Nossas cidades — São Paulo

7 09 2015

 

 

Renato Neves, Viaduto sta Efigenia, sd, ast, 70 x100Viaduto Santa Efigênia, São Paulo,c. 2005

Renato Neves (Brasil, contemporâneo)

acrílica sobre tela, 70 x 100 cm





Domingo, um passeio no campo!

6 09 2015

 

 

TÁCITO IBIAPINA (1950). Fundo de Quintal com Galináceo, óleo s tela, 50 x 40. Assinado no c.i.e.Fundo de quintal com galináceo

Tácito Ibiapina (Brasil, 1950)

óleo sobre tela, 50 x 40 cm





Flores para um sábado perfeito!

5 09 2015

 

ARMANDO ROMANELLI 1945 - Flores, óleo stela, datado de 2008. Med. 60 x 60 cm.Flores, 2008

Armando Romanelli (Brasil, 1945)

óleo sobre tela,  60 x 60 cm





Andorinha, poesia de B. Lopes

1 09 2015

 

 

SwallowOcean-GraphicsFairy1Cartão postal, virada do século XX.

 

 

Andorinha

 

Bernardino Lopes

 

Estes versos já passaram pela boca estelífera da minha amada, aos acordes doces e trêmulos do violão chorando sob seus dedos…

 

Andorinha que fizeste

Ninho em minh’alma, uma tarde,

E que andas no azul celeste

Cantando e fazendo alarde;

 

Que, em horas de forte calma,

Bebeste das crenças minhas,

Fazendo assim de minh’alma

Ribeirão das andorinhas;

 

Dize lá: por que não voltas

Ao teu recôndito abrigo,

Peregrina de asas soltas

Que pelas nuvens eu sigo?

 

Por que vives pelos ares,

Oh! alma de pirilampo!

Quando há frutos nos pomares

E tanta flor pelo campo?

 

Foge do pranto e do frio,

As leves penas abrindo…

Olha o teu ninho vazio,

Sonho emplumado, e vem vindo…

 

Vem, recortando  os espaços,

Num saudoso devaneio,

Cair tremente em meus braços,

Dormir tranquila em meu seio!

 

Ah! já não vens, de asa espalma,

Saciar-te em mim, como vinhas…

Era então esta minh’alma

Ribeirão das andorinhas!

 

(Val de Lírios, Laemmert & Cia., Rio de Janeiro, 1900, pág. 119-121)

 

Em: Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Parnasiana, ed. Manoel Bandeira, 3ª edição, Rio de Janeiro, Departamento da Imprensa Nacional:  1951. pp: 132-133.





Nossas cidades: Cubatão

31 08 2015

 

G. Zorlini - Cubatão - Santos - Óleo sobre placa - 45 x 37 cm - 1963Cubatão, S.P., 1963

Giancarlo Zorlini (Brasil, 1931)

óleo sobre placa, 45 x 37 cm





Imagem de leitura — José Júlio de Souza Pinto

30 08 2015

 

 

José Júlio de Sousa Pinto, a carta (Portugal, 1855-1930)ost, 38 x 46 cmA carta

José Júlio de Souza Pinto (Portugal, 1855-1930)

óleo sobre tela, 38 x 46 cm





Domingo, um passeio no campo!

30 08 2015

 

 

FUNCHAL GARCIA - Paisagem Interior de Floresta, pintura a óleo sobre tela, med. 55 x 66cmPaisagem no interior da floresta

Funchal Garcia (Brasil, 1889-1979)

óleo sobre tela, 55 x 66 cm





Imagem de leitura — Jan Toorop

29 08 2015

 

 

Jan_Toorop_-_Portret_van_Marie_Jeanette_de_Lange_001Retrato de Marie Jeanette de Lange, 1900

Jan Toorop (Holanda, 1858-1928)

óleo sobre tela

Rijksmuseum, Amsterdam





Flores para um sábado perfeito!

29 08 2015

 

 

COLETTE PUJOL -  Flores amarelas  Óleo Sobre tela colado sobre Eucatex, Assinado Canto Inferior Esquerdo, Medindo 40,00 x 30,00 (Flores amarelas, s.d.

Colette Pujol (Brasil, 1913-1999)

óleo sobre tela colado em eucatex, 40 x 30 cm





A língua na nossa identidade, texto de Eva Hoffman

29 08 2015

 

 

-theresa-bernstein-1923-the-immigrants.The Immigrants, 1923, oil on canvas, Thomas and Karen Buckley Collection.Os imigrantes, 1923

Theresa Bernstein (EUA, 1890-2002)

óleo sobre tela

Thomas & Karen Buckley Collection

 

 

“Por um tempo, assim como tantos outros emigrantes, estive, para todos os efeitos, sem linguagem, e da tristeza daquela condição, compreendi o quanto o âmago da nossa existência, a nossa compreensão de identidade, depende de ter uma língua viva dentro de nós. Perder toda a linguagem interna é sucumbir a uma escuridão inarticulada em que nos tornamos estrangeiros para nós mesmos; perder a habilidade de descrever o mundo é retratá-lo um pouco menos vívido, um pouco menos lúcido. E além, a riqueza na articulação propicia tonalidades de sutileza e nuance às nossas percepções e ao pensamento. Para mim, uma das passagens mais sensíveis na escrita de Nabokov é sua invocação dos sons do russo, ao final de Lolita. Lá ele evoca não só a melodia, a eufonia dos sons do russo, de maneira convincente, mas também a profundidade e a totalidade da existência da língua no nosso ser. É essa relação com a língua, mais do que o domínio superficial dela, que é difícil de duplicar nas línguas que se aprende posteriormente.”

 

 

Em: “The New Nomads”, Eva Hoffman, Letters of Transit: Reflexions on Exile, Identity, Language and Loss, ed. André Aciman, New York, The New Press: 1990, p. 48.
Tradução minha.