Minutos de sabedoria — Pearl S. Buck

12 09 2013

Auguste de Chatillon, Auguste de Chatillon ( França 1808-1881) Leopoldina com o livro das horasLeopoldina Hugo, no dia de sua Primeira Comunhão*, 1835-6

[Filha do escritor francês Victor Hugo]

Auguste de Chatillon ( França,1808-1881)

óleo sobre tela, 60 x 73 cm

Museu Victor Hugo, Paris

* Esta tela também pode ser encontrada pelo nome: Leopoldina e o Livro das Horas.

“Quando cessa a vigilância e os esforços dos bons, os maus predominam”.

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Pearl S. Buck





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

10 09 2013

rosas, dias das rosas, coroa de flores, meninas, 1890, cartão postalRosas, cartão postal, 1890.
“Não há rosa sem espinho, nem amor sem carinho.”




Brasil que lê: fotografia tirada em lugar publico

8 09 2013

???????????????????????????????Na refrescante sombra do Jardim Botânico no Rio de Janeiro, esta senhora lê “Ayuverdic Healing”, na manhã deste domingo.




Fábula: O macaco e o gato, texto de Monteiro Lobato

24 08 2013

monkey-and-catIlustração inspirada no trabalho de Marcus Gheeraerts, o velho (Bélgica, c. 1520- c. 1590)

O macaco e o gato

Monteiro Lobato

Simão, o macaco, e Bichano, o gato, moram juntos na mesma casa. E pintam o sete. Um furta coisas, remexe gavetas, esconde tesourinhas, atormenta o papagaio; outra arranha os tapetes, esfiapa as almofadas e bebe o leite das crianças.

Mas, apesar de amigos e sócios, o macaco sabe agir com tal maromba que é quem sai ganhando sempre.

Foi assim no caso das castanhas.

A cozinheira pusera a assar nas brasas umas castanhas e fora à horta colher temperos.  Vendo a cozinha vazia, os dois malandros se aproximaram. Disse o macaco:

— Amigo Bichano, você que tem uma pata jeitosa, tire as castanhas do fogo.

O gato não se fez insistir e com muita arte começou a tirar as castanhas.

— Pronto, uma…

— Agora aquela lá… Isso. Agora aquela gorducha… Isso. E mais a da esquerda, que estalou…

O gato as tirava, mas quem as comia, gulosamente, piscando o olho, era o macaco…

De repente, eis que surge a cozinheira, furiosa, de vara na mão.

— Espere aí, diabada!…

Os dois gatunos sumiram-se aos pinotes.

— Boa peça, hem? — disse o macaco lá longe.

O gato suspirou:

— Para você, que comeu as castanhas. Para mim foi péssima, pois arrisquei o pelo e fiquei em jejum, sem saber que gosto tem uma castanha assada…

O bom-bocado não é para quem o faz, é para quem o come.

Em: Fábulas, Monteiro Lobato, São Paulo, Ed. Brasiliense:1966, 20ª edição, pp 97-98.

José Bento Monteiro Lobato, (Taubaté, SP, 1882 – 1948).  Escritor, contista; dedicou-se à literatura infantil. Foi um dos fundadores da Companhia Editora Nacional. Chamava-se José Renato Monteiro Lobato e alterou o nome posteriormente para José Bento.

Obras:

A Barca de Gleyre, 1944

A Caçada da Onça, 1924

A ceia dos acusados, 1936

A Chave do Tamanho, 1942

A Correspondência entre Monteiro Lobato e Lima Barreto, 1955

A Epopéia Americana, 1940

A Menina do Narizinho Arrebitado, 1924

Alice no País do Espelho, 1933

América, 1932

Aritmética da Emília, 1935

As caçadas de Pedrinho, 1933

Aventuras de Hans Staden, 1927

Caçada da Onça, 1925

Cidades Mortas, 1919

Contos Leves, 1935

Contos Pesados, 1940

Conversa entre Amigos, 1986

D. Quixote das crianças, 1936

Emília no País da Gramática, 1934

Escândalo do Petróleo, 1936

Fábulas, 1922

Fábulas de Narizinho, 1923

Ferro, 1931

Filosofia da vida, 1937

Formação da mentalidade, 1940

Geografia de Dona Benta, 1935

História da civilização, 1946

História da filosofia, 1935

História da literatura mundial, 1941

História das Invenções, 1935

História do Mundo para crianças, 1933

Histórias de Tia Nastácia, 1937

How Henry Ford is Regarded in Brazil, 1926

Idéias de Jeca Tatu, 1919

Jeca-Tatuzinho, 1925

Lucia, ou a Menina de Narizinho Arrebitado, 1921

Memórias de Emília, 1936

Mister Slang e o Brasil, 1927

Mundo da Lua, 1923

Na Antevéspera, 1933

Narizinho Arrebitado, 1923

Negrinha, 1920

Novas Reinações de Narizinho, 1933

O Choque das Raças ou O Presidente Negro, 1926

O Garimpeiro do Rio das Garças, 1930

O livro da jangal, 1941

O Macaco que Se Fez Homem, 1923

O Marquês de Rabicó, 1922

O Minotauro, 1939

O pequeno César, 1935

O Picapau Amarelo, 1939

O pó de pirlimpimpim, 1931

O Poço do Visconde, 1937

O presidente negro, 1926

O Saci, 1918

Onda Verde, 1923

Os Doze Trabalhos de Hércules,  1944

Os grandes pensadores, 1939

Os Negros, 1924

Prefácios e Entrevistas, 1946

Problema Vital, 1918

Reforma da Natureza, 1941

Reinações de Narizinho, 1931

Serões de Dona Benta,  1937

Urupês, 1918

Viagem ao Céu, 1932

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Esta fábula de Monteiro Lobato é uma das centenas de variações feitas através dos séculos da fábulas de Esopo, escritor grego, que viveu no século VI AC.  Suas fábulas foram reunidas e atribuídas a ele, por Demétrius em 325 AC.  Desde então tornaram-se clássicos da cultura ocidental e muitos escritores como Monteiro Lobato, re-escreveram e ficaram famosos por recriarem estas histórias, o que mostra a universalidade dos textos, das emoções descritas e da moral neles exemplificada.  Entre os mais famosos escritores que recriaram as Fábulas de Esopo estão Fedro e La Fontaine.

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Na boca do povo: escolha de provérbio popular

23 08 2013

abelhas em colmeiaAbelhas em colméia, ilustração Blanche Wright.

“Abelha atarefada não tem tempo para tristezas”.





Marés, poesia de Luís Pimentel

22 08 2013

Mar, ilustração de George Barbier.

Marés

Luís Pimentel

A vida dá muitas voltas

e volta sempre ao começo.

Nos mostrando em cada volta

seus passos e seus tropeços.

A vida é maré revolta.

A morte é que vem de berço.

Em: O calcanhar de Aquiles, Luís Pimentel, Rio de Janeiro, Bertrand Brasil: 2004





Minuto de sabedoria — Florbela Espanca

22 08 2013

david emile joseph denoter_la_lectureA Leitura

David Émile Joseph de Noter (Bélgica, 1818-1892)

óleo sobre tela

Coleção Particular

“Ama-se quem se ama e não quem se quer amar.”

180px-Espanca_Florbela   Florbela Espanca





Manhã, poesia de Domingos Pellegrini

19 08 2013

Casarios e  igreja, s/d

Durval Pereira ( Brasil, 1917-1984)

óleo sobre tela 50 x 65 cm

Manhã

Domingos Pellegrini

Os galos disputando a alvorada

o retorno dos pés para as sandálias

o espelho que me olha e sempre cala

a pia minha mais gentil criada

Fogão com seu milagre que não falha

armário com modéstia tão calada

perto da geladeira dedicada

a resmungar tanto quanto trabalha

O céu a me espiar pelas janelas

novidades florindo no jardim

formigas a cuidar da vida delas

Sangrando sol varrendo as amarguras

sem pesadelos nem sonhos enfim

cada manhã me pare e inaugura

Em: Gaiola aberta: 1964-2004, Domingos Pellegrini, Rio de Janeiro, Bertrand Brasil: 2005





Quadrinha da sabedoria

18 08 2013

pensando, Jonathan Greene, distant-thoughtsIlustração, “Pensamentos distantes”, Jonathan Green. www.jonathangreenstudios.com

Há tempo de flor… de espinho…
Tempo de ouvir… de falar…
Tempo de dar um tempinho…
Tempo.. de o tempo matar!

(Dirce Davenia Guayato)





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

13 08 2013

pato e galinhaIlustração do livro Chicken Little, M. A. Donohue & Company: Chicago & New York. 1919.

“Galinha que acompanha pato, morre afogada.”

Ilustração encontrada em  Elephant advice.