Nossas cidades: São Luiz

14 02 2023

Rua Graça Aranha em São Luís do Maranhão

José Maria de Almeida (Portugal-Brasil, 1906-1955)

óleo sobre tela, 43 x 57 cm





Flores para um sábado perfeito!

11 02 2023

Natureza morta com maçãs

Esther Goldbach (Brasil, contemporânea)

óleo sobre tela, 60 x 50 cm

 

 

 

Vaso de flores com frutas

Armando Balloni (Itália-Brasil, 1901-1969)

óleo sobre tela, 60 x 82 cm





Rio de Janeiro: entre mar e montanhas

10 02 2023

Praia de Copacabana

Cadmo Fausto (Brasil, 1901-1983)

óleo sobre tela, 46 x 74 cm





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

8 02 2023

Mangas e marmelos

FLORÊNCIO – José Carlos dos Santos — (Brasil, 1947)

óleo sobre tela, 60x 46 cm

 

 

 Maçã verde e folhas

Ana Goldberger (Brasil, 1947-2019)

acrílica sobre tela, 40 x 60cm





Palavras para lembrar: Hermann Hess

7 02 2023

Leitura

Anônimo, Brasileiro

óleo sobre cartão, 45 x 55 cm

 

 

 

“Nunca releio meus livros, porque tenho medo.”

 

Hermann Hess

 

 





Nossas cidades: Florianópolis

7 02 2023

Lagoa da Conceição, Florianópolis

Aluízio do Valle (Brasil, 1906-1988)

óleo sobre madeira, 23 x 33 cm





Carnaval, texto de Marques Rebêlo

6 02 2023

Claudio Faciolli - Carnaval no Rio de Janeiro - o.s.e - ass. c.i.e - datado de 2010 med 46x61 cmCarnaval no Rio de Janeiro, 2010

Claudio Faciolli (Brasil, 1955)

óleo sobre eucatex, 46, x, 61 cm

[25 de fevereiro de 1938]

“A minha estreia nos salões do High-life foi com Clotilde, de odalisca, (Zuza ficara de serviço),  e Tatá nos acompanhava sem companheira, meio chateado — tivera uma rusga com Dulce Sampaio, que aceitara por despique um convite para o Clube Naval. Mas desacompanhado não entrou. Nas imediações da bilheteria e da porta de entrada, aglomerava-se uma pequena legião de mulheres se oferecendo, com maior ou menor agressividade, para completar o ingresso que dava direito a uma dama — mascaradas, todas, na maioria gordas, de pijama, de dominó de surradas roupas masculinas, com luvas para esconder a denunciadora evidência das mãos, e ventarola abanando o rosto sufocado pela máscara de pano, de papelão, de tela metálica. Tatá, com o ingresso na mão, rodou uma perfunctória e despreciativa olhada e escolheu o desbotado dominó carmezim:

— Vamos, vovó!

A escolhida fez que não entendeu, tomou-lhe o braço numa forçada mesura, e entramos, as luzes profusas, a ornamentação oriental, faixas e correntes de papel de seda cruzando o teto de estuque das três salas térreas, que mais tarde, numa abolição gradativa das paredes de pau a pique, se transformaram num único salão, e logo nos perdemos, só nos encontrando de espaço em espaço, ora no capricho das danças, ora nos breves intervalos da música, à beira do bufê, entornando a sua cerveja “gelada como rabo de foca”, ou sentado, descansando, na incômoda borda de cimento dos canteiros. No penúltimo encontro, diante do repuxo que irradiava rumor de esguincho e frescura, já se descartara do dominó carmezim. Aderira à cigana sem máscara, e soprou-me:

— Bofe por bofe, este não é antediluviano…

Realmente era jovem, mas feia e maltratada, o nariz de cavalete, os pés de lancha com sujos coscorções, um descomunal dente de ouro. E com ela é que saiu, depois do furioso galope final, com destino ao seu quartinho da Rua Taylor, cercado de prostíbulos, como ele dizia, por todos os lados, exíguo como um ovo, mas onde conseguira prodigiosamente encaixar uma mesa redonda, na qual domingueiramente pegava uns pacas no pôquer, acolitado por Miguel, sem que isto, honra lhe seja prestada, implicasse em combinação e trapaça — era um viciado bafejado por uma sorte invulgar.

Os corpos se colavam na promiscuidade, a poeira cegava os olhos, o calor sufocava, a música estrondava, os gestos de incontida lubricidade tomavam as mãos, as brigas se sucediam. O éter era cheirado à solta. Contra as paredes formava-se um lambrim de gente de lenço no nariz, alguns desequilibrando-se iam cair no meio dos dançarinos, que continuavam, tendo o cuidado apenas de contornar o corpo estendido como se recortassem uma figura no chão. De vez em quando, o estouro duma lança-perfume e o grito:

— Oh, que pena!

Clotilde era imitativa:

— Deixe eu cheirar um pouco.

— Para quê?  Bobagem!

— Que bobagem! É gostoso… friozinho… danado de bom!

— Não cheira não.

— Uma prise só…

Acabou cheirando. Acabei cheirando também, curioso e foi uma sensação angustiante, como se tivesse bolas girando dentro de mim, bolas frias, dum perfume enjoado de jasmim, se entrechocando. Parei na experiência:

— Não convence não.

Clotilde prosseguiu, esvaziou o tubo, quis outro sem que eu o desse, os olhos ficaram injetados, custou a se recompor. Quando chegamos no quarto da Rua Barroso, o sol já nascera e ela estava indócil, excitadíssima.

— E se o Zuza chegar duma hora para outra? Olha que o serviço termina às seis horas…

— Dane-se!”

Em: O trapicheiro, Marques Rebelo, 1º volume de O Espelho Partido, São Paulo, Martins: 1959, 1ª edição, numerada,  p. 347-348.





Passeio de domingo: casa de campo, montanha, ou costa?

5 02 2023

Paisagem com casa de campo

Aldo Bonadei (Brasil, 1906-1974)

óleo sobre tela colado em cartão, 33 x 41cm

 

 

Na roça

Augusto Rodrigues Duarte (Portugal-Brasil, 1848-1888)

óleo sobre tela, 18 x 26 cm

 

 

Velas do Ceará

Aécio de Andrade (Brasil, 1935)

acrílica sobre tela, 50 x 70 cm





Flores para um sábado perfeito!

4 02 2023

Composição com flores e frutas, 1970

Ettore Federighi (Brasil, 1909-1978)

óleo sobre tela, 70 x 100 cm

 

Vaso com esponjas, 1986

Nato Gomes (Brasil, contemporâneo)

acrílica sobre tela





Rio de Janeiro: entre mar e montanhas

3 02 2023

Fábrica Bangu, 1991

Virgílio Dias (Brasil, 1956)

óleo sobre tela, 60 x 45cm