Moça com gorro, lendo, depois de 1880
Marie R. Dixon ( EUA, ? – 1896)
óleo sobre tela, 44 x 36 cm
“Os livros devem ser lidos por prazer, e quem pode afirmar que o que agrada a uma pessoa deve necessariamente agradar à outra?”
W. Somerset Maugham
Moça com gorro, lendo, depois de 1880
Marie R. Dixon ( EUA, ? – 1896)
óleo sobre tela, 44 x 36 cm
W. Somerset Maugham
Homem escrevendo, 1890
Heinrich Breling (Alemanha, 1849-1914)
óleo sobre madeira, 13 x 17 cm
Waldir Neves
Vamos, querida, pelo mundo afora,
mirar os lírios brancos dos caminhos…
Vamos beber a luz pura da aurora,
embalados nos cânticos dos ninhos.
Vamos de perto ver a flor que chora,
pela fonte levada em torvelinhos…
Vamos colher as rosas, sem demora,
antes que murchem — sem ligar a espinhos.
Vamos buscar o belo onde ele exista,
sempre a sonhar, sonhando noite e dia,
que é com sonhos que o belo se conquista.
Vamos criar a mística de crer
que a vida é bela… é amor… é fantasia…
e há que sonhar e amar… para viver!…
Um interior em Chelsea, 1914
Philip Connard (Inglaterra, 1875-1958)
óleo sobre tela, 101 x 75 cm
Galeria Oldham, Reino Unido
Jarra com rosas sobre a mesa, década de 1960
Manoel Santiago (Brasil, 1897-1987)
óleo sobre tela, 46 X 39 cm
Vaso com flores, 1994
Henrique Oliveira (Brasil, 1973)
óleo sobre tela, 46 x 33 cm
A vaca que escapou, 1885
Julien Dupré (França, 1851-1910)
óleo sobre tela, 100 x 139 cm
Museu D’Orsay, Paris
“…e a criança vagabundeava pela aldeia. Ele acompanhava os lavradores e espantava, atirando torrões, os corvos que alçavam voo. Comia amoras ao longo das valetas, guardava os perus com uma vara, revolvia o feno na ceifa, corria pelos bosques, jogava amarelinha no pórtico da igreja nos dias de chuva e, nas grandes festas, suplicava ao sacristão que lhe deixasse bater os sinos, para se dependurar com todo o corpo à grande corda e sentir-se levar por ela no balanço.
Assim, ele cresceu como um carvalho.”
Em: Madame Bovary, Gustave Flaubert, Tradução de Mário Laranjeira: Penguin Classicos
Marinha, 1946
Yvonne Visconti Cavalleiro (Brasil, 1901-1965)
óleo sobre tela, 34 x 50 cm
Canção de Lulu Santos ‧ 1983
Letra de Nelson Motta
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo
Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no
Nada do que foi será
(De novo do jeito que já foi um dia)
(Tudo passa, tudo sempre passará)
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo
(Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar)
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Por uma dessas circunstâncias da web essa música apareceu para mim diversas vezes nos últimos dias. Achei apropriada para o começo de um novo ano. É uma música filosófica. Perfeita para pensarmos sobre a passagem do tempo e memória. E nesses dias aprendi algo que não sabia. Foi numa postagem no Instagram de Fabricio Mazocco (@enigmasdorock), que soube que Nelson Motta havia se inspirado em dois livros: A arte cavalheiresca do arqueiro Zen, de Eugen Herrigel e Buda, de Jorge Luis Borges. Mais ainda, que ele usou um verso de Vinícius de Moraes, A vida vem em ondas como o mar, como uma homenagem ao poeta, que havia acabado de falecer, e que retirou do poema O Dia da Criação. Só boas referências tinham que suscitar a belíssima letra dessa canção.
Vinícius de Moraes
Bico de papagaio, (Flores)
Colette Pujol (Brasil, 1913-1999)
óleo sobre tela, 48 x 63 cm
Asa de Arara,1950
Leopoldo Gotuzzo (Brasil, 1887 – 1983).
óleo sobre tela, 61 X 110 cm