Sylvio Pinto (Brasil, 1918-1997)
óleo sobre madeira, 52 x 71 cm
Luar, ilustração de Christine Barnes.
A lua, pelo céu, passeia airosa,
A copa do arvoredo prateando,
E passando entre as folhas, sobre o lago,
Um poema de rendas vai bordando.
(Maria Thereza de Andrade Cunha)
Barcos ancorados junto ao Aterro do Flamengo, 2010
Mauro Ferreira (Brasil, 1958)
óleo sobre tela, 70 x 100 cm
Policromia em cerâmica vidrada hexagonal
18 cm de largura
Damasco, Síria
Victoria & Albert Museum, Londres
Nau de Santa Úrsula, c. 1500
Cumbuca de pedra cornelina, ouro, prata e esmalte
Joalheiro desconhecido, 28 cm de largura
Palais de Tau, Reims
Essa cumbuca de pedra corneliana montada de maneira elaborada em prata dourada foi originalmente decoração de mesa com a função de sustentar utensílios de mesa. Foi dada a Rainha Ana da Bretanha pelo prefeito de Tours quando ela visitou essa cidade em 1500. A tampa tem a forma de uma ponte de navio, que se torna interessante pelas diversas figuras pitorescas de pessoas da corte e soldados. Cinco anos mais tarde, essa peça se tornou um relicário, nesse momento as figuras originais foram trocadas por outras em ouro e prata, representando Santa Úrsula e suas companheiras. (representantes das 11.000 [onze mil virgens que a acompanhavam).
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Lenda de Santa Úrsula. Santa Úrsula é uma das mais antigas santas cristãs. É uma das santas mártires. Suas datas estão entre o ano 300 e 600 da Era Comum. Por causa de sua antiguidade, há diversas variações sobre sua vida. O que todas as lendas têm em comum: Santa Úrsula viajava acompanhada de algumas pessoas, moças virgens. Onze companheiras, ou onze mil companheiras. Sua família deve ter sido de origem romano-britânica ou seja das ilhas britânicas sob domínio romano. Ela estava noiva de um homem importante e viajava para se encontrar com ele. Infelizmente ela e suas companheiras de viagem foram aprisionadas na cidade de Colônia, na atual Alemanha, onde foram cruelmente massacradas e executadas por se recusarem a casar ou copular com os invasores Hunos (tropas de Átila) nômades da região da Ásia Central que haviam invadido a cidade, no século IV.
Alguns historiadores acreditam que ela fazia uma peregrinação pela Europa em direção a Roma, antes de se casar. Diz-se também que os navios em que elas viajavam ficaram a mercê de um tempestade encalhando longe do porto de destino. As sobreviventes foram então presas e brutalmente decapitadas. Mas Úrsula, a líder, dizem que foi assassinada por uma flecha vinda do chefe do Hunos.
O dia de Santa Úrsula continua a ser comemorado no mundo inteiro no dia 21 de outubro, ainda que seu dia tenha sido eliminado dos dias dos santos da Igreja Católica, na reforma de 1969, por causa de dúvidas sobre sua existência. No entanto, ela continua a ser uma santa popular tendo seguidores em quase todos os países do mundo.
As Ilhas Virgens e o Cabo Virgenes ao sul da Argentina foram nomeados pelas virgens mártires de Santa Úrsula.
Ladeira de Santa Tereza, década de 60
Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)
óleo sobre tela, 73 x 92 cm
Jovem lendo na carta: “Meu coração é onde o verdadeiro amor reside, eu irei tecer uma cama de rosas par você.”
Bernardo Amiconi (Itália, ? — 1879)
óleo sobre tela, 60 x 50 cm
“Cultura é o que diferencia os seres humanos das bestas. Então, não há nada que o humano faça, como ser social, que não tenha um cunho cultural. A cultura não deve ser vista somente como entretenimento, manifestação artística. É a forma de pensar, de ver o mundo, de se relacionar com Deus, com os Cosmos, com a Natureza, com o outro. Dentro da cultura há economia, turismo, saúde, educação. Em tudo o que existe colocamos a cultura, porque damos o seu valor.”
Em: “Conte algo que não sei“, entrevista com Mário Lúcio Sousa, O Globo, quarta-feira, 26 de outubro de 2016, 1º caderno, página 2.
Monica em momento de vaidade, ilustração Maurício de Sousa.
Verso de espelho com grupo de falcoaria, 1330-1360
Marfim
Artesania francesa, 9,5 x 9,5 x 1 cm
Metropolitan Museum, Nova York
Muitos espelhos na época eram emoldurados em marfim esculpido por escultores denominados “pigniers” que também se especializavam em pentes. Entre os produtos mais populares dos eborários góticos, estavam os espelhos, em geral feitos aos pares para serem guardados virados um para o outro para proteger a superfície de metal polido, comumente vendidos em estojos de couro. O tema neste caso é uma atividade nobre, falcoaria, e indica que o espelho foi feito para um cliente aristocrático. Inventários medievais confirmam que esses objetos frequentemente pertenciam a famílias nobres.
Metropolitan Museum
Nota: eborário é a pessoa que trabalha esculpindo o marfim.