Natal, por Murilo Mendes

18 12 2019

 

 

 

Lucia de Lima (Brasil, contemp) NatalNatal

Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)

acrílica

 

 

“Natal é ver os magos, não reis, que trazem a cultura, a sabedoria, a fascinação do oriente geográfico e do oriente interno de cada um; é ver a riqueza e variedade da terra, a multiplicação compulsória dos pães e dos peixes, a re-unificação da família humana numa assembleia universal, o prazer das futuras viagens, o cérebro eletrônico, a subida aos espaços interestelares; é ver a invisibilidade de Deus, que escapa à televisão.”

 

Em:Chaves para a festa do Natal, Transístor, Murilo Mendes, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1980, p.410.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

18 12 2019

 

 

 

FLORÊNCIO - Mexericas - Óleo sobre telaMexericas, 1998

Florêncio [José Carlos dos Santos] (Brasil, 1947)

óleo sobre tela





Eu, pintor: Vincent van Gogh

17 12 2019

 

 

Van Gogh, Auto-Retrato com Cachimbo, Óleo sobre tela - 46x38cm, Paris, Primavera de 1886, Amesterdã, Museu Van GoghAutorretrato com cachimbo, 1886

Vincent van Gogh (Holanda, 1853 –1890)

óleo sobre tela, 46 x 38cm

Museu Van Gogh, Amesterdã





Último Natal, poesia de Miguel Torga

16 12 2019

 

 

 

Spiridon Vikatos (Argostoli, 1878 – Atenas, 1960).Árbol de Navidad-Árvore de Natal

Spiridon Vikatos (Grécia, 1878 – 1960)

óleo sobre tela

 

 

Último Natal

 

Miguel Torga

 

Menino Jesus, que nasces

Quando eu morro,

E trazes a paz

Que não levo,

O poema que te devo

Desde que te aninhei

No entendimento,

E nunca te paguei

A contento

Da devoção,

Mal entoado,

 

Aqui te fica mais uma vez

Aos pés,

Como um tição

Apagado,

Sem calor que os aqueça.

Com ele me desobrigo e desengano:

És divino, e eu sou humano,

Não há poesia em mim que te mereça.





Natal, por Murilo Mendes

15 12 2019

 

 

 

Rosina Becker do Vale, NatividadeNatividade com Reis Magos, 1964

Rosina Becker do Valle (Brasil, 1914 – 2000)

guache sobre papel, 36 x 28 cm

 

 

“Natal é ver a festa, a alegria, a visagem do sobrenatural ao alcance de todos, a imediata matéria corporal, máximo emblema, a própria substância de Deus-homem encarnado.  É ver a necessidade do enigma para poder um dia decifrá-lo.”

 

Em: Chaves para a festa do NatalTransístor, Murilo Mendes, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1980, p.409.





Domingo, um passeio no campo!

15 12 2019

 

 

Alvaro Sega (Brasil, 1917-1991) Paisagem com casa, sd, ost,37 x 45cmPaisagem com casa

Alvaro Sega (Brasil, 1917-1991)

óleo sobre tela, 37 x 45 cm





Imagem de leitura — Ghelman Lazar

14 12 2019

 

 

Lazar, Ghelman (1887-1976) Ghelman Lazăr born 1887 in Galați, Romania died February 2, 1976 (89)Lendo no parque, 1932

Ghelman Lazar (Romênia/Itália, 1887-1976)

Pastel em papelão fino, 69 x 47 cm

 





Flores para um sábado perfeito!

14 12 2019

 

 

 

Eulália Assunção Vieira Faria(Brasil, 1946) Vaso de flores, OST, 50 X 70.Vaso de flores

Eulália Assunção Vieira Faria (Brasil, 1946)

óleo sobre tela, 50 X 70 cm





Olhando para Hopper

14 12 2019

 

 

 

people-in-the-sunPessoas no sol [Banho de sol], 1960

Edward  Hopper (EUA, 1882-1967)

Óleo sobre tela, 102 x 153 cm

National Museum of American Art, DC

 

 

“Certa vez, escrevi uma série de sonetos spencerianos tentando contar as histórias baseadas nas pinturas de Hopper. Tristes e sórdidas histórias todas elas, de pessoas patéticas, solitárias e infelizes, marginalizadas, bêbados e pedófilos, mas acabei por rasgar os sonetos e jogá-los no lixo. Os poemas sobre pinturas são pretensiosos, não importa o quanto você os burile. Ainda assim, um quadro de Hopper fazia doer lugares desconhecidos dentro de mim. Lugares onde eu era suscetível ao toque, porque as pessoas de Hopper são, também, pessoas solitárias. Só de olhar para elas você pode dizer que não são amadas e, independentemente do número de figuras no quadro, cada uma delas é um ser solitário. Como se existissem numa caixa invisível que não pode ser penetrada pelo amor, ou pelo toque. Dentro de si mesmas, elas estão entorpecidas e sem esperança.”

 

Em: Poesia pura, Binnie Kirshenbaum, Rio de Janeiro, Record: 2002, tradução de Lourdes Menegale, página 35.





Rio de Janeiro, à beira da Guanabara!

13 12 2019

 

 

 

Claudio Tozzi, Rio de Janeiro, 1983, ast colada madeira, 70 x 70 cmRio de Janeiro, 1983

Cláudio Tozzi (Brasil, 1944)

acrílica sobre tela colada madeira, 70 x 70 cm