Sublinhando…

31 07 2021
Autoria desconhecida.

“Dava para perceber que Marco era um misógino porque, apesar de todas as modelos e vedetes de televisão presentes na sala, ele só prestava atenção em mim.  Não por bondade ou curiosidade, mas porque calhou de eu ter sido oferecida a ele como uma carta de um baralho em que todas as cartas são idênticas.”

Em: A redoma de vidro, Sylvia Plath, tradução de Chico Mattoso, Rio de Janeiro, Biblioteca Azul: 2019, p. 120





Taquigrafia?… texto de Sylvia Plath

25 07 2021

Black-eyed Susans

[Margaridas amarelas do campo]

David Hettinger (EUA, 1946)

óleo sobre tela

 

 

“…Minha mãe vivia dizendo que ninguém se interessaria por uma pessoa formada em inglês. Mas uma pessoa formada em inglês que soubesse taquigrafia era diferente. Todo mundo iria atrás. Ela seria disputada por todos os jovens promissores e faria transcrições de centenas de cartas arrebatadoras.

O problema é que eu odiava a ideia de ter que trabalhar para homens. Eu queria ditar minhas próprias cartas arrebatadoras…”

 

Em: A redoma de vidro, Sylvia Plath, tradução de Chico Mattoso, Rio de Janeiro, Biblioteca Azul: 2019, p. 87





Palavras para lembrar: Jules Renard

25 05 2021

Figura de mulher

Jurandir Ubirajara (Brasil, 1903 – 1972)

óleo sobre tela

“Poucos livros mudam uma vida. Quando eles mudam é para sempre.”

Jules Renard





Palavras para lembrar: Clarice Lispector

12 05 2021

Leitura no jardim

Béla Balla (Romênia, 1882 – 1965)

 

 
“Mas já que se há de escrever, que ao menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas…”

 

Clarice Lispector





Palavras para lembrar: Clément Marot

15 04 2021

Lendo, 2011

Paul Kelley (Canadá, 1955)

óleo sobre madeira, 24 x 40 cm

www.paulkelley.ca

 

“Um homem não pode bem escrever se não gostar um pouco de ler.”

 

Clément Marot





Saudades da terra natal, texto de Dirceu Borges

2 11 2020

Os aventureiros, 1933

DETALHE

O descobridor de turmalinas, 1933

Antônio Parreiras (Brasil, 1860-1937)

óleo sobre tela, 154 x 240 cm

Museu Antônio Parreiras, Niterói RJ

 

“Tinha noite que depois da gente se ajeitar na cama ou na palha do paiol de algum sítio, ou se encarapitar no galho de árvore para o pernoite livre de bichos, ele me falava do país dele. Cantava trovas monótonas, que ia traduzindo. Histórias de uma terra formosa, de cedros-castelos, rios-cantores e de um povo triste porque até a própria linguagem era emprestada. Seus olhos luziam, ele punha-se a tossir voltando o rosto.”

 

Em: O ídolo de cedro, Dirceu Borges, São Paulo, Columbus Cultural Editora: 1989, 4ª edição, p. 89





Preferências, por Anne Fadiman

30 10 2020

Lendo na sombra móvel

Michael de Bono (GB, contemporâneo)

óleo sobre tela

 

 

 

“…Os americanos apreciam o sucesso. Os ingleses admiram o fracasso heroico. Se me for dado escolher – ao menos em minhas leituras – sou antiamericana o bastante para dar precedência ao quixotismo sobre a eficiência a qualquer momento. Sempre considerei o aspecto de crepúsculo-de-um-império da era vitoriana pungente ao extremo, e ninguém conseguiria ser mais vitoriano do que aqueles homens corajosos, sérios, otimistas, abnegados, patriotas, honrados, magnânimos e completamente incompetentes, que deixaram que deixaram seus nomes em todos os mapas do Ártico e da Antártica, embora fracassassem ao navegar a Passagem Noroeste e perdessem a corrida para ambos os Pólos.”

 

Em: Ex-libris: confissões de uma leitora comum, Anne Fadiman, tradução de Ricardo Quintana, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor: 2002, p. 30





Machado de Assis, sobre proteção aos animais

14 09 2020

Ilustração de Kay Rose.

“O primeiro homem que se lembrou de criar uma sociedade protetora dos animais lavrou um grande tento em favor da humanidade.”

Machado de Assis





O que escrevo, texto de Binnie Kirshenbaum

23 08 2020

Ilustração de David Galchutt (EUA, contemporâneo)

 

 

“O grande estardalhaço sobre mim é que eu escrevo obedecendo rigorosamente, alguns podiam dizer anacronicamente, à forma. Sonetos, vilancetes, caçonetas, sextinas, essas coisas, que não têm nada de novo, para dizer o mínimo.  É que, aderindo à forma, a minha linguagem é a da rua. Com gíria, coloquial e desbocada. Escrevo pornografia e sujeira em terza rima. Meus poemas são muitas vezes áridos, feios e fermentados com um humor negro. Escrevo sobre a experiência individual, na crença de que uma vida reflete todas as vidas. Dizem, aqueles que gostam dessas coisas, que sou um tanto poeta intimista quanto formal. Acho que é verdade, embora muitos episódios que conto não sejam meus necessariamente. Isto acontece com todos os escritores. Eles roubam fatos de nossas vidas e fazem o que querem.”

 

Em: Poesia pura, Binnie Kirshenbaum, Rio de Janeiro, Record: 2002, tradução de Lourdes Menegale, página 20.





Minutos de sabedoria: Ernest Hemingway

13 08 2020

 

 

jurick-karin-48Leitora na grama

Karin Jurick (EUA, contemporânea)

 

 

“É uma estupidez não ter esperança.”

Ernest Hemingway