No trabalho: Sigaud

19 11 2024

Sem título

Eugênio de Proença Sigaud (Brasil, 1899-1979)

óleo sobre tela colada em madeira, 50 x 40 cm

 





Nossas cidades: São Paulo

19 11 2024

Centro de São Paulo

Aliberto Baroni (Brasil, 1911-1984)

óleo sobre madeira, 65 x 51 cm





Dia da Bandeira! 19 de novembro

19 11 2024

Boa vizinhança, 1968

Antonio Henrique Amaral (Brasil, 1935-2015)

óleo sobre tela

Pinacoteca do Estado de São Paulo – PINA

 





Paisagens brasileiras…

18 11 2024

Sem título

John Graz (Suíça-Brasil, 1891-1980)

óleo sobre tela, 53 x 72 cm

Canto de Praia com Personagens

Sansão Pereira (Brasil, 1926-2014)

óleo sobre tela, 15 x 30 cm

 

 

Arraial do Cabo – RJ

Aluízio do Valle (Brasil, 1906 -1988)

óleo sobre madeira, 19 x 33 cm





Imagem de leitura: Pierre Lussier

18 11 2024

Atnae com livro aberto

Pierre Lussier (Canadá, 1945)

óleo sobre tela





Em casa: Eva Gonzales

17 11 2024

À beira-mar, em Honfleur, 1881

Eva Gonzales (França, 1841-1883)

pastel sobre tela, 46 x 37 cm





Flores para um sábado perfeito!

16 11 2024

Vaso com Flores, cravos de duas cores

Edgard Oehlmeyer (Brasil, 1909-1967)

óleo sobre tela, 59 x 72 cm

 

 

 

Vaso com cravos, década de 1950

C. Attilio (Itália-Brasil, 1901-1973)

óleo sobre tela, 64 x 90 cm





Minuto de sabedoria: Blaise Pascal

15 11 2024

Homem lendo

Joseph Lorusso (EUA, 1964)

óleo sobre placa, 29 x 29 cm

 

O presente inexistente

 

Nunca nos detemos no momento presente. Antecipamos o futuro que nos tarda, como para lhe apressar o curso; ou evocamos o passado que nos foge, como para o deter: tão imprudentes, que andamos errando nos tempos que não são nossos, e não pensamos no único que nos pertence; e tão vãos, que pensamos naqueles que não são nada, e deixamos escapar sem reflexão o único que subsiste. É que o presente, em geral, fere-nos. Escondemo-lo à nossa vista porque nos aflige; e se nos é agradável, lamentamos vê-lo fugir. Tentamos segurá-lo pelo futuro, e pensamos em dispor as coisas que não estão na nossa mão, para um tempo a que não temos garantia alguma de chegar.
Examine cada um os seus pensamentos, e há-de encontrá-los todos ocupados no passado ou no futuro. Quase não pensamos no presente; e, se pensamos, é apenas para à luz dele dispormos o futuro. Nunca o presente é o nosso fim: o passado e o presente são meios, o fim é o futuro. Assim, nunca vivemos, mas esperamos viver; e, preparando-nos sempre para ser felizes, é inevitável que nunca o sejamos.



Blaise Pascal, in “Pensamentos”

 

(Blaise Pascal, 1623-1662)





A leitora, texto de Fernando Paixão

14 11 2024

A estola, 2018

Laurence Bost (França, 1975)

óleo sobre tela, 92 x 73 cm

 

 

A leitora

 

Fernando Paixão

 

É possível vê-la apenas de costas, cabelos e pescoço bem curtos, alongando-se na altura dos ombros para um corpo que excede o encosto da cadeira. Encontra-se bem acomodada, convicta de que é a sua hora de esquecer os outros compromissos, para afinal entregar-se a uma escapada sentenciosa. Enfim está com o livro aberto nas mãos, suspenso perto dos olhos.
Uma das pernas apoia-se furtivamente na cadeira ao lado, mantendo-a numa posição oblíqua o suficiente para dar repouso a todo o corpo. É no interior dessa moldura que
se opera uma atenção voluntariamente levada a outro lugar, conduzida pela trama do texto.
Há ainda o copo de vinho que por vezes a mão leva aos lábios ocultos. Repete devagar o gesto, ao intervalo de duas ou três páginas, maneira furtiva de interromper o fluxo das palavras por um gosto equivalente a lhe correr na boca. Vista de costas, mantém-se como um enigma mascarado, e isso torna mais evidente o quanto esquece de si para seguir o caminho imaginoso.

 

Em: Rosa dos Tempos, Fernando Paixão, São Paulo. Edições Pau Brasil: 1980. 





Palavras para lembrar: Italo Calvino

13 11 2024

Leitura

James MacKeown (Inglaterra, 1961)

óleo sobre tela

 

 

“Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer.”

 

Ítalo Calvino