Eu sei ler, poesia infantil de Martins D’ Alvarez

22 05 2009

escola, ilustração de Diva de Val GolfieriEscola: pintura à óleo de Diva do Val Golfieri (Brasil, contemporânea)

 

Eu sei ler

                                         Martins D’ Alvarez

 

Eu sei ler corretamente,

faço contas de somar,

sou batuta em dividir,

gosto de multiplicar.

 

Quando a professora escreve

no quadro-negro da escola,

leio até de olhos fechados:

“Paulo corre atrás da bola.”

 

Pra somar uma banana

com mais duas e mais três,

vou comendo e vou somando

1 mais 2 mais 3 são 6.

 

Pra dividir três pães

comigo e com meu irmão?

Eu sou o maior, ganho dois.

Para ele basta um pão.

 

Se mamãe me dá um doce

na hora de merendar,

acabo comendo três.

Como eu sei multiplicar!

 

Em: Vamos estudar? – cartilha — de Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1961 [Para a aprendizagem simultânea da leitura e da escrita].

 

José Martins D’Alvarez   (CE 1904)  Poeta, romancista, jornalista, diplomado em Farmacia e Odontologia, professor, membro da Academia Cearense de Letras. Nasceu na cidade de Barbalha, Estado do Ceara, em 14 de setembro de 1904.  Filho de Antonio Martins de Jesus a de Antonia Leite da Cruz Martins. Fez os estudos primários na sua cidade natal, os secundários, no Liceu do Ceará.  Depois de formado em Odontologia. Transferiu em 1938 sua residência para o Rio de Janeiro, onde exerceu, além de atividades na imprensa, atividades no magistério superior.

 

 

 

Obras:

 

“Choro verde: a ronda das horas verdes”, 1930 (versos).

“Quarta-feira de cinzas”, 1932 (novela).

 “Vitral”, 1934 (poemas).

“Morro do moinho” 1937 (romance)

“O Norte Canta”, 1941 (poesia popular).

“No Mundo da Lua”, 1942 (poesia para crianças).

“Chama infinita, 1949 (poesias)

“O nordeste que o sul não conhece 1953 (ensaio)

“Ritmos e legendas” 1959 (poesias escolhidas)

“Roteiro sentimental: geopolítica do Brasil” 1967 (poesias escolhidas)

“Poesia do cotidiano”, 1977 (poesias)

 

 

 

 

 

Outros poemas de Martins d’Alvarez neste blog:

 

 

ANJO BOM ; AMIGOS ; JOÃO E MARIA ; SÚPLICA





Boas maneiras XI

22 05 2009

escutar

É importante escutar

o que alguém tem para falar!





Boas maneiras X

14 05 2009

boca cheia

Falar com a boca cheia,

é uma coisa muito feia!





Boas maneiras IX

9 05 2009

porta

Bata antes de entrar,

que é para não atrapalhar.





Boas maneiras VIII

5 05 2009

emprestado

 

Antes de pegar, peça emprestado

mostrando que é bem-educado.





Atenção, crianças! Quem gosta de desenhar?

4 05 2009
Emília desenhando à noite, da revista em quadrinhos O Sítio do Picapau Amarelo.

Emília desenhando à noite, da revista em quadrinhos O Sítio do Picapau Amarelo.

Copio e colo aqui, uma idéia maravilhosa para vocês que saiu no BLOG DA  AGÊNCIA TOP KIDS & TEENS.

 

Se você tem até 12 anos e gosta de desenhar ou fazer arte através do computador, pode ter seu talento reconhecido. Estou precisando de uma capa para meu livro “A Criança e a Propaganda” e abrindo um concurso para escolher um desenho que poderá se tornar esta capa.

 

Leia o regulamento abaixo e participe!

 Abraços,

 

Carlos N. Andrade

REGULAMENTO DO CONCURSO CULTURAL
“SEU DESENHO PODE VIRAR UMA CAPA!”

1. O Concurso “Seu desenho pode virar uma capa!” tem por objetivo a escolha de uma capa para o livro “A Criança e a Propaganda” (título provisório) escrito por Carlos N. de Andrade onde o autor procura tirar duvidas sobre o agenciamento e os trabalhos de crianças e adolescentes para as propagandas.
4. O Concurso “Seu desenho pode virar uma capa!” é administrado pela C. N. Andrade Produções Artísticas, que se reserva o direito de suspender ou cancelar o concurso a qualquer momento, ou alterar seu regulamento, com aviso prévio aos participantes.

3. Para participar, basta ter até 12 anos de idade e fazer um desenho numa folha de papel tamanho A4 e enviar para a Top Kids & Teens.

4. O tema a ser desenhado é: “A Criança e a Propaganda”, o desenho tem que ser de autoria própria e ser inédito, isto é, nunca ter sido publicado antes.

5. Os artistas mirins podem se utilizar várias técnicas manuais ou digitais, mas aconselhamos a não enviarem seus desenhos com traços muito finos ou a lápis, o que dificultaria a digitalização.
Para trabalhos digitalizados, envie para o e-mail:

desenho@topkids.com.br


Para os trabalhos em papel, envie por carta (sem dobrar) para o endereço:

 

Rua Álvaro Alvim, 31 sala 1302 – Centro – Rio de Janeiro – RJ – Cep: 20031-010.

Informe seu nome, idade e se já é cadastrado na agência Top Kids & Teens.

 

 
6. Os melhores desenhos serão publicados no blog da Top Kids & Teens: www.blogdatkt.blogspot.com.
7. O melhor desenho receberá da Top Kids & Teens, um cadastro Premium por um ano. www.topkids.com.br/comoentrar.php (Contrato de prestação de serviço de manutenção e divulgação do material de trabalho nos valores de R$ 360,00  até os 4 anos de idade ou R$ 510,00 para as idades de 5 a 12 anos).
8. Os participantes concordam em ceder o direito sobre seus desenhos a Top Kids & Teens que poderá utilizá-los junto com a imagem dos participantes para divulgação do concurso.
9. O vencedor concorda em ceder os direitos sobre seu desenho para ser usado no livro citado no item primeiro.

10. Os desenhos poderão ser entregues até 15/06/2009 e o resultado será divulgado em 25/06/2009 no blog: www.blogdatkt.blogspot.com.
11. A comissão julgadora escolherá um desenho vencedor que fará jus ao prêmio estipulado no item 7, mas a decisão de sua publicação fica a critério do autor.
12. Quaisquer dúvidas ou omissões relacionadas ao regulamento e funcionamento deste concurso, serão julgadas única e exclusivamente pela administração do programa, cujas decisões são soberanas e irrecorríveis.





Renatinho foi ao circo, poesia infantil de Vicente Guimarães

29 04 2009

circo

 

 

 

 

 

Renatinho foi a o circo

 

 

Vicente Guimarães

 

 

Renatinho foi ao circo

E voltou entusiasmado;

Estava alegre e feliz,

Mas um pouco impressionado.

 

Gostou muito dos atletas,

Também do malabarista,

Deu vivas ao domador,

Palmas ao equilibrista.

 

Mas quando a casa chegou,

Depois da grande função,

Foi contar ao papaizinho

Sua nova resolução:

 

— Quando eu crescer, quero ser

Um palhacinho brejeiro,

Para dar a cambalhota

No centro do picadeiro.

 

 

 

Em: João Bolinha virou gente, de Vicente Guimarães (vovô Felício), Rio de Janeiro, Editora Minerva, sem data.

 

———

 

 

Vicente de Paulo Guimarães, [Vovô Felício] ( Cordisburgo, MG, 1906 – 1981) — Poeta, contista, biógrafo, jornalista, autor de Literatura Infanto-Juvenil (1979), funcionário público, educador, membro da Academia Brasileira de Literatura (1980), prêmio Monteiro Lobato -ABL (1977). Em 1935, Vicente criou em Belo Horizonte a revista “Caretinha”, dedicada a jovens leitores; dois anos depois, foi o responsável pelo suplemento infantil do jornal “O Diário”.  Um dos projetos de sucesso foi a revista “Era uma vez”, que começou a circular em 1947.  Criou também no mesmo ano a Revista do Sesinho, para divertir e educar as crianças.

 

 

Obras:

 

Tranqüilidade

O pequeno pedestre

Campeão de futebol

Os bichos eram diferentes

Frangote desobediente

João Bolinha virou gente

Boa vida de João Bolinha

Histórias divertidas

Lenda da palmeira, 1944

Quinze minutos de poder

Os três irmãos, 1978

Festa de Natal, 1964

Rui, 1949

O pastorzinho de Pouy, 1957

Princesinha do Castelo vermelho

Gurupi

Marisa, a filha da Mireninha

Vida de rua, 1954

Era uma vez uma onça

O tesouro da montanha

Anel de vidro, 1956

História de um bravo, 1960

Gurupi

Ultima aventura do sete de ouros

Aventuras de um cachorrinho vira lata

Princesinha do Castelo Vermelho

História de uma menina pobre

A fama do jabuti

O macaquinho Guili

Bilac, história de um príncipe, 1968

Biografia de Rui Barbosa para a infância, 1965

Joãozito, infância de João Guimarães Rosa, 1971

Nonô, o menino de Diamantina, 1980

O menino do morro – Machado de Assis, 1980

Coleção vovô Felício –  em seis volumes





Boas Maneiras VII

27 04 2009

espirro

O espirro chega sem aviso.

Usar o lenço…  é preciso.





Boas maneiras VI

23 04 2009

visitas

Com as visitas seja amável,

todos vão achar isto adorável.





Navio Pirata, poema para uso escolar, Ribeiro Couto

23 04 2009

pirateship

 

 

 

Navio Pirata

 

Ribeiro Couto

 

 

Navio pirata

Num mar confidente,

Levando ouro e prata;

Percorre caminhos

Sabidos somente

Dos gênios marinhos;

 

 

Pela madrugada

Uma luz cansada

Olha nas vigias;

E outra luz responde

Nas águas vazias

— Não se sabe onde.

 

 

 

 

 

 

 

Em: Poemas para a infância: antologia escolar, ed. Henriqueta Lisboa, Rio de Janeiro, Ediouro, s/d.

 

 

 

Rui Esteves Ribeiro de Almeida Couto (Santos, 12 de março de 1898 — Paris, 30 de maio de 1963), mais conhecido simplesmente como Ribeiro Couto, foi um jornalista, magistrado, diplomata, poeta, contista e romancista brasileiro.

 

Foi membro da Academia Brasileira de Letras desde 28 de março de 1934 (ocupando a vaga de Constâncio Alves na cadeira 26), até sua morte.

 

 

Obra

 

Poesia

 

O jardim das confidências (1921)

Poemetos de ternura e de melancolia (1924)

Um homem na multidão (1926)

Canções de amor (1930)

Noroeste e alguns poemas do Brasil (1932)

Noroeste e outros poemas do Brasil (1933)

Correspondência de família (1933)

Província (1934)

Cancioneiro de Dom Afonso (1939)

Cancioneiro do ausente (1943)

Dia longo (1944)

Arc en ciel (1949)

Mal du pays (1949)

Rive etrangère (1951)

Entre mar e rio (1952)

Jeux de L’apprenti Animalier. Dessins de L’auteur. (1955)

Le jour est long, choix de poèmes traduits par l’auter (1958)

Poesias reunidas (1960)

Longe (1961)

 

 

Prosa

 

A casa do gato cinzento, contos (1922)

O crime do estudante Batista, contos (1922)

A cidade do vício e da graça, crônicas (1924)

Baianinha e outras mulheres, contos (1927)

Cabocla, romance (1931);

Espírito de São Paulo, crônicas (1932)

Clube das esposas enganadas, contos (1933)

Presença de Santa Teresinha, ensaio (1934)

Chão de França, viagem (1935)

Conversa inocente, crônicas (1935)

Prima Belinha, romance (1940)

Largo da matriz e outras histórias, contos (1940)

Isaura (1944)

Uma noite de chuva e outros contos (1944)

Barro do município, crônicas (1956)

Dois retratos de Manuel Bandeira (1960)

Sentimento lusitano, ensaio (1961)