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Rubens Bustamante Sá (Brasil, 1907-1988)
óleo sobre tela, 33 x 41 cm
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Vista da janela para colheita de algodão, 1999
Enrico Bianco (Itália,1918 — Brasil, 2013)
óleo sobre madeira, 40 x 60 cm
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Sabino de Campos
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Foi há cinco mil anos, mais ou menos,
Que o algodão apareceu na China,
Para vestir os grandes e pequenos,
Como um favor da branca lei divina.
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Os tempos vão passando entre os venenos
Da ostentação na sociedade fina,
Como o linho e a lã — de flóculos amenos —
E a seda que reluz, treme e fascina.
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Surgem velas alvíssimas nos longes
Do oceano… O linho alveja nos altares.
A lã se esgarça no burel dos monges.
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E a Vida, na utilíssima expressão,
Percorre a terra inteira, céus e mares,
Celebrando a vitória do algodão!
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Em: Natureza: versos, Sabino de Campos, Rio de Janeiro, Pongetti: 1960, p. 105
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Estevão Silva (Brasil,1844 – 1891)
óleo sobre tela, 64 x 81 cm
Museu Afro Brasil, São Paulo
óleo sobre tela,
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[Os candangos]
Bruno Giorgi (Brasil, 1905-1993)
Bronze, 8 metros de altura
Praça dos Três Poderes, Brasília
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Arthur Timótheo da Costa (Brasil, 1882-1922)
óleo sobre tela
PESP — Pinacoteca do Estado de São Paulo
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Oswaldo Teixeira (Brasil, 1905-1974)
óleo sobre madeira, 55 x 43 cm
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Era magra, pequena, escura. Tinha a extrema humildade dos que vivem longos anos sob o céu destruidor, sem pensar ao menos em resistir à sorte, com a passividade inerte da folha que o vento rola pelos caminhos. Era assim mirrada e seca e sombria, como se tivesse perdido a seiva ao ardor dos estios, como se guardasse das noites sem estrelas o negrume cada vez mais denso.
Era louca, porque só tinha uma idéia, e a criatura humana pode não ter idéias, mas não pode ter uma só. A sua era o angustioso desassossego das maternidades malogradas. Perdera um filho e o procurava. Andava pelos caminhos para buscá-lo e só levantava a voz para chamá-lo, ansiosamente, carinhosamente: “Luciano! Meu filho!…” E escutava longo tempo por trás nas cercas, no aceiro dos matos, à entrada dos terreiros das fazendas, nos desertos e nos povoados, onde quer que a levasse a sua dolorosa esperança. Aquela figura miserável, toda feita num gesto indagador, com a mão abrigando os olhos, à espreita, ou levantando o xale que lhe encobria a cabeça de cabelos hirtos, para ouvir melhor a resposta ideal, aquela encarnação de um desejo sempre iludido enturvava o esplendor do mais radioso meio-dia.
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Em: Flor do Lácio,[antologia] Cleófano Lopes de Oliveira, São Paulo, Saraiva: 1964; 7ª edição. (Explicação de textos e Guia de Composição Literária para uso dos cursos normais e secundário), p. 99