Outeiro da Glória visto da Praça Paris, 1938
Yoshiya Takaoka (Japão/Brasil, 1909-1978)
aquarela, 31 X 42 cm
Outeiro da Glória visto da Praça Paris, 1938
Yoshiya Takaoka (Japão/Brasil, 1909-1978)
aquarela, 31 X 42 cm
Sé da cidade de Sobral
José Nolasco Albano (Brasil, 1914 — ?)
aquarela, 28 x 40 cm
Hora da leitura, 2007
Beth Palser (EUA, contemporânea)
aquarela
Recentemente Dr. Katherine Rundell, autora de livros infantis e também pesquisadora sobre o poeta John Donne no All Souls College, Oxford, deu entrevista ao jornal inglês The Guardian, onde explica sua teoria: adultos deveriam ler livros para crianças e adolescentes.
Não pense que ela defende essa ideia pensando em censura para os livros que seus filhos devam ou possam ler. Nada disso. Ela acredita que nos beneficiamos ao ler essas obras porque livros infantis lembram aos adultos o que é sonhar, desejar o impossível, pensar no que talvez não seja tão impossível. Acreditar que pode haver justiça, amor, aventura e felicidade. E também a ter esperança.
Tudo indica que ela não está sozinha nesta volta as livros da infância. O mercado livreiro na Inglaterra mostra um aumento substancial de vendas de livros infantis para adultos. Numa pesquisa feita pelo jornal The Observer em 2018, foram vendidos 10 milhões e meio de livros de ficção para crianças, para serem lidos por pessoas acima dos 17 anos. Isso reflete um aumento de 42% sobre 2015, quando só 7 milhões e 400 mil livros de crianças foram comprados para serem lidos por adultos.
Katherine Rundell acredita que isso faz parte do processo de auto conhecimento, de se voltar a ter contato com a criança que fomos. “Leia essa ficção e veja o mundo com olhos duplos: os seus e os da criança em você.” Porque ler é uma das primeiras atividades que fazemos por nós mesmos. Ler os livros infantis que nos encantaram nos lembra de quem éramos quando criança, e mostra os elementos que fizeram a pessoa em que você se transformou.
Para leitura completa do artigo:
Vaso de flores
Ana Cristina Elias (Brasil, 1960)
Aquarela, 35 x 50 cm
Cidade de Goiás
[Da série Quintas de Goiás]
Ana Cristina Elias (Brasil, 1960)
Aquarela, 28 x 38 cm
Grey e Wilkes
Judy Nunno (EUA, contemporânea)
aquarela sobre papel, 75 x 55 cm
Praça Paris, RJ, 1951
Augusto Seabra (Brasil, ? -?)
aquarela sobre papel, 8 x 12 cm
Torre de água e velhas marquises
Paul Garfunkel (França/Brasil, 1900 – 1981)
aquarela e nanquim sobre papel
Vida na montanha no outono, 1970
Zhang Daqian (China, 1899 -1983)
pergaminho montado e enquadrado, tinta e cor sobre painel dourado japonês
58 x 43 cm
Coleção Particular
Um dos mais colecionados artistas chineses nas últimas décadas, Zhang Daqian, nasceu na província de Sichuan, veio de família de artistas e foi com sua mãe e irmãos mais velhos que aprendeu a pintar. Seguiu o tradicional aprendizado copiando grandes mestres, e aos poucos favoreceu o conhecimento de dois grandes artistas chineses Shitao (1642-1707) e Bada Shanren (1626-1705). Em 1941 sua vida artística deu uma importante virada: foi estudar, acompanhado de outros artistas, por dois anos consecutivos o mural de pinturas budistas nas cavernas de Mogao e Yulin em Dunhuang. Este estudo o transformou em grande conhecedor e colecionador de arte.
Durante a Guerra Sino-Japonesa, estudou a tradicional pintura de figuras Tang-Song e a antiga pintura de paisagem monumental. Aprendeu tecnicas que usaria mais tarde em seu próprio trabalho, tornando-se particularmente conhecido por suas pinturas de lótus, inspiradas em obras antigas.
No entanto, na década de 1950, quando começou a ter um problema de visão, Zhang Daqian passou a utilizar a antiga técnica de pintura chinesa do espirro. Ou seja, depois de embeber o papel de sua aquarela com água, o pintor então espirra tinta que se espalha de maneira errática, mas mesmo assim ainda um tanto controlada pelo pintor. E daquela “mancha” colorida no papel, o pintor então produz o trabalho dando-lhe dimensões, perspectivas e sentido. De todos os seus trabalhos, estes são os mais valiosos.
Proibido de voltar à China desde 1949, por causa do clima político, Zhang residiu em vários lugares, incluindo Mendoza, na Argentina, São Paulo, Brasil, Carmel, Califórnia até se estabelecer definitivamente em Formosa, onde faleceu.
A aquarela acima é um bom exemplo das cores se misturando para formar a montanha em que vemos em seu cimo uma pequena aldeia. Todas as cores da montanha foram misturadas e trazidas à cena pela técnica do espirro. Para nós do Ocidente essa técnica lembra a dos expressionistas abstratos da década de 1950, onde o acaso (até certo ponto controlado) tem papel de importância no resultado final.
Há na internet diversos vídeos com o pintor Zhang Daqian demonstrando sua maneira de pintar. Vale a pena procurar.

Charles Dickens, 1843
Margaret Gillies (Inglaterra, 1803-1887)
Aquarela e guache sobre marfim