustração anônima.
Sempre que as águas da chuva
Levam a terra do chão,
O solo sofre um desgaste
Que chamamos de erosão.
Em: 1001 Quadrinhas Escolares, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Difusora Cultural:1965