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George Monanuli (Georgia, contemporâneo)
70 x 90 cm
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“Boas coisas se tornam permanentes. Bons livros provavelmente continuarão na sua forma impressa”.
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Massimo Vignelli
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George Monanuli (Georgia, contemporâneo)
70 x 90 cm
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Massimo Vignelli
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Albert-Jan Cool (Holanda, 1947)
aquarela
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Albert-Jan Cool nasceu em Oegstgeest na Holanda em 1947. Pintor figurativo. Prefere cenas alegres , coloridas e brilhantes. Pinta tanto com tintas acrílicas quanto com aquarelas. Começou seus estudos na sua cidade natal, fazendo depois o curso de Belas Artes em Haia à noite enquanto trabalhava durante o dia como ilustrador arqueológico, o que o permitiu de viajar pelo Oriente Médio além da Holanda através de sítios arqueológicos. Trabalhou também como autônomo nas ilustrações de livros e revistas. Já publicou diversos livros de instrução sobre pintura entre eles o livro A Costa, que explora os segredos da pintura em aquarela com motivos de praia, que já foi reeditado e traduzido para outras línguas.
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Expansão II, 2012
W. Radwan (Brasil, 1953)
óleo sobre madeira e carvão, 100 x 100 cm
http://wradwan.blogspot.com.br/
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Dando continuidade às postagens com artistas brasileiros, hoje quero mostrar o trabalho de Wadgy Radwan, que exerce sua arte numa esfera única, entre a pintura e a escultura. Sua última exposição na Galeria Maurício Pontual no Rio de Janeiro, que vi no final do ano passado, explora contrastes.
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W. Radwan (Brasil, 1953)
óleo sobre madeira e carvão vegetal, 110 x 110 cm
http://wradwan.blogspot.com.br/
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Suas obras são imponentes, mas não exageradamente. Têm presença visual marcante. Além disso, mexem com os sentidos. Minhas preferidas pertencem à série Magma. À mim, pediram que fossem tocadas, que suas superfícies fossem apreciadas com a ponta dos meus dedos, para sentir as inúmeras facetas dos carvões. Claro que não fiz isso. Mas o apelo ao tato é exarcebado pelo contraste com a outra parte das esculturas-pinturas: a parte lisa.
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Magma II, 2011
W. Radwan (Brasil, 1953)
óleo sobre madeira e carvão vegetal, 110 x 110cm
http://wradwan.blogspot.com.br/
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Radwan trabalha com contrastes. A série Magma mostra dois planos com pesos semelhantes: o ‘natural’ e o ‘industrial’ — essas denominações são minhas. Além da superfície encrespada de carvão, existe o plano que funciona como ‘sombra’, em geral deslocada. Enquanto as superfícies cobertas por carvão vegetal pintado são orgânicas, grossas e ásperas, suas ‘sombras’ são suaves, polidas, e em cores contrastantes. A ‘sombra’ — o reverso, o anti-natural, o industrial — contrasta em cor e acabamento com o que se apresenta como o natural, orgânico, intrigante. Enquanto um plano é rico em tonalidades, o outro tem uma única cor, lisa.
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Magma I, 2011
W. Radwan (Brasil, 1953)
óleo sobre madeira, 110 x 110 cm
http://wradwan.blogspot.com.br/
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As obras pertencentes ao grupo Expansão continuam a explorar contrastes, mas de outra maneira. Nelas, a maior parte da superfície é dedicada ao plano com textura, nesse caso, o carvão vegetal. E a obra se abre, deixa espaço para mostar, revelar numa abertura, num entrever, o ponto de contraste. Esse pode ser trazido pela cor, ou pela introdução de outros elementos em relevo, manufaturados, com formas industrializadas dispersos sobre uma área lisa, como acontece com Expansão II aqui abaixo.
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Expansão III, 2012
W. Radwan (Brasil, 1953)
óleo sobre carvão vegetal, PVC e madeira, 100 x 100 cm
http://wradwan.blogspot.com.br/
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O trabalho exposto no fim de 2012 é o desenvolvimento de ideias que já vinham sendo exploradas: contrastes entre formas naturais e industriais, o jogo entre esses planos e a abordagem às questões ambientais. Já anterior a esta exposição o trabalho Esperança, delineava o caminho a ser traçado.
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Esperança, 2012
W. Radwan (Brasil, 1953)
Acrílica, carvão vegetal e madeira, 60 x 100 cm
[Selecionada para o 9º Salão de Artes Plásticas da Academia Brasileira do Meio Ambiente]
http://wradwan.blogspot.com.br/
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Aqui dois planos de dimensões próximas, um deles deslocado, oferecem contraste semelhante aos dos trabalhos vistos na Galeria Maurício Pontual. Não consigo olhar para Esperança sem ter a sensação de uma metáfora análoga a do monolito negro do filme 2001 Odisséia no Espaço. Há o elemento natural e o feito pela mão do homem, da mesma forma em que o monolito do filme é contrastado com a vida dos macacos no planeta. O uso da geometria, da expansão de superfícies precisamente calculada, o espelhar de formas entre as obras, a abstração da cor — todos os trabalhos recentes se limitam a uma palheta de três cores: branco, negro e vermelho — tudo isso apela para a introspecção, a reflexão, chegando até mesmo a uma espiritualização provocada pela forma. Apelos familiares feitos por obras de artistas que têm um relacionamento estético com Radwan, mesmo que de gerações anteriores: Rothko e Louise Nevelson, são alguns dos que vêm à mente.
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Encontros e desencontros, 2011
W. Radwan (Brasil, 1953)
acrílica sobre PVC emadeira, 80 x 100 cm
http://wradwan.blogspot.com.br/
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Em 2011, W. Radwan mostrou seus trabalhos na galeria TNT. Lá também o formato, o abstracionismo trazem para discussão os icônes da industrialização. É nessa fase imediatamente anterior que vejo maior familiaridade entre Radwan e o artista plástico Sérgio Camargo. Mas acredito que o jogo de sombras e o uso abundante de produtos orgânicos na obra de Radwan tragam, pelo menos nessa fase, maior riqueza, maior significação para quem as observa. E ainda que seja herdeiro de Krajberg no uso das formas naturais, Radwan toma um caminho próprio, desligando-se a cada nova obra dessas influências, para realizar uma viagem própria, singular e de extrema beleza. É um grande prazer observar a sua obra.
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©Ladyce West, Rio de Janeiro:2013
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Marie Françoise Caroline Vallée (ativa em Paris no século XIX)
óleo sobre tela, 56 x 69 cm
Christie´s Auction House, 2010
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Emile Faguet
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Senhora à mesa com livro, 1916
Anton Faistaeur (Áustria, 1887 – 1930)
óleo sobre tela,
ColeçãoParticular em Saltzburg
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Jean-Paul Sartre
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Lois Mailou Jones ( EUA, 1905-1998)
óleo sobre tela
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Lois Mailou Jones nasceu Boston, Massachusetts, em 1905. Começou a pintar ainda criança, incentivada pela família que todos os verões a levava para a ilha Martha’s Vineyard, onde aprendeu a pintar com aquarelas o que se tornou seu meio favorito de pintura. Estudou na Escola de Arte do Museu de Boston. Na década de 1930, o trabalho de Louis Mailou Jones começou a refletir influências de tradições artísticas da África; e chegou a desenhar máscaras no estilo africano. Esse trabalho refletiu no quadro Les Fétiches de 1938, que mostra máscaras africanas em cinco estilos étnicos diferentes. Durante o ano de estadia na França produziu próximo a quarenta trabalhos entre paisagens e estudos figurativos, dando vazão a influencias africanas. Faleceu em 1998.
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Senhora à mesa de café, s/d
Harry J. Pearson (EUA, 1872 – 1933)
Óleo sobre madeira, 51 x 41 cm
Coleção Particular, Gavin Graham Gallery, Londres
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Jennifer Howard, Secret Lives of Readers
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Mulher descansando, s/d
Heinrich Lossow (Alemanha, 1847-1897)
óleo sobre tela
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Hilaire Belloc