Simone Balvi (França, 1938)
óleo sobre tela, 50 x 50 cm
“A falsa modéstia é a mais decente de todas as mentiras.”
Simone Balvi (França, 1938)
óleo sobre tela, 50 x 50 cm
Chamfort
Retrato de Mme H. M. Barzun, 1911
Albert Gleizes (França, 1881-1953)
óleo sobre tela
The McNay Art Museum, San Antonio, Tx
A leitora
Abel Boulineau Auberive, (França,1839 – 1934?)
óleo sobre tela, 45 x 31 cm
William Boyd
Em: As aventuras de um coração humano, William Boyd, Rio de Janeiro, Rocco: 2008, tradução de Antônio E. de Moura Filho, p. 384.
[Tiragem póstuma por Reynal]
Oswaldo Goeldi (Brasil, 1895-1961)
Xilogravura policromada
Menotti del Picchia
Amanhã eu vou pescar.
Há um peixe fatalizado
que a Ritinha vai guisar
na panela de alumínio
que brilha mais que o luar.
Hoje ele está no seu líquido
e opaco mundo lunar,
pequena seta de prata
furando a carne do mar.
Qual será? O bagre flácido
de cabeça triangular?
O lambari que faísca
como uma mola a vibrar?
O feio e molengo polvo,
monstruoso, tentacular?
O peixe-espada, de níquel,
a viva espada do mar?
Hoje estão vivos e lépidos
os lindos peixes do mar.
Amanhã…
Nem pensem nisso!
Amanhã eu vou pescar…
Em: Entardecer, Menotti del Picchia, São Paulo, MPM propaganda: 1978, p. 55.
Helène Rouart lendo, rua Lisbonne, n.d.
Henri Rouart (França, 1833-1912)
óleo sobre tela
Coleção Particular
Ethel Sands (Inglaterra, 1872-1962)
óleo sobre tela, 51 x 61 cm
Guildhall Art Gallery, Londres
John Singer Sargent (EUA, 1856-1925)
óleo sobre tela, 137 x 244 cm
Lady Lever Art Gallery, Inglaterra
“Registro: um dia de intenso calor; amenizado por uma brisa constante. Subi a margem do riacho de água escura e fluente, na verdade, um afluente do Tweed, com caniço na mão procurando um lugar para ficar. À luz do sol, a sombra formada pelas árvores à beira do rio é escura como a boca de uma caverna. Encontro o local desejado, coloco minha garrafa de cerveja dentro de um pequeno redemoinho que se forma na superfície d’água. Pesquei por uma hora. Peguei três trutinhas, que devolvi ao rio. Comi pão e queijo, bebi cerveja estupidamente gelada e voltei para casa a pé, passando pelo interior até chegar a Kildonnan com o sol batendo nas minhas costas. Um dia de completa solidão, de tranquilidade e beleza perfeita às margens do rio. Uma forma de felicidade que preciso encontrar mais vezes.”
Em: As aventuras de um coração humano, William Boyd, Rio de Janeiro, Rocco: 2008, tradução de Antônio E. de Moura Filho, p. 135