Flores, porque hoje é sábado…

7 02 2026

Natureza morta

Yvonne ViscontiCavalleiro (França-Brasil, 1902 – 1965)

aquarela sobre papel, 31 x 20 cm

 

 

 

Vaso com flores

Tadashi Kaminagai (Japão-França, 1899-1982)

óleo sobre tela – 58 x 43 cm

 





O avestruz lírico, poema de António Manuel Couto Viana

6 02 2026

Espere, alguma coisa não está correta!, 2023

Stephen Hall (Escócia, 1954)

acrilica sobe tela,  102 × 76 cm

 

NOTA: os emojis fazem parte da tela.

 

 

 

O avestruz lírico

 

António Manuel Couto Viana (1923–2010)

 

 

Avestruz:

O sarcasmo de duas asas breves

(Ânsia frustrada de espaço e luz,

De coisas frágeis, líricas, leves);

 

Patas afeitas ao chão;

Voar? Até onde o pescoço dá.

Bicho sem classificação:

Nem cá, nem lá.

 

Isto sou (Dói-me a ironia

– Pudor nem eu sei de quê).

Daí a absurda fantasia

De me esconder na poesia,

Por crer que ninguém a lê.

 

 

Em: O avestruz lírico, 1948

 

Nota: encontrei esse poema hoje, por acaso.  Não resisti, tive que trazê-lo para cá.  Ri muito.





Da janela vê-se o Corcovado…

6 02 2026

Praia de Copacabana, 1995

Ivan Freitas (Brasil, 1932-2006)

óleo sobre madeira industrializada, 80 x 106 cm





Os gatos de Picasso

5 02 2026

Gato caçando pássaro, 1939

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

óleo sobre tela, 100 x 81 cm

Museu Picasso, Paris

 

 

Gato com caranguejo , 1965

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

óleo sobre tela

Guggenheim Museum, NY

 

 

Gato com lagosta, 1965

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

óleo sobre tela

Guggenheim Museum

 

 

Gato comendo um pássaro, 1939

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

óleo sobre tela, 81 x 100 cm

Museu Picasso, Paris

 

 

Natureza morta com gato e peixe, 1962

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

óleo sobre tela

Museu Picasso, Barcelona

 

 

Gato, 1955

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

aquarela sobre papel

 

 

Dora Maar com gato, 1941

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

óleo sobre tela

 

 

Jacqueline sentada com seu gato, 1964

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

óleo sobre tela

Musée des Beaux Arts, Montréal

 

 

Nu reclinado com gato, 1964

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

óleo sobre tela 

 

 

 

Nu reclinado com gato, 1964

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

óleo sobre tela 

Museu Picasso, Málaga

 

 

NOTA: em todas as telas que conheço de Picasso, e nem todas estão aqui, porque não tenho detalhes ou confirmação de onde estão, os gatos para Picasso não são todos fofinhos e deliciosos de se ter no colo.  São muito agressivos.  O que vocês acham?

 

 

 

Pablo Picasso com seu gato.




Sombra e água fresca: James R. Jackson

5 02 2026

A rede

James R. Jackson (Austrália, 1882-1975)

óleo sobre madeira,  45 x 65 cm





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

4 02 2026

Frutas do Conde, 1983

Armando Vianna (Brasil, 1897-1992)

óleo sobre tela, 24 X 33 cm

 

 

 

Fruta do Conde  [Pinha]

Rose Fernandes (Brasil, 1972) 

óleo sobre tela, 70 x 140 cm





O tempo para uns e outros, Javier Marías

3 02 2026

Memórias

Nesimi Pınarbaşı (Turquia, contemporâneo)

óleo sobre tela,  50 x 70 cm

 

 

“Claro que há aqueles que decidem pôr fim à sua vida, e o fazem, mas são minoria e por isso impressionam tanto, porque contradizem a ânsia de duração que domina a grande maioria, a ânsia que nos faz crer que sempre há tempo e que nos leva a pedir um pouco mais, um pouco mais, quando este se acaba.”

 

Javier Marías, Os enamoramentos





Nossas cidades: Florianópolis

3 02 2026

Mercado de Florianópolis

Martinho de Haro (Brasil, 1907-1985)

óleo sobre eucatex, 31 x 45 cm





Imagem de leitura: Lasar Segall

2 02 2026

Leitura, c. 1913

Lasar Segall (Lituânia-Brasil, 1889-1957)

óleo sobre papelão, 66 x 56 cm

Museu Lasar Segall, SP





“Íntimo” soneto de Luiz Pistarini

2 02 2026
Ilustração, Capa da Revista Figaro Illustré, por Pierre Georges Jeanniot (Suíça-França 1848–1934).

 

 

Intimo

 

Luiz Pistarini

 

Bela, por mim, se vejo-te passando.

Tudo me esquece por estar te vendo

– Sinto o Prazer, no coração cantando,

E a mágoa, enfim, no coração, morrendo …

 

Passas … E, alegre, vou te acompanhando

Pelos lugares por que vais correndo …

E ao ver-te longe, minha flor, – chorando,

Triste suspiro, sem querer, desprendo …

 

Voltas depois, formosamente rindo …

Voltas depois, e o meu pesar te escondo,

Num riso franco de prazer profundo!

 

Ficas. E eu, louco, imerso em gozo infindo,

Grande, – aos teus pés, o coração depondo,

Sinto a mais grata sensação do mundo!

 

Resende – 1895

 

Nota: eu mesma fiz a atualização das palavras para o português corrente no Brasil, hoje.  Exemplo: si > se;

vaes > vais e assim por diante.  Poeta fluminense, natural de Resende.