Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

13 06 2014

ROBERTO DE SOUZA (1943)Comporta do Canal do Leblon, 2003, ost,46x55Comporta do canal do Leblon, 2003

Roberto de Souza (Brasil, 1943)

óleo sobre tela, 46 x 55 cm





Dia 12: inspirado em uma música, desafio da escrita, #PHpoemaday

12 06 2014

 

 

Cláudio Dantas ( Brasil, contemporâneo) Gerações, 2007, ost, 90x120Gerações, 2007

Cláudio Dantas (Brasil, 1959)

óleo sobre tela

 

Arpejo da memória

Há três semanas, passando por uma rua residencial, ouvi alguém ensaiando os acordes de Le Lac de Côme, no piano. E uma onda de memórias, muito antigas, de antes dos meus seis anos, borbulharam, trazendo com elas emoções há muito enterradas. Os arpejos desse noturno estão entre as minhas primeiras memórias musicais.

Sempre tivemos piano em casa, herdado de minha avó paterna. Por muito tempo ninguém tocava. Eu era muito pequena para aprender. Minha mãe havia estudado, mas não tinha jeito para a música. Só duas pessoas tocavam lá em casa: meu avô, que violonista e seresteiro na época de jovem boêmio, arriscava uma ou outra pequena melodia, e minha tia Yedda, que estudara piano quando adolescente, e tocava todo fim de semana quando nos visitava. Titia não dominava o instrumento. Sabia algumas músicas de cor. Depois do lanche sábados à tarde, quando ainda noivava meu futuro tio, minha tia se sentava ao piano e por um tempo dedicava-se a tocar o que sabia de memória. Danúbio azul, Pour Elise faziam parte de seu repertório, mas eu não gostava destas tanto quanto de Le Lac de Côme. Sua melodia é muito bonita, mas o que me fascinava era ver os acordes serem tocados em arpejo, com as mãos fazendo uma onda, o polegar tocando primeiro e o mindinho um segundo mais tarde… Aquele movimento, ondulante, me fascinava. E assim que meus pais conseguiram me colocar estudando piano, meu único objetivo era aprender a tocar aquela música. Nunca cheguei a contar para tia Yedda a influência que ela havia tido no meu aprendizado de música. Mas não importa, porque quando morreu, muitos anos depois ela já sabia que havia tido um grande impacto em minha vida, dessa vez, através das quartas-feiras de matinês no cinema do bairro.

Uma melodia é como perfume, intangível, mas cria raízes profundas na nossa memória.

©Ladyce West, Rio de Janeiro, 2014





Dia 11: O sertão, desafio da escrita, #PHpoemaday

11 06 2014

 

 

ROSÂNGELA MARASSI - Ipê amarelo - Óleo sobre telaIpê amarelo

Rosângela Marassi (Brasil, contemporânea)

Óleo sobre tela

 

 

Os ipês no sertão

 

Não me venha falar de tristeza
quando fala do sertão do Cariri.
Se você diz que a paisagem é cinza
é porque não conhece o sertão
patriótico na paisagem:
alegre, em flor, verde e amarelo.
É porque nunca viu o sertão de setembro;
o sertão dos ipês de puro ouro
salpicando felicidade na estação que se inicia.
Esses ipês renovam as esperanças no futuro
e alimentam a chama do amor à terra.
Quando vir as cores do sertão florado
Entenderá porque a bandeira do país
tremula no horizonte, lembrando o Cariri.

 

© Ladyce West, Rio de Janeiro, 2014





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

11 06 2014

E. Feitosa - Frutas - Óleo sobre tela - 60 x 80 cmFrutas, s/d

Eduardo Feitosa (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 60 x 80cm

www.eduardofeitosa.art.br





Dia 10: O mar, desafio da escrita, #PHpoemaday

10 06 2014

 

 

 

CAROL KOSSAK - Mar bravio - Óleo sobre tela - 38 x 46Mar bravio

Carol Kossak (Brasil, 1895-1976)

óleo sobre tela, 38 x 46 cm

 

 

Tema: O mar

 

O que há de mais selvagem em minha vida

 

 

Respeito o mar, sua força, sua paixão.
É profundo, imoderado, impetuoso e potente.
Cruel, enérgico, aniquilador e intenso.
Mar sereno não existe. É uma máscara.
Por trás da superfície calma há uma pujança brutal.
Ele hipnotiza e seduz. Mas é um mau amante.
É agressivo, destruidor, cruel. Feroz.
É o que há de mais selvagem em minha vida.

Suas ondas acarinham a areia para seduzir.
Molhe os pés, que belos tornozelos”, parece dizer.
“Venho beijar-te; não me canso de beijar-te.”
E no descuido, genioso e irritadiço, encapelado e bravio
Ele te leva, te ingere, te traga.
Ele te engole, te sorve, te consome e devora.
O mar, imenso, azul, verde, cinzento, faminto, enigmático e feroz
É o que há de mais selvagem em minha vida.


©Ladyce West, Rio de Janeiro, 2014.

 

 





Nossas cidades — Diamantina

9 06 2014

MARCIER,Emeric(1916 - 1990)CapelaImperialdoAmparo,Diamantina,1954,ost,81x65Capela Imperial do Amparo, Diamantina, 1954

Emeric Marcier (Romênia, 1916- França, 1990)

óleo sobre tela, 81 x 65 cm





Domingo, um passeio no campo!

8 06 2014

ANDERSON CONDE - café,ost,2009,80x100cmCafé, 2009

Anderson Conde (Brasil, 1967)

óleo sobre tela, 80 x 100cm

www.andersonconde.com.br





Flores para um sábado perfeito!

7 06 2014

Sylvio Pinto Vaso de Flores 41 x 33,5 cm - OSTVaso de flores, s/d

Sylvio Pinto (Brasil, 1918-1997)

óleo sobre tela, 41 x 34 cm





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

6 06 2014

Augustus Earle, vista de botafogo, 1832Vista da planície de Botafogo, 1832

Augustus Earle (Inglaterra, 1793-1838)

aquarela

Acervo da Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

4 06 2014

DIVA GRASSMANN - (Brasil, 1928)Natureza morta - óleo sobre tela - 38 x 55 cm - 1949 -Natureza morta, 1949

Diva Grassmann (Brasil, 1928)

óleo sobre tela, 38 x 55 cm