–
–
Eugênio de Proença Sigaud (Brasil, 1889-1979)
óleo sobre madeira, 22 x 34 cm
–
–
Eugênio de Proença Sigaud (Brasil, 1889-1979)
óleo sobre madeira, 22 x 34 cm
Émile Bernard (França, 1868-1941)
óleo sobre madeira, 29 x 53 cm
Coleção Particular
Ilustração de Frank Xavier Leyendecker.
Maria Thereza de Andrade Silva
Veio da noite, em voo palpitante,
Perder-se na quietude desta sala.
Num bailado letal e delirante,
Cresta na luz as asas cor de opala.
Voa; já nada enxerga o olhar faiscante.
Ama a luz, e essa luz há de queimá-la.
E, enquanto houver calor, estranha amante,
É cega e embriagada está… Deixá-la!…
Mas brandamente a luz se extingue, e morre…
— Que novo ardor as asas lhe percorre,
Para que dance ainda, alucinada!
Deixá-la. É cega! Que lhe importa a chama?
Inda sente o calor perdido, e ama,
E voa em torno à lâmpada apagada!
Em: É primavera … escuta. de Maria Thereza de Andrade Silva, Rio de Janeiro:1949, p. 93
–
–
O diário, 2007
LaShun Beal (EUA, 1962)
Litogravura, 40 x 53 cm
–
–
Hermann Hesse
–
–
Paisagem no Estado do Rio, s./d.
David Correa Saavedra (Brasil, 1901-1968)
óleo sobre eucatex, 46 x 55 cm
Jack Vettriano (Escócia, 1951)
óleo sobre tela
Excelente exposição comemorativa dos 100 anos de nascimento do escritor Rubem Braga no Espaço Tom Jobim do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro: Rubem Braga o fazendeiro do ar. A exposição lembra aos visitantes de muitas das diversas facetas do jornalista e escritor brasileiro, que conseguia ser criativo não só na palavra escrita, mas também do modo de vida, do topo de um edifício em Ipanema um pequeno oásis verde onde cultivava plantas e pássaros que o lembravam de vida de Cachoeiro do Itapemirim onde nascera.
Muito criativa e intrigante a exposição cheia de possibilidades interativas como mostra a foto acima, em que telas foram ajustadas a antigas máquinas de escrever e à medida que o visitante tecla nas máquinas textos de Rubem Braga aparecem na tela digital. Semelhantemente, a sala de cobertura jornalística permite ao visitante de pegar antigos telefones e escutar relatos de Rubem Braga que serviu de correspondente de guerra durante o envolvimento das tropas brasileiras que lutaram na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial.
Rubem BragaApesar da crônica já ter sido explorada por alguns dos nossos mais importantes escritores no século XIX, como José de Alencar e Machado de Assis, Rubem Braga é tido como o pai da crônica literária moderna: íntima, feita com bom humor e confessional.
Poucas vezes a comemoração do centenário um escritor mostrando diversos aspectos de sua carreira parece tão bem sucedida e apropriada. No Rio de Janeiro, no Espaço Tom Jobim, ela fica até o dia 15 de junho. Vale a pena ir visitá-la. Rubem Braga merece o esforço e você também, por que passar pela sala com os pássaros de origami é uma experiência e tanto e completamente inesperada. Parabéns aos organizadores.
———-
SERVIÇO
———–
Galpão das Artes Espaço Tom Jobim
Rua Jardim Botânico 1008
Jardim Botânico
Rio de Janeiro, RJ
Aberta ao público até 15 de junho de 2014
De terça a domingo, das 10 às 17 horas
Informações: (21) 2274-7012
ENTRADA FRANCA
–
–
Vista da janela para colheita de algodão, 1999
Enrico Bianco (Itália,1918 — Brasil, 2013)
óleo sobre madeira, 40 x 60 cm
–
–
Sabino de Campos
–
Foi há cinco mil anos, mais ou menos,
Que o algodão apareceu na China,
Para vestir os grandes e pequenos,
Como um favor da branca lei divina.
–
Os tempos vão passando entre os venenos
Da ostentação na sociedade fina,
Como o linho e a lã — de flóculos amenos —
E a seda que reluz, treme e fascina.
–
Surgem velas alvíssimas nos longes
Do oceano… O linho alveja nos altares.
A lã se esgarça no burel dos monges.
–
E a Vida, na utilíssima expressão,
Percorre a terra inteira, céus e mares,
Celebrando a vitória do algodão!
–
–
Em: Natureza: versos, Sabino de Campos, Rio de Janeiro, Pongetti: 1960, p. 105
–
–
Ilustração John Whitcomb.-–
Inveja, grave pecado,
maléfico, perigoso;
fazendo grande o invejado
torna pequeno o invejoso.
–
(Marília Fairbanks Maciel)
–
Ilustração de Tito Corbella.–
Por querer abrir caminhos
segui à risca esta lei:
fui retirando os espinhos
das rosas todas que dei!…
–
(Maria Helena O. Costa)