Imagem de leitura — Henriette Browne

6 06 2011

Uma menina escrevendo, 1860-1880

Henriette Browne ( França, 1829-1901)

óleo sobre tela

Victoria & Albert Museum, Londres

Henriette Browne, pseudônimo de Mme Jules de Saulx ( França, 1829-1901) Nasceu em Paris e estudou com Penn e Chaplin.  Exibiu no Salão de Paros de 1853, e na Academia Real em 1871-9.  Pintora que também se dedicou à gravura.  Teve preferência pela pintura de gênero e pelas telas com motivos religiosos, além de muitas cenas do Oriente médio.   Parou de expor mais ou menos 20 anos antes de morrer na sua cidade natal.

 

 





Acessando as informações deste blog: imagens de leitura, arte brasileira, fotos do Rio de Janeiro, quadrinhos

5 06 2011
Ilustração John La Gatta (Itália, 1894-1977) — Capa da Revista LIFE de Janeiro de 1929.

As Imagens de Leitura deste blog têm sido fonte de muito interesse por parte dos que nos visitam.  Hoje, duas semanas antes de comemorar 3 anos de blog, consegui passar para o FLICKR  as imagens de pessoas lendo que já foram postadas aqui.  A intenção é facilitar a quem procura exclusivamente por estas imagens. Assim, para acessá-las, clique no quadrinho na coluna da direita, com os dizeres FOTOS FLICKER [Flickr Photos].  Você irá direto para a  minha página no FLICKR onde estão estas imagens de leitura.  Na verdade, neste local estão diversas fotos, selecionadas em álbuns.

Leitores na arte — onde estão as imagens de leitura

Arte brasileira — onde estão as obras de arte brasileira que já apareceram no blog.

Fotos do Rio de Janeiro  — minhas fotos do Rio de Janeiro

Quadrinhos com leitores — quadrinhos em que personagens aparecem lendo

Revistinhas — imagens de capas de revistinhas em quadrinhos brasileiras

Ilustrações brasileiras — Fotos de ilustrações publicadas no Brasil.

No momento as coleções mais completas são as Leitores na arte e Arte brasileira.  E é uma questão de tempo de organização minha,  fazer os outros álbuns mais atualizados.  Infelizmente dá muito trabalho voltar às postagens, diárias, muitas vezes mais de uma por dia, para verficar o que há ali que deva ser incluído nos álbuns.  É um trabalho meticiuloso e cansativo, mas vale a pena.

Como ler as legendas?

Inseparáveis, c. 1900

Florence Fuller (África do Sul, 1867- Austrália 1946)

Óleo sobre tela,   90, 2 x 68, 5cm

Art Gallery of South Australia, Adelaide, Elder Bequest Fund em 1900

Uso a descrição padrão em história da arte que é lida da seguinte maneira:

TÍTULO DO TRABALHO, DATA DO TRABALHO : Inseparáveis, c. 1900  [ c. significa- cerca de… por volta de…] [s/d = sem data]

PINTOR, LOCAL DE NASCIMENTO E DATAS DE NASCIMENTO E MORTE: Florence Fuller (África do Sul, 1867- Austrália 1946)

MATERIAIS USADOS E DIMENSÕES: Óleo sobre tela,   90,2 x 68,5cm — dimensões: 1º) altura, depois largura.

LOCAL ONDE ESTA OBRA SE ENCONTRA: Art Gallery of South Australia, Adelaide, Austrália.

[Elder Bequest Fund  em 1900] é informação do museu sobre como a obra foi adquirida.]

NB: Nem sempre tenho todas as informações.  Muitas vezes tenho só o autor e o título.  Sempre arredondo as dimensões, este blog não é um documento de história da arte para especialistas.  O uso do tamanho auxilia especialistas a saberem se o trabalho é original ou não.  Mas aqui usamos essas obras como ilustrações.  Eu mesma traduzo os títulos, quando não os conheço em português.  Medidas, até 0,5cm  aproximo para baixo, acima disso, aproximo para cima.  O quadro acima eu teria colocado: 90x 68cm.

Com muita frequencia os quadros que uso foram colocados em leilões nas maiores casas internacionais.  É de lá que vêm as informações.  E se posso divulgá-las, eu o faço.  Muitos desses quadros estão também em coleções particulares e para se saber o paradeiro, é preciso ter acesso a um historiador da arte especializado naquele período e naquele artista.

Se eu não coloquei alguma dessas informações é porque não as tenho.

Se o artista é contemporâneo, procuro colocar o lugar na rede onde seus trabalhos possam ser achados.  No entanto, muitos dos artistas mudam com frequência seus portais e suas páginas, porque vendem as obras ou preferem colocar novos trabalhos na rede.  Não posso garantir que a obra que postei no blog esteja no site dos  artistas.

O mesmo critério se aplica às legendas das obras brasileiras, em outro álbum no FLICKR.

O resto é auto-explicativo.

Boa sorte e divirta-se!




Imagem de leitura — Genrikh Brzhzovski

4 06 2011

 

 

Mulher lendo, 1969

Genrikh Brzhzovski ( Belorússia, 1912-2008)

óleo sobre madeira, 18 x35 cm

Genrikh Brzhzovski (Belorússia, 1912) Se graduou na Vitebsk escola de arte.  Em seguida estudou no ateliê do pintor  F. Modorov.

 





Soneto de aniversário, Vinícius de Moraes

3 06 2011

 

Aniversário, 1915

Marc Chagall  ( Belarússia/França, 1887-1985)

Óleo sobre papelão, 81 x 100cm

MOMA: Museu de Arte Moderna de Nova York

Soneto de aniversário

………………….Vinícius de Moraes


Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece…
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.

(Rio, 1942)





Imagem de leitura — Alselm Feuerbach

1 06 2011

Paolo e Francesca, 1864

[personagens de Dante Aleghieri]

Anselm Feuerbach ( Alemanha, 1829-1880)

óleo sobre tela,

Schack Galerie, Munique

Anselm Feuerbach (Alemanha, 1829-1880) nasceu em Speyer, na Alemanha, mas viveu a maior parte de sua vida na Itália entre dois dos maiores centros culturais da península: Roma e Veneza.  Retratou figuras humanas baseando-se em artistas clássicos e  também nos renascentistas italianos.  Também pintou  paisagens com temas mitológicos. Neoclássico.  Morreu em Veneza em 1880, onde vivia desde 1876.





Imagem de leitura — Barbara Jaskiewicz

31 05 2011

Moça lendo no jardim, 2009

Barbara Jaskiewicz ( Polônia, contemporânea)

Óleo sobre tela, 55x 73 cm

www.barbarajaskiewicz.pl

Barbara Jaskiewicz-Socewicz nasceu em Wroclaw na Polônia. Estudou arquitetura na Universidade Tecnologia de Wroclaw.  Pintora em óleos e aquarelas e também desenhista.  Dedicada a uma variedade de gêneros dos retratos à paisagem, cenas urbanas e quase todas as variedades de pintura de gênero.

 

 





Literatura como mensagem política, ainda funciona? E o feminismo?

31 05 2011

Moça lendo, s/d

Mikhail Vasilyevich Nesterov (Rússia, 1862-1942)

óleo sobre tela

No jornal The Independent da semana passada, Arifa Akbar no artigo Is feminism relevant to 21st  century fiction?  levantou algumas questões interessantes que pretendem determinar se o Feminismo ainda tem lugar na literatura contemporânea, ou melhor, na literatura do século XXI.

Qualquer produção literária que queira refletir uma posição política ou social corre o risco de ficar comprometida.  Isso serve para o feminismo, para o socialismo, para escrita revolucionária de direita ou de esquerda, e até mesmo para a literatura com a intenção de mudar dogmas pré-estabelecidos nas sociedades:  dos proselitismos religiosos ao missionarismo contra chagas sociais tais como o racismo, purificação das raças, opções sexuais que por mais perversos que sejam são melhor combatidos de outras formas.  O mesmo acontece quando um escritor é comissionado para escrever um romance em que alguma companhia seja a patrocinadora.

Melina de verde, 1930

Emma Fordyce MacRae (Áustria 1887- EUA, 1974)

óleo sobre tela

www.emmafordycemacrae.com

Um caso que me vem à lembrança é o da escritora inglesa contemporânea Fay Weldon. Conhecida por seus temas sociais e feministas, Fay Weldon — que ficou muito famosa com o romance The life and loves of a she-devil – [no Brasil, A Maligna, vida e amores de uma mulher-demônio, Art:1986] um retumbante sucesso no exterior, transformado em roteiro de filme [de menos sucesso]: Ela é o diabo, 1989, dirigido por Susan Seidelman —  aceitou, no início da década passada,comissão da famosa joalheria Bulgari para que fizesse – ao que tudo indica – um  “product-placement” em um de seus romances.  Isso se resume a um anúncio disfarçado de um produto, como quando as marcas de produtos de beleza, hidratantes e muito outros, aparecem nas novelas televisivas brasileiras, para citar um exemplo.  Fay Weldon foi fartamente criticada pela imprensa inglesa, especializada ou não.  O resultado foi um romance meio sem graça, Conexão Bulgari [Record, 2005].  Falo isso com pesar, porque admiro bastante o trabalho da autora que parece sempre estar antenada para assuntos que afetam o universo do comportamento feminino de maneira inteligente, crítica e bem humorada.

Mas a verdade é que em termos de romancistas feministas, Fay Weldon foi, e ainda é, relevante, assim como muitas de suas contemporâneas e sucessoras como Margaret Drabble entre muitas outras, que trouxeram, para um público muito maior do que aquele que lê ensaios sociológicos, o feminismo do dia a dia da mulher do século XX.  Quais outras escritoras contemporâneas conseguiram atingir a tantas mulheres que não se davam conta de que os problemas que enfrentavam eram o que se chamava de feminismo?  Fay Weldon estava dando voz a uma geração pós Doris Lessing, a verdadeira pioneira do feminismo literário na Inglaterra.

Hora da leitura, s/d

John Weiss ( EUA, contemporâneo)

Gravura, 30 x 28 cm

Sempre me senti em cima do muro quanto a feminização dos estudos nas artes.  Duas de minhas melhores amigas, que se formaram em história da arte comigo, tornaram-se especialistas em assuntos feministas, uma delas, hoje,  é diretora da Faculdade de Estudos Feministas de uma grande universidade americana.  E apesar de ter abraçado o movimento feminista com zelo, de ter pertencido à National Organization for Women, sempre achei que um momento chegaria, em que estas especializações não teriam mais sentido de existir.  Talvez fosse pura esperança, de que um dia o trabalho feminino fosse considerado do mesmo valor que o masculino.  Por outro lado, reconheço que até mesmo no fechado círculo dos historiadores da arte, muitas foram as mulheres pintoras e escultoras, cujos trabalhos, que não deixavam nada a desejar em relação aos dos seus colegas homens, só vieram a ser mais ou menos conhecidas  depois que algumas portas se abriram para a pesquisa de campo nesse setor.  Foram e ainda são décadas e décadas de dedicação nos porões de museus conhecidos à procura de artefatos dessas artistas plásticas, desbravadoras das artes.  E os resultados se acumulam.  E não teriam aparecido não fosse a dedicação, a devoção à uma causa, das historiadoras de arte feministas.  Um dos exemplos mais convincentes é o caso da pintora americana Mary Cassatt, que era considerada uma boa pintora impressionista americana, mas que só obteve o lugar de destaque que hoje exibe depois que houve abertura em dois campos de pesquisa que sofriam preconceito:  arte americana (EUA) — quando tudo o que era considerado bom era europeu; e arte por uma mulher, com temas exclusivamente femininos.  A abertura dos estudos feministas e de estudo da arte americana — a princípio muito esparsos — nas maiores universidades dos EUA só se deu mesmo a partir da década de 1970.  E o lucro cultural, além dos valores econômicos que essas “descobertas”  trouxeram é enorme, impossível mesmo de se calcular.  Para não se falar na auto-estima de metade da população do mundo.  O mesmo aconteceu na literatura: nos EUA duas escritoras “re-descobertas” foram Kate Chopin e Charlotte Perkins Gillman.  Dou exemplos dos EUA, porque foi lá que passei grande parte da minha vida profissional, mas o mesmo aconteceu na maioria dos países do ocidente.

Jovem mãe no jardim, s/d

Mary Cassatt (EUA, 1844-1926)

Acredito que nas artes visuais assim como nas literárias haja realmente uma grande diferença de enfoque entre os sexos.  Uma das minhas decisões mais radicais na década de 1990, foi no campo da literatura, eu não iria ler NADA, absolutamente NADA escrito por um homem.   Como leio muito, foi uma década de intenso perambular pela criatividade feminina.  E confesso que adorei, porque há uma diferença palpável na percepção do mundo, da realidade, da fantasia entre homens e mulheres.   O que nos preocupa não é necessariamente o que preocupa um escritor homem.  Menciono isso porque o artigo do jornal The Independent mencionado acima questiona se ainda há a necessidade de se ter um prêmio literário, nesse caso o Orange Prize, exclusivo para  escritoras mulheres. [O Orange começou em 1996 com o propósito de premiar escritoras mulheres, por sua excelência, originalidade.] Não sei.  Provavelmente ainda há.  Ainda que eu acredite — talvez até fantasie — que daqui a uns poucos anos essas divisões não sejam necessárias.  Exemplos das ganhadoras do Orange Prize mostram que o prêmio não foi em vão:  Barbara Kingsolver (2010), Rose Tremain (2008), Zadie Smith (2006).

Mas ao que tudo indica, pelo menos ultimamente, há um sentimento  de aversão, bem delineado, ao feminismo,  uma posição que se reflete na capa e no conteúdo do último número da Revista Granta, [nº 115],  que, numa alusão a um palavrão em inglês,  intitula esta publicação de  The F. word.   Nesse meio tempo, como lembrou Arifa Akbar, a Austrália considera inaugurar um prêmio literário exclusivamente para mulheres.  O que parece é que o Feminismo está mudando de cara.  A fase inicial de contestação e a fase de reconhecimento, pelo menos em alguns lugares do mundo, já se esgotaram.  Talvez não haja oxigênio suficiente para que o Feminismo sobreviva como o conhecemos.  Uma nova variação deve estar a caminho, sem alguns excessos, talvez mais inclusiva.  Talvez seja essa a variação a despontar.  Nada muito diferente da conhecida evolução Darwiniana.  Esperemos.

©Ladyce West, 2011





Imagem de leitura — Zélio Andrezzo

30 05 2011

Leitura Matinal, s/d

Zélio Andrezzo ( Brasil, 1948)

óleo sobre tela,  80 x 60 cm

Zélio Andrezzo nasceu em Florianópolis em 1948.  Mudou-se para São Paulo em 1964.   Pintor e desenhista, estudou na Associação Paulista de Belas Artes.   Andrezzo dedicou-se inicialmente à retratação e figuração humana, tendo frequentado diversos cursos com pintores italianos.  Retratista, pintor figurativo que também se dedicado à pintura de gênero.





Imagem de leitura — Tavik Frantisek Simon

26 05 2011

Vilma lendo um livro, c. 1912

Tavik Frantisek Simon ( República Checa, 1877-1942)

óleo sobre tela

www.tfsimon.com

Tavik Frantisek Simon nasceu em 1877, na Boêmia, quando esta ainda era  parte do império austríaco.  Demonstrou aptidão e gosto pela pintura desde cedo e aos 17 anos entrou para a Academia de Arte de Praga.  Formou-se em 1900, não sem antes ter viajado pelos países da costa do Mediterrâneo:  Dalmácia, Bósnia.  Depois de formado, tendo ganho duas bolsas de estudo, foi primeiro para a Itália e depois para Paris.  Ampliou seus conhecimentos e técnica de trabalho nesses dois países e começou a se dedicar à gravura.  Tornou-se um ilustrador de nome, requisitadíssimo e um dos maiores nomes da pintura checa. Faleceu em 1942, na República Checa.





Imagem de leitura — Alexandre Auguste Hannotiau

24 05 2011

 

A leitura no café, s/d

Alexandre Auguste Hannotiau (Bélgica, 1863-1901)

óleo sobre tela, 65 x 54 cm

Leilão da Southeby’s, Nova York, 2004

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Alexandre Auguste Hannotiau, (1863-1901) nasceu na Bélgica. Estudou na Academia de Bruxelas onde foi aluno de Artan e de Van Hammee.  Pintor de cenas históricas, de gênero, se caracterizando pela vida diária de Bruges e foi também pintor para a decoração de diversos prédios de uso religioso.  Em 1892 tornou-se um dos membros fundadores do círculo artístico Para Arte [ Pour l’Art].  Foi também um grande ilustrador e conhecido desenhista de cartazes.  Foi professor da escola de artes decorativas de Molenbeek-Saint-Jean.