Moça com chapéu azul, lendo jornal
Georges van Houten (Bélgica, 1888 – 1964)
Examination Schools, University of Oxford
Moça com chapéu azul, lendo jornal
Georges van Houten (Bélgica, 1888 – 1964)
Examination Schools, University of Oxford
Autorretrato, c. 1621
Anthony van Dyck (Bélgica, 1599–1641)
óleo sobre tela
The Metropolitan Museum of Art, Nova York
A clarividência, 1936
[La clairvoyance]
René Magritte (Bélgica, 1898-1967)
óleo sobre tela, 54 x 64 cm
Art Institute of Chicago
“Magritte esclarece-nos: “L’art de peindre — tel que je le conçois — se borne à la description de la pensée que unit — dans l’ordre qui évoque le mystère — ce qui le monde manifeste de visible“. Mais ainda: “Les figures vagues ont une signification aussi nécessaire, aussi parfaite que les précises“.
Uma de suas tarefas principais consiste portanto em dar forma concreta ao impreciso, onde ele se encontraria com um seu antípoda, Max Bense, que aconselha o artista a elaborar os pensamentos como formas. As perigosas fronteiras entre poesia e pintura foram de há muito estreitadas por Magritte, ao enquadrar elementos alógicos ou arbitrários numa trama plástica, pelo que poderia ser também aparentadoao Max Ernst dos grandes momentos. Já se disse que Magritte combate a razão com as armas desta.Mas alguém imaginaria justapor Lautréamont à Descartes? A obra de Magritte, que sabe domesticar o absurdo, leva-nos a crer nesta possibilidade”.
Em: Transístor, Murilo Mendes, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1980,p.189-190.
O narrador, 1937
[Autorretrato]
Paul Delvaux (Bélgica, 1897-1994)
óleo sobre tela, 70 x 80 cm
Académie Royale des Beaux-Arts, Bruxelas
O sobretudo de Pascal, 1954
[Le manteau de Pascal]
René Magritte (Bélgica, 1898-1967]
óleo sobre tela, 59 x 49 cm
The Menil Collection, Texas
“Todavia certos pintores — como também certos escritores — apesar de praticarem o culto do sonho e do inconsciente, que muito antes de Freud os ligava aos românticos (especialmente a Novalis, Achim von Arnin, Hoffmann e Nerval), não eram de fato uns instintivos, mesmo porque percebiam nitidamente a polaridade entre forças cerebrais e forças ancestrais. Em breve fundou-se uma linha divisória da teoria e da prática. Pascal escrevera: “Nous sommes automate autant qu’esprit“. Os revisionistas poderiam alterar a fórmula e dizer “Nous sommes esprit autant qu’ automate“. Não foi por acaso que alguns adeptos da doutrina passaram sem choque para o marxismo, que comporta, além de seu aspecto destruidor e polêmico, toda uma construção. O surrealismo, teoricamente inimigo da cultura, tornou-se num segundo tempo um fato de cultura; e muitos surrealistas, superando a técnica do automatismo, dispuseram-se a trabalhar com um método planificador. Por isso mesmo, quando há uns vinte anos atrás Breton procedeu em Nova Iorque à revisão analítica do movimento, a contragosto incluía Magritte entre os pintores surrealistas, insinuando que o seu processo de compor não era automático, antes plenamente deliberado”.
Em: Transístor, Murilo Mendes, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1980,p.188-9.

Os Vaartkapoen [cidadãos da Molenbeek]*, 1985
Tom Frantzen (Bélgica, 1954)
Bronze
Place Sainctelette, Molenbeek-Saint-Jean, Bélgica
* Há um trocadilho no título desta escultura. Vaart — quer dizer canal enquanto Kapoen pode significar sem-vergonha. Uma combinação que nada tem a ver com o nome dos cidadãos de Molenbeek. Aqui temos uma representação dos dois tipos de pessoas? do Nível dos canais vem um homem que dá um golpe no policial (ao nível da rua). Seu trabalho é sempre cheio de humor. Vale a pena checar.
Escola do vilarejo, 1864
Basile Loomes (Bélgica, 1809-1885)
óleo sobre tela, 68 x 80 cm
A pequena leitora
Jan Frederick Pieter Portielje (Bélgica, 1829 – 1908)
óleo sobre tela, 63 x 81 cm
Mulher ao espelho, 1948
Paul Delvaux (Bélgica, 1897-1994)
óleo sobre tela
Coleção Particular
Geraldo Carneiro
do outro lado um estranho
faz simulações como se fosse
um demônio familiar
é sempre noite, um assassino sonha
com mulheres assassinadas em série
sob as palmeiras de Malibu
o mundo é só uma ficção plausível
a imagem que baila ao rés-da-lâmina
é um último e improvável vestígio
da existência de Deus
o resto são ecos de outras faces
gestos de espanto e despedida
a música dos relógios, a morte
Em: Folias metafísicas, Geraldo Carneiro, Rio de Janeiro, Relume Dumará: 1995
Jovem feiticeira
Armand Rassenfosse (Bélgica, 1862-1934
desenho