Vaso com flores
Cláudio Arena (Brasil, 1945)
óleo sobre tela, 18 x 24 cm
Vaso com flores
Cláudio Arena (Brasil, 1945)
óleo sobre tela, 18 x 24 cm
Ilustração Stacy Curtis.
Vinícius de Moraes
Quer ver a foca
Ficar feliz?
É por uma bola
No seu nariz.
Quer ver a foca
Bater palminha?
É dar a ela
Uma sardinha.
Quer ver a foca
Fazer uma briga?
É espetar ela
Bem na barriga!
Em: A arca de Noé, Vinícius de Moraes, Livraria José Olympio Editora: 1984; Rio de Janeiro; 14ª edição, página 67-69.
Outeiro da Glória visto da Praça Paris, 1938
Yoshiya Takaoka (Japão/Brasil, 1909-1978)
aquarela, 31 X 42 cm
Raro adorno para a cabeça (grinalda)
Dinastia Tang, séculos VII-IX Era Comum,
ouro, 31 cm
China
Este é um exemplo da confluência de duas culturas em um único objeto, produzido na China, entre os séculos VII e IX. Além disso, esta coroa mostra alto grau de artesanato.
O cavalo galopante, que faz parte do design em cada ponta deste adorno de cabeça, mostra a influência de uma cultura nômade, de uma tribo, das estepes da Asia Central. As patas deste bravo animal praticamente não tocam o chão. Parecem cavalos elevados a um status mítico, com chifres e ancas em chamas. Por outro lado, os desenhos de flores remetem à dinastia Tang, das linhas entrelaçadas que as sustentam.
É aí que encontramos o casamento de duas culturas em um único objeto.

Monumento aos pracinhas, 2014
[Monumento Nacional aos Mortos na Segunda Guerra Mundial]
Sérgio Piancó (Brasil, contemporâneo)
acrílica
Crucificação de São Pedro, c. 1600
Michelangelo Merisi da Caravaggio (Itália, 1571 – 1610)
óleo sobre tela, 230 x 175 cm
Igreja de Santa Maria do Povo, Roma
♦ “Michelangelo Merisi dito il Caravaggio porque nascido em Caravaggio, aldeia da região Bergamasca: aos 16 anos já com a pintura no sangue transfere-se para Roma onde executará obras capitais, a vocação de Mateus na Igreja de San Luigi de Francesi, Paulo a caminho de Damasco e Pedro crucificado, em Santa Maria del Popolo.
♦ De natureza selvagem irreverente anticonformista, prestigiam-no altos senhores, altas putas, eclesiásticos. Divide-se em rixas discussões de rua taverna bordel. Desafia inimigos a duelo, fere, é ferido.
♦ Ataca a rude matéria da vida. Ajudado pela técnica do claro-escuro inventa a pintura objetiva. O povo participa da ação. Cresce o gênio do detalhe. O realismo transpõe os esquemas herdados, adianta-se em concisão e intensidade: Caravaggio fixa as coisas na sua consistência corpórea, torna polêmica a luz, que passa do elemento secundário a protagonista.
♦ É um deus, o deus Caravaggio. Entre seus numerosos descendentes, Velásquez e Rembrandt. Qual dos três o maior? Nenhum; os três são maiores.
♦ Caravaggio durante uma rixa mata à força de espada um certo Ranuncio Tommaso, que só por isto é inaugurado. Temendo a fúria pontificia foge para Malta onde o grão-mestre da ordem, Alof de Wignacourt, recebe-o em fasto e lhe empresta dois escravos para segui-lo. Futuramente aparentado a Rimbaud, apesar da glória Caravaggio permanece inadaptável, feroz, surdo ao diálogo. Tateando no claro-escuro, bêbado seminu sem flores vagueia pela Itália.
♦ Praia de Porto Ercole (Toscana). Contrai malária. Perde os papéis de identidade, a bagagem e as telas que trouxera de Malta. Tendo litigado com o grão-mestre, os esbirros deste desencadeiam a vingança. Ferido, golpeado no rosto, grita em vão por socorro. Apostrofa os cães e suas fezes. Michelangelo Merisi dito il Caravaggio, outrora chama, desespera-se de não poder pintar — escuro demais — o abismo do nada que já desvenda; e — claro de mais — o espaço da própria morte.
Em: Transístor, Murilo Mendes, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1980, pp. 214-215.
Milho Verde, MG, 2007
Baptista Gariglio (Brasil, 1961)
Óleo Sobre Tela, 50 x 65cm
Cavalos, 1968
Carol Kossak (Polônia/Brasil, 1895 – 1968)
óleo sobre cartão, 79 x 130 cm

Retrato de uma jovem mulher
Cagnaccio di San Pietro
Cognome de Natalino Bentivoglio Scarpa, (Itália, 1897-1946)
óleo
Coleção Particular

Conjunto de caneta e tinteiro (Cavat-I Dawlat), 1575-1600, final do século XVI
ouro cravejado com esmeraldas, rubis e diamantes, com o pássaro sagrado (hamsa) gravado no tinteiro.
Deccan, India Central
Objetos como esses, decorados com pedras preciosas, tiveram grande e conhecida importância simbólica no mundo islâmico, onde eles eram um distintivo tanto da importância imperial quanto do alto posto do governo ocupado por seu proprietário.
Essa ressonância ainda era maior no contexto muçulmano por causa do valor da palavra escrita no Corão. Estojos de canetas eram objetos valiosos dos sultões e de seus principais ministros – o estojo real para uma caneta demonstrava erudição e autoridade reforçada.
Na dinastia Mughal, estojos de canetas e tinteiros foram presenteados pelos imperadores como sinal da mais alta distinção.
Fonte: Revista semanal da loja de leilões Christie’s.