Minutos de sabedoria: William Osler

6 10 2015

 

 

Gerrit Dou, Woman window, FitzwilliamMulher à janela, com vasilha de cobre, maçãs e faisão, 1663

Gerrit Dou (Holanda, 1613-1675)

óleo sobre madeira, 38 x 27 cm

Museu Fitzwilliam, Cambridge, GB

 

 

“Pareça esperto, não diga nada, resmungue. A fala existe para ocultar os pensamentos.”

 

 

Dr. william oslerWilliam Osler (1849-1919)




Cuidado, quebra! Tinteiro de cerâmica, século XVI

5 10 2015

WOA_IMAGE_1Tinteiro, 1560-70

Faiança policromada

Itália, escola de Pesaro, 35 x 22 x 23 cm

Hermitage, São Petersburgo


Ladyce West é historiadora da arte e escritora. Seu primeiro livro de poesias À meia voz, foi publicado em  novembro de 2020, pela Autografia. Encontra-se à venda em todas as livrarias e em ebook na Amazon.

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Imagem de leitura — Alexandre-Denis Abel de Pujol

3 10 2015

 

 

513px-Portrait_of_Nicholas_Legrand_and_His_Grandson,_Joseph-Adolphe_De_Pujol_by_Alexandre-Denis_Abel_de_PujolRetrato de Nicolas Legrand e seu neto Joseph-Adolphe De Pujol, 1815

Alexandre-Denis Abel de Pujol (França, 1785-1861)

óleo sobre tela, 113 x 95 cm

High Museum of Art, Atlanta, Ga





As línguas de um refugiado, texto de Edward Said

3 10 2015

 

 

DRebêlo-Os-Emigrantes-1929Os emigrantes, 1926

Domingos Rebelo (Portugal, 1891-1975)

óleo sobre tela, 235 x 265 cm

Museu Carlos Machado, Açores

 

 

“…De novo reconheci que Conrad [Joseph Conrad] esteve lá antes de mim — exceto que Conrad era um europeu que deixou sua Polônia nativa e se tornou um inglês, de modo que a mudança para ele foi mais ou menos dentro do mesmo mundo. Nasci em Jerusalém e passei a maior parte dos meus anos de formação lá e, depois de 1948, quando minha família inteira se tornou refugiada, no Egito. Toda a minha educação primária, no entanto, tinha sido feita nas escolas coloniais de elite, escolas públicas britânicas construídas para educar uma geração de árabes com elos à Grã-Bretanha. A última que frequentei antes de deixar o Oriente Médio para os Estados Unidos foi o Victoria College em Cairo, uma escola criada com o objetivo de educar a classe dirigente árabe e levantina que iria governar depois que os britânicos saíssem. Meus contemporâneos e colegas incluíram o Rei Hussein do Jordão, diversos meninos jordanianos, egípcios, sírios e saudis que vieram a ser ministros, primeiros-ministros e líderes empresariais, assim como figuras glamorosas como Michel Shalhoub, dirigente da escola e principal atormentador quando eu estava ainda iniciando, que todo mundo conhece na tela como Omar Sharif.

No momento em que você se torna aluno do Victoria College, recebe um manual, uma série de regulamentos governando todos os aspectos da vida escolar – que uniforme usar, que equipamento seria necessário para os esportes, datas dos feriados escolares, horários dos ônibus, e assim por diante. Mas a primeira regra da escola, impressa na página de abertura do manual, dizia: “Inglês é a língua da escola; estudantes apanhados falando qualquer outra língua serão punidos.” No entanto, não havia estudantes de língua materna inglesa, na escola. Enquanto os mestres eram todos britânicos, nós éramos uma mistura de árabes de diversos tipos, armênios, gregos, italianos, judeus e turcos, cada qual com uma língua materna que a escola havia explicitamente proibido. No entanto, quase todos nós falávamos árabe – muitos falavam árabe e francês – e então éramos capazes de nos refugiar numa língua comum desafiando o que percebíamos como uma restrição colonial injusta. O poder do império britânico estava chegando ao fim depois da Segunda Guerra Mundial, e nós estávamos cientes disso, mesmo que eu não consiga me lembrar de qualquer estudante da minha geração, se expressar claramente dessa maneira sobre isso.

Para mim havia uma complicação maior, ainda que meus pais fossem ambos palestinos – minha mãe de Nazaré, meu pai de Jerusalém – meu pai tinha adquirido cidadania americana durante a Primeira Guerra Mundial, quando serviu nas AEF [American Expeditionary Forces] sob Pershing na França. Ele havia originalmente deixado a Palestina, na época uma província do império otomano, em 1911, aos dezesseis anos, para escapar do recrutamento para a guerra na Bulgária. Invés disso, foi para os Estados Unidos, estudou e trabalhou lá por alguns anos, retornando então para a Palestina em 1919 para abrir um negócio com seu primo. Além disso, com um nome árabe comum, como Said, ligado a um improvável prenome inglês (minha mãe admirava por demais o Príncipe de Gales, em 1935, ano do meu nascimento), fui um estudante anômalo por todos os meus primeiros anos escolares: um palestino frequentando uma escola no Egito, com um prenome inglês, um passaporte americano, e nenhuma identidade precisa. Para complicar, árabe, a minha língua materna, e inglês, minha língua escolar, estavam intimamente associadas: nunca soube qual delas foi a minha primeira língua, e nunca me senti confortável em nenhuma, mas sonho nas duas. Todas as vezes que falo uma frase em inglês, sinto o eco dela em árabe, e vice versa.”

 

Em: No Reconciliation Allowed, de Edward Said, Letters of Transit, reflexions on Exile, Identity, Language and Loss, diversos autores, ed. André Aciman, Nova York, 1998, pp.94-96

Tradução: Ladyce West

Textos em colchetes são da tradução.





Rio de Janeiro comemorando 450 anos!

2 10 2015

 

BUSTAMANTE SÁ (Rio de Janeiro, 1907 - 1988) Praia do Pontal, Rio de Janeiro. Óleo s tela. Ass. cid e verso. 51 x 65 cm.Praia do Pontal, Rio de Janeiro

Rubens Bustamante Sá (Brasil, 1907-1988)

óleo sobre tela, 51 x 65 cm





Na boca do povo: escolha de provérbio popular!

2 10 2015

 

sopaPropaganda para sopas Campbell’s, EUA.

 

 

“Prudência, dinheiro no bolso e canja de galinha não fazem mal a ninguém.”




Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

30 09 2015

 

 

BURLE MARX, Roberto Burle Marx, Natureza Morta. Técnica mista sobre cartão, 17 X 17 cm. datado 1973. Assinado no canto inferior direitoPeras, 1973

Roberto Burle Marx (Brasil, 1909-1964)

técnica mista sobre cartão, 17 x 17 cm





Comentários na rede, observação de José Eduardo Agualusa

30 09 2015

 

 

Cabinet_of_Curiosities_1690s_Domenico_RempsArmário de curiosidades, c. 1690

Domenico Remps (Itália, 1620-1699)

óleo sobre tela

Museo dell’Opificio delle Pietre Dure, Florença

 

 

“…Os comentários nas redes sociais, ou nos jornais on-line, são uma versão moderna dos antigos gabinetes de curiosidades, ou quartos de maravilhas, salas onde, nos séculos XVI e XVII, os fidalgos endinheirados acumulavam coleções de bizarrias, sortilégios e impossibilidades, como sereias empalhadas, cornos de unicórnios ou lágrimas de crocodilo. Nas caixas de comentários dos jornais, os prodígios, deformidades e monstruosidades não são físicos, mas ideológicos e morais. As pessoas exibem ali, com um estranho orgulho, as suas piores deformidades morais, a estreiteza aflitiva dos espíritos, as ideias mais monstruosas…”

 

Em: “Raças impuras”, José Eduardo Agualusa, O Globo, 28/09/2015, 2º caderno, página 2.





Sublinhando…

29 09 2015

 

 

(c) Walker Art Gallery; Supplied by The Public Catalogue FoundationMarquesa de Kildare, c. 1765

Allan Ramsay (GB, 1713-1784)

óleo sobre tela, 125 x 102 cm

Walker Art Gallery, Liverpool

 

 

“Que importa a mim que a luz do sol se ria,
Se é tão profunda esta tristeza minha
Que eu já nem sei se fui alegre um dia!”

 

 

Emílio Kemp (Brasil, 1874- 1955) em Melancolia.





Eu, pintor: Jacques-Louis David

29 09 2015

 

 

David_Self_PortraitAuto-retrato, 1794

Jacques-Louis David (França, 1748-1825)

óleo sobre tela, 80 x 64 cm

Museu do Louvre, Paris