Ettore Federighi (Brasil, 1909-1978)
Óleo sobre tela, 52 x 64 cm
Palácios Reais de Abomey, UNESCO, © CRAterre Ensag, foto:Thierry Joffroy.
Palácios Reais de Abomey
De 1625 a 1900, doze reis se sucederam como chefes do poderoso reino de Amoney. Com exceção do Rei Akaba, que tinha seus próprios cômodos de reclusão, todos os reis construíram seus palácios — são dez — dentro de um mesmo espaço fechado por muros de argila e palha, mantendo tanto o material e como o espaço semelhantes aos usados pelos reis que os precederam. Os palácios de Abomey são uma lembrança eloquente do desaparecido Reino do Dahomey, um dos mais poderosos estados da costa oeste da África. Esses palácios mantiveram todos os princípios estéticos da cultura Aja-Fon que os produziu.
Vendedor de cataventos, Sérgio Bastos.
Stella Leonardos
— Onde estás, vendedor de pirulitos,
Fazedor das ventoinhas de papel?
Daqueles cataventos tão bonitos?
Daquelas gostosuras cor de mel?
Tu que adoças as ruas com teus gritos
E que marcas os ventos nas calçadas:
Me dá de novo os sonhos infinitos
Das tuas rosas que são quase aladas!
— Queres minhas ventoinhas? Há-de tê-las.
Criança grande! Por que te agradam tanto?
— Não são ventoinhas: são almas de estrelas
De um céu ingênuo que foi céu de encanto.
Em: Pedaço de Madrugada, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José:1956, p.79
Paulo Gagarin (Rússia/Brasil, 1885-1980)
óleo sobre tela colada em cartão, 44 x 46 cm
Edward Munch (Noruega, 1863-1944)
óleo sobre tela, 81 x 100 cm
Rasmus Meyer Collection
The Bergen Art Museum
Menotti del Picchia
História simples: ela rica e bela,
eu moço e pobre… Fados bem diversos!
Ela dona de dois olhos bem perversos
e eu namorado dos dois olhos dela.
Gostava tanto vê-la na janela
com seus dois olhos na tristeza imersos…
Tinha eu vinte anos, rabiscava versos,
era moço, era alegre e tagarela.
— Porque essa moça é assim tão merencórea?
(Num soneto eu chamara-a: D. Doente…)
Ai! amava outro e de outro era querida!
Casou-se e acabou a minha história,
E desde então, ela ficou contente,
e eu fiquei triste para toda vida…
Em: Entardecer, Menotti del Picchia, São Paulo, MPM propaganda: 1978, p. 56.
A reunião [A reunião literária], 1903
Théo Van Rysselberghe (Bélgica, 1862-1926)
óleo sobre tela
Museum voor Schone Kunsten – Ghent, Bélgica
O escritor André Gide com a cabeça apoiada na mão direita, ouve a leitura, à direita.
Émile Verhaeren, em sua própria casa em Saint-Cloud, lê Felix Le Dantec.
Francis Vielé-Griffin, Henri-Edmond Cross também presentes.
Maurice Maeterlinck com os braços cruzados sobre o espaldar da cadeira onde Gide está sentado.
Félix Fénéon de pé em frente à lareira.
Henri Ghéon e Stuart Merrill
Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)
Aço, 15 metros de altura
Daley Plaza, Chicago, Illinois, US
Picasso doou a escultura à cidade de Chicago. Inicialmente houve muita crítica dos habitantes da cidade à escultura. Até então Chicago tinha por esculturas em lugares públicos pessoas de valor histórico para o local. No entanto, hoje é adorada pelos habitantes e a praça onde se situa é ponto de encontro em todas as estações do ano.
Leon Viorescu (Romênia, 1886-1936)
óleo sobre papelão, 64 x 49 cm
Carvalho Júnior [Francisco Antônio de Carvalho Júnior] (Brasil, 1855-1879) do poema Nêmesis em Parisina, 1879.
Atribuído a Gustavo Dall’Ara (Itália, 1865- Brasil, 1923)
óleo sobre tela, 39 x 59 cm