Maria Fumaça
Oscar Araripe (Brasil, 1941)
acrílica sobre tela, 60 x 100 cm
Estação de Itanhaém
Daniel Penna (Brasil, 1951)
óleo sobre tela
Trem do Pantanal
Maurício Saraiva, (Brasil, contemporâneo)
acrílica sobre tela
Maria Fumaça
Oscar Araripe (Brasil, 1941)
acrílica sobre tela, 60 x 100 cm
Estação de Itanhaém
Daniel Penna (Brasil, 1951)
óleo sobre tela
Trem do Pantanal
Maurício Saraiva, (Brasil, contemporâneo)
acrílica sobre tela
O xale de seda vermelho, 1932
Harold Harvey (Inglaterra, 1874-1941)
óleo sobre tela, 76 x 64 cm
Coleção Particular
Cristovão Colombo, 1619
Sebastiano del Piombo (Itália, 1495-1547)
óleo sobre tela, 107 x 88 cm
Metropolitan, NY
Em 2003 novos pesquisas sobre as origens de Cristóvão Colombo foram iniciadas pela Universidade de Granada na Espanha, quando os restos mortais do descobridor das Américas foram exumados das catacumbas da Catedral de Sevilha. Antes mesmo que novos caminhos fossem procurados na busca de suas origens, DNA dos familiares de Colombo foram comparados com o DNA encontrado nos restos mortais de Colombo para que se estabelecesse uma linha base de conhecimento. Um dos DNAs comparados foi o de seu filho Fernando Colon, para ter certeza de se tratava realmente dos ossos de Cristóvão Colombo que haviam sido exumados.
O que a equipe do professor de medicina forense José Antonio Lorente descobriu rejeita todas as teorias sobre as origens de Colombo propagadas até hoje. O resultado será apresentado em um documentário espanhol, mas o que se descobriu é que as origens do navegador que deu seu nome a dois continente e alguns países, têm raízes na comunidade judia sefardita. E sabendo-se que não se tem documentação sobre judeus no século XVI em Gênova, a probabilidade dele ser italiano é mínima. É mais provável que ele realmente seja judeu sefardita espanhol, que abraçou o catolicismo para esconder suas origens dados os extremos da perseguição aos judeus e muçulmanos, durante a Inquisição no reinado de Fernando de Aragão e Isabel de Castela.
Fonte: Material distribuído pela Universidade de Granada, para promoção do documentário a ser lançado em breve sobre esta pesquisa.
Vaso de flores, 1938
Manuel Teixeira da Rocha (Brasil,1863-1941)
óleo sobre tela, 55 x 45 cm
Vaso Com Flores,1952
Vitório Gobbis (Itália-Brasil, 1894-1968)
óleo sobre tela, 67 x 57 cm
Santa Thereza e o Castelo do Valentim, RJ
Felisberto Ranzini (Itália-Brasil,1881-1976)
aquarela sobre papel, 50 x 33 cm
Um bom livro, de Julia R. Bauernfeind
Rainer Maria Rilke
O diário de Sarah, c. 2010
Kevin Beilfuss (EUA, 1963)
óleo sobre placa, 31 x 46 cm
“Há dias iluminados por pequenas coisas, pequeninos nadas que nos tornam incrivelmente felizes; uma tarde a comprar antiguidades, um brinquedo antigo que encontramos no ferro-velho, uma mão que agarra a nossa mão, um telefonema de que não estávamos à espera, uma palavra doce, o filho que nos abraça sem pedir outra coisa senão um momento de amor.
Há dias iluminados por pequenos instantes de graça, um cheiro que nos enche a alma de alegria, um raio de sol que entra pela janela , o barulho de uma chuvada quando ainda estamos na cama, ou a chegada da Primavera e dos seus primeiros rebentos.”
Marc Levy, O primeiro dia, tradução de Jorge Bastos
Frutas e pimenta, c. 1951
Danilo Di Prete (Itália-Brasil, 1911-1985)
óleo sobre tela, 59 x 54 cm
Natureza morta
Petrônio Bax (Brasil, 1927-2009)
óleo sobre madeira 78 x 58 cm
A lição de música, 1717
Atribuído a Jean-Antoine Watteau (França, 1684-1721)
óleo sobre tela
Wallace Collection, Londres
Este pequeno livro é um dos poucos traduzidos no Brasil do premiado autor francês, Pascal Quignard. Todas as manhãs do mundo, tradução de Yolanda Vilela [editora Zain:2023] não chega a ter cem páginas, em edição cujas dimensões parecem aquelas de um livro de bolso. Seu texto mesmo pequeno no original, já foi transformado em um filme de Alain Corneau, de bastante sucesso com adaptação do próprio autor do romance, em 1991, ano de sua publicação na França. Por isso mesmo, hoje ele é a obra mais popular de Quignard.
Trata-se da biografia, fictícia, de um verdadeiro músico francês, do século XVII, Jean de Sainte-Colombe, cujos poucos detalhes conhecidos de sua existência se resumem a pequenos apontamentos de Marin Marais, este sim, músico mais conhecido da época.
Sainte-Colombe foi um dos primeiros e grandes compositores de peças para a viola da gamba, instrumento que começava a se popularizar no século XVII na Europa. Na Inglaterra essa viola consiste em geral de seis cordas, enquanto na França ela é mais usada com sete cordas, como aparece no livro e como Sainte Colombe a usou. No entanto quer com seis ou sete cordas, ambos instrumentos são tocados com arco.
De acordo com o posfácio, sabe-se muito pouco da vida de Sainte-Colombe: tinha duas filhas, muitos alunos e era um mestre da composição para a viola da gamba que tocava em um trio com suas duas filhas. Tudo que sabemos vem das anotações do músico Marin Marais, que havia sido seu aluno e que eventualmente foi músico na corte de Luís XIV.
A história nos apresenta Sainte-Colombe conhecido professor fazendo apresentações no interior da França, viúvo, não tem qualquer interesse pela vida na corte, porque não acredita que lá estariam os verdadeiros amantes da música. Dedicadíssimo à sua arte, ele amarga, inconsolável, a perda da esposa que tanto amava, morta em 1650. Ensina as duas filhas a tocarem a viola da gamba e se apresenta com elas em trio que ficou conhecido pelos apreciadores da arte. Nas quase cem páginas em que o seguimos, selecionando alunos, sendo convidado a tocar em Paris e percebemos a dicotomia para ele, entre o silêncio e a música. Sainte-Colombe, impaciente e dado ataques de cólera, goza da inabilidade de se expressar, exceto pelas composições que produz. Desse modo,é um exemplo de sua própria definição do que é música: “A música existe simplesmente para dizer o que a palavra não pode dizer.” [85]
Além de escritor Pascal Guignard é um talentoso violoncelista fundador do Festival de Ópera e de Teatro Barroco de Versalhes. Tal dedicação à musica traz grande riqueza à sua escrita. Não são poucas as descrições na história relacionadas aos sons que rodeiam os quatro personagens principais: Sainte-Colombe, suas duas filhas e Marin Marais. Ao ler este texto, pare e preste atenção. Outra faceta a notar é a descrição dos locais e hábitos da época.
Foram 98 páginas de deleite. Leitura deliciosa, perfeita para uma tarde chuvosa ou um fim de semana preguiçoso. Recomendo sem restrições
NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem incentivos para a promoção de livros.
Emerência, mãe de Sant’Ana, c. 1510
Ian Provost (Flandres 1465-1529)
óleo sobre madeira, 80 x 47 cm
Altar da árvore genealógica da Virgem Maria [fragmento]
No reverso, grisaille de Santa Clara
Louvre