Leitora na biblioteca, 2020
Fanny Broc (França, contemporânea)
óleo sobre madeira, 80 x 80 cm
“O Natal é um excelente momento para a alegria de pensar naqueles que amamos.”
Molière
Leitora na biblioteca, 2020
Fanny Broc (França, contemporânea)
óleo sobre madeira, 80 x 80 cm
Molière
Uma tarde agradável
Lilian Mathilde Genth (EUA, 1876-1953)
óleo sobre tela
Edna Ferber
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Retrato de Hoger Drachmann, 1902
Peder Severin Krøyer (Noruega-Dinamarca, 1851-1909)
óleo sobre tela, 32 x 40 cm
Coleção Hirshsrpung, Dinamarca
Um Presente de Natal
Minha querida Nora,
Envio-te por correio registrado, expresso e seguro um presente de Natal. É o melhor que te posso oferecer (embora seja bem humilde, no fim de contas) em troca do teu amor sincero, genuíno e fiel. Pensei em todos os seus pormenores, deitado na cama à noite, ou durante viagens de carro por Dublin, e acho que ficou bem. Mas mesmo que não te proporcione mais do que um leve rubor de satisfação, ou um breve sobressalto de alegria no teu coração afetuoso e fiel, eu já sentirei que todo o meu esforço foi altamente recompensado.
Talvez este livro que te envio agora nos sobreviva a ambos. Talvez os dedos de um jovem ou de uma jovem (filhos dos nossos filhos) venham um dia a folhear reverentemente estas folhas de pergaminho, quando os dois amantes cujas iniciais se entrelaçam na capa tenham desaparecido há muito da face da terra. Então, querida, nada restará dos nossos pobres corpos conduzidos pela paixão, e quem sabe onde estarão também as almas que pelos olhos desses corpos mutuamente se contemplavam. Eu pediria para que a minha alma fosse espalhada ao vento, se Deus me permitisse pairar para sempre sobre uma estranha e solitária flor azul-escura umedecida pela chuva, erguida ao pé duma sebe silvestre de Aughrim ou Oranmore.
James Joyce, em ‘Cartas a Nora (22 de Dezembro de 1909)’
Pausa na leitura
Zoe Hadley (EUA, 1960)
Calvin Coolidge

Menina lendo, 2008
Adilson dos Santos (Brasil, 1944)
óleo
Mário Quintana
Mulher
Armand Schönberger (Hungria, 1885-1974)
pastel sobre papel, 18 x 13 cm
“Como já mencionei, uma das teorias de minha mãe era que criança alguma deveria ter permissão de aprender a ler até os oito anos. Como essa teoria não foi cumprida por mim, tive licença de ler tanto quanto quis, e aproveitava todas as oportunidades para isso. A sala de aulas, como era chamada , era um cômodo no último andar da casa, quase completamente forrado de livros. Algumas das prateleiras eram dedicadas a literatura infantil: Alice in Wonderland [Alice no País das Maravilhas] e Through the Looking Glass [Através do Espelho]; os antigos, sentimentais contos vitorianos que já mencionei, tais como Our Little Violet [Nossa Pequena Violeta]; os livros de Charlotte Young, incluindo The Daisy Chain [A Corrente de Margaridas]; uma coleção completa, creio, de Henry, e, além disso, numerosos livros de estudo, romances, e outros tipos. Eu lia indiscriminadamente, escolhendo qualquer livro que me interessasse, lendo, portanto, muita coisa que não entendia, mas que retivera minha atenção.”
Em: Autobiografia, Agatha Christiie, tradução de Maria Helena Trigueiros, Rio de Janeiro, Nova Fronteira:1979, pp. 97-8.
Esbjörn lendo na varanda, 1918
Carl Larsson (Suécia, 1853-1919)
Aquarela sobre papel
Bertrand Russell
(Marriage and Morals, 1929)

Leitura
Washington Magueta (Brasil, 1942)
óleo sobre tela, 23 x 27 cm
“Anos mais tarde, tentando cumprir o sonho de poeta, escrevi Terraplanagem, um poema incompleto como os outros. Levei uma vida até descobrir que a incompletude terá sido o meu único dom poético.”
Em: Eliete: a vida normal, Dulce Maria Cardoso, Kindle Edition: 2022
Sem título
Daniela Astone (Itália, 1980)
óleo sobre tela
“… um romance não é apenas um fenômeno linguístico. Na poesia, é difícil traduzir as palavras porque o que importa é o seu som, assim como seus significados deliberadamente múltiplos, e é a escolha das palavras que determina o conteúdo. Numa narrativa, temos a situação contrária: o universo que o autor construiu, os acontecimentos que neles ocorrem é que ditam o ritmo,, o estilo e até a escolha das palavras. A narrativa é governada pela regra latina, “Rem tene, verba sequentor” — “Prenda-se ao tema e as palavras virão” — ao passo que na poesia a formulação deve ser mudada para: “Prenda-se às palavras e o tema virá.”
Em: Confissões de um jovem romancista, Umberto Eco, tradução de Clóvis Marques, Rio de Janeiro, Record: 2018, p. 15
Atualizando-se, 2021
Anna Reznikova (Chipre, contemporânea)
óleo sobre tela, 60 x 50 cm
“Ler…
é ir a algum lugar sem precisar pegar um trem ou navio, desvendar mundos novos e incríveis. É viver uma vida que você não nasceu para viver e uma chance de ver algo colorido pela perspectiva de outra pessoa. É aprender sem ter que enfrentar as consequências dos fracassos, é aprender como ter sucesso da melhor maneira.”
Em: A última livraria de Londres de Madeline Martin, tradução de Simone Reisner, Kindle edition, 2022.