Vulcões entram em erupção nas ilhas Galápagos

13 04 2009

vulcao-diagramaDiagrama de um vulcão em erupção.

 

 

 

O vulcão Fernandina, situado em uma ilha homônima do arquipélago equatoriano de Galápagos, entrou em erupção, informou no dia 11 de abril o Instituto Geofísico local.

 

O Fernandina, que já entrou em erupção em 2005, se reativou na noite de ontem, o que pôde ser percebido hoje de manhã por guardas do Parque Nacional Galápagos (PNG) e por turistas que navegavam perto da ilha.

O Instituto Geofísico informou em relatório que funcionários do PNG e de outras entidades locais sobrevoarão a região para determinar a localização exata do centro da erupção, avaliar a possível extensão dos fluxos da lava e seu provável impacto na fauna e na flora.

O Fernandina, de 1.476 metros de altura, é o vulcão mais a oeste do arquipélago e está em uma região desabitada, embora a ilha em que se encontre abrigue espécies de flora e fauna protegidas.

A população mais próxima ao vulcão é Puerto Villamil, a cerca de 90 quilômetros de distância, que é a capital da Ilha Isabela.

 

 

galapagos

 

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Já nas últimas 48 horas um novo vulcão entrou em erupção nas ilhas Galápagoso vulcão La Cumbre.  Este entrou em atividade, ontem, domingo de Páscoa, e coloca em perigo a fauna das ilhas classificadas como patrimônio natural da Humanidade, anunciaram hoje as autoridades do parque natural das Galápagos.

 

É provável que as iguanas terrestres e marinhas e outras espécies como o lobo do mar sejam afetados já que a lava chegou praticamente até ao mar“, avançou o organismo em comunicado.

 

A erupção, que ocorreu sábado no lado sudoeste da ilha Fernandina, formou um manto de lava de 200 metros de largura e 10 de comprimento.

 

O vulcão La Cumbre, de 1.463 metros de altura, cobre quase toda a ilha Fernandina, situada a cerca de 1.000 km das costas do Equador, no Pacífico.

 

A ilha constitui o habitat de iguanas terrestres e marinhas, pingüins, tentilhões e lobos do mar, entre outras espécies.

 

 

 

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Vulcões, outras postagens neste blog:

 

Llaima, Chile

Tonga, Ilha no Pacífico





Filhotes de dragões de Komodo nascidos e felizes!

24 03 2009

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Dragão em Patópolis, ilustração Walt Disney.

O jardim zoológico Surabaya, na Indonésia, apresentou nesta terça-feira filhotes de Dragões-de-komodo (Varanus komodoensis) nascidos há cinco dias.  O zoológico havia incubado 14 ovos de dragões-de-Komodo, a maior espécie viva de lagartos.  Esta foi a segunda vez que os dragões foram incubados  fora de seu habitat natural. Os animais fazem parte de um projeto do zôo para preservação da espécie.

 

O dragão-de-komodo é uma espécie vulnerável de lagarto que está na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN). Há aproximadamente 4,5 mil dragões-de-komodo na natureza. Cerca de 40 filhotes do animal nasceram este ano em Surabaya.

 

Os dragões-de-Komodo são encontrados no leste do país, na ilha de Komodo e em pequenas ilhas do arquipélago de Nusa Tenggara. Quatorze ovos do animal foram incubados, elevando a 41 o número de répteis em sua coleção. Em sua primeira tentativa, na década de 90, o zoológico conseguira incubar 13 ovos.

 

 

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Fonte: Reuters

 

 

Todos os ovos haviam sido coletados em setembro de 2007  das jaulas em Komodo.  14 foram chocados e só  um não teve sucesso.  Estes lagartos são capazes de se reproduzir sem serem fecundadas por um macho.  Especialistas, britânicos já haviam demonstrado em na revista científica Nature, que haviam detectado o processo de reprodução assexuada, conhecido como partenogênese, em duas fêmeas dessa espécie que viviam em cativeiro em dois zôos britânicos, isoladas dos machos.

 

Esta descoberta foi importante  para compreender como os répteis são capazes de colonizar novas áreas, além de mostrar maneiras como a espécie poderia ainda ser colocada de volta em seu habitat saindo da lista de espécies em perigo de extinção.  

 

 

 

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Fonte: Reuters

 

 

Os dragões de Komodo são  naturais de ilhas vulcânicas de clima árido e pouca chuva, e têm um senso olfativo muito apurado para caçar. Os filhotes pesam de 140g a 170g cada e podem chegar ao peso da 100kg, medindo até 3m de comprimento. 

 

Calcula-se que existam no mundo menos de quatro mil dragões de Komodo (Varanus komodoensis).  Eles estariam, em sua maioria, nas ilhas indonésias de Komodo, Flores e Rinca. Excelente nadadores, estes lagartos são predadores eficazes, capazes de caçar grandes presas, já que sua técnica consiste em morder a presa e deixá-la ir embora. Sua saliva contém uma flora bacteriana que causa a morte da presa por septicemia dois ou três dias após o ataque. Passado este tempo, os dragões têm apenas que seguir com o olfato o rastro do animal morto.





Crise econômica aumenta vendas de perucas para animais

20 03 2009

cachorrinho-ilustracao-de-mauricio-de-sousa-2Ilustração de Maurício de Sousa

 

 

As perucas caninas viraram moda nos Estados Unidos, principalmente como diversão barata num período de crise econômica.  Uma empresa da Califórnia, que havia criado em 2007, um novo produto para o mercado de acessórios para animais de estimação: as perucas para cães, recebeu tantos pedidos,  que suas donas, as empresárias Jenny e Crissy Slaughter decidiram começar a produzir as perucas em maior escala.

 

 

 

 

peruca-cao-2

 

 

Cada peruca custa, em média, US$ 30 (cerca de R$ 69). Atualmente, elas já são vendidas em seis países, e outras empresas americanas passaram a produzir acessórios semelhantes para cães e gatos.  As primeiras perucas foram inspiradas nos cabelos de celebridades como Paris Hilton e a modelo Bettie Page. Atualmente, a empresa conta com mais modelos, que incluem uma peruca afro e outras coloridas.

 

O mercado de acessórios para animais de estimação vem crescendo de maneira significativa. Marcas famosas como Gucci, Burberry e Louis Vuitton já dedicaram coleções especiais a essa nova moda.   Além das perucas, acessórios como sapatos, óculos de sol, coleiras customizadas e roupas também estão disponíveis para os animais de estimação.

 

Fonte: BBC Brasil





Tigres têm seus próprios códigos de barras!

19 03 2009

codigo

 

 

Graças às suas listras, não há dois tigres iguais. Grupos de preservação que monitoram a população de tigres aproveitam esse fato usando “armadilhas” com câmeras sensíveis a movimento para fotografar e identificar tigres a partir dos padrões de seu pêlo. A informação é usada para estimar o tamanho e densidade da população, entre outros fatores que afetam planos de conservação.

 

Mas usar os olhos para comparar uma imagem a muitas outras de um banco de dados leva tempo e se torna mais difícil à medida que o banco cresce. Por que não informatizar o processo?

 

 

tigres

 

 

 

 

 

Lex Hiby, do Conservation Research Limited da Inglaterra, e Phil Lovell, da Universidade de Saint Andrews na Escócia, fizeram exatamente isso, com a ajuda do especialista em tigres K. Ullas Karanth e colegas do programa indiano da Wildlife Conservation Society. Usando um programa desenvolvido originalmente para identificar focas-cinzentas, eles inventaram um sistema que pode correlacionar padrões de listras de tigres, vivos ou mortos.

 

Se não existem dois tigres iguais, não há tampouco duas fotografias de tigres iguais – postura, câmera, ângulo e outros elementos podem variar enormemente. O software compensa essas diferenças usando um modelo tridimensional da pele do animal e, em efeito, aplainando-o.

 

O usuário cria o modelo apontando a localização do quadril, ombro e cauda em uma imagem na tela do computador. O computador faz o resto, comparando as listras em uma porção da foto a um banco de imagens. Em testes descritos em artigo na Biology Letters, o programa identificou no banco mais de 250 tigres em imagens tiradas em duas reservas indianas. Os programa foi preciso em cerca de 95% da vezes, e pareou imagens tiradas com sete anos de diferença.

 

O software também pode ser útil para localizar caçadores ilegais, identificando a hora e o lugar que um tigre foi fotografado vivo pela última vez.

 

 

Tradução Amy Traduções.

 

Portal Terra

 

New York Times

 

OBSERVAÇÃO PEREGRINA: Será que o programa não pode ser aplicado às zebras, aos okapis e quem sabe até a peixes como o Acará Bandeira?

 

codigo_de_barras





Algumas novidades velhinhas, velhinhas…

14 03 2009

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Ilustração: Walt Disney

 

 

 

 

 

Você sabia que há no mundo alguns animais que mudaram muito pouco em milhões e milhões de anos?  Que sua evolução está praticamente estacionária?  Pois há pelo menos doze destes animais.  Alguns mais conhecidos que outros, entre eles estão o crocodilo, o nautilus e o ornitorrinco.   Para ver a lista e as fotos de todos eles, clique aqui:  WIRED

 

Abaixo duas imagens de alguns belos exemplares destes fósseis com vida!

 

 

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 Foto: Flicker/Kevin Law

 

 

O mais comum e numeroso dos fósseis vivos, o crocodilo, que quase não sofreu nenhuma mudança desde que os dinossauros viviam na Terra, ou seja, não mudaram praticamente nada em 230 milhões de anos.

 

 

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 Foto: Flicker/Ethan Hein

 

 

A beleza, a exatidão do desenho da concha do nautilus, que na antiga Grécia era um símbolo de perfeição, mudou muito pouco nos últimos 500 milhões de anos. 

 

 

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Um dos poucos mamíferos muito antigos é o ornitorrinco, que há mais de 110 milhões de anos, mantem a aparência estranha: mamíferos com bico de pato, que põem ovos e tem veneno nas esporas das patas!





Quadrinha para crianças, sobre animais

10 03 2009

animais-selvagens

 

 

Dizem sempre nossos pais

frases de grande razão:

Maltratar os animais

prova ter mau coração.

 

Leonor Posada

 

 

 

Leonor Posada, (Cantagalo, RJ 1893 – Rio de Janeiro, RJ, 1960) Poeta, teatróloga, professora.

 

Obras:

 

Plumas e espinhos,  poesia, 1926

Leituras cívicas, didático, 1943

Guia de redação, didático, 1953

Serenidade, poesia, 1954

Os primeiros passos na redação, 1956

 

 

Em: Terra Bandeirante: a vida na cidade e na roça no Estado de São Paulo, 2° ano, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir:1954

 

 

 

Outras quadrinhas neste blog:

 

 

Ser criança

O dia

Gato e rato

Passarinhos





Você já ouviu falar de um mamífero venenoso?

9 01 2009

solenodon_fernandez_466

 

Você já ouviu falar de um mamífero venenoso?  Ah! Mas ele existe!  E recentemente o Hispaniolan solenodon, [ Musaranho Solenodon] foi filmado no seu habitat.  Veja a fotografia.  Ele parece uma grande toupeira ou musaranho; a diferença é que ele injeta um veneno na sua presa quando morde.  O veneno sai através de dentes especializados.   Pouco se conhece deste animal que tem um nariz comprido, habita algumas ilhas do Caribe e que está entre os animais com perigo de desaparecerem por causa do tombamento de florestas, pela caça e também pela introdução de novas espécies na ilha.  

 

O musaranho foi visto e filmado por pesquisadores da Durrell Wildlife Conservation Trust  e a Ornitological Society of Hispaniola no verão de 2008 na Republica Dominicana.   Os pesquisadores foram capazes de tirar suas medidas e seu DNA antes de retornarem o bichinho ao mato.  Ele é um animal notívago que come insetos. 

 

 

solenodon

 

 

Baseado no artigo de Rebecca Morelle, jornalista de ciências da BBC.  Para o vídeo e o artigo integral, clique AQUI.





Unicamp interpreta as vozes dos animais!

29 10 2008

A Universidade Estadual de Campinas [Unicamp] apoiada pelo CNPq/MCT, acaba de desenvolver um software capaz de interpretar a vocalização dos animais suínos, bovinos e aves, identificando se estão com frio, fome ou sob algum tipo de estresse.

O software que está em fase de patente terá um custo barateado para ser usado como instrumento na busca do bem-estar animal.

Alguns dados interessantes foram mencionados no artigo em que este post de baseia, do Jornal do Comércio, de 29/10/2008, versão impressa, página B-11.  Por exemplo:  “pintinhos nas primeiras três semanas,  têm uma tendência para sonorizar menos quando estão expostos a um ambiente com conforto térmico.  Quando a temperatura diminui, a freqüência de vocalização vai aumentando, ” disse Irenilza de Alencar Naas, pesquisadora e coordenadora do projeto.

Também bezerras mais jovens apresentam  maior estresse com a separação da matriz.  E os pesquisadores registraram cinco tipos diferente de gritos no repertório dos leitões.

Ao que parece, a data de nos comunicarmos com os animais está próxima.





Diversificação à vista nos testes de DNA!

20 09 2008
Ilustração de Eva Furnari.

Ilustração de Eva Furnari.

 

Cada qual sabe onde o sapato lhe aperta, não há dúvidas.  E às vezes até  surpreende!  Enquanto programas populares na televisão brasileira exploram a dúvida de maridos sobre a paternidade dos filhos e convocam famílias para lavarem suas roupas sujas em frente a milhões de telespectadores, para por fim através de um teste de DNA provarem ou não a identidade do pai. Numa outra parte do mundo, na cidade de Pitah Tikva, o governo achou um novo uso para o exame de DNA: policiamento dos cachorros que sujam as calçadas da cidade.  

 

Como?  Onde?  O que é Pitah Tikva?  É uma cidade de aproximadamente 190.000 pessoas, próxima a Tel Aviv em Israel.  Aparentemente esta metrópole tem um problema sério com os dejetos caninos deixados nas ruas.  Tanto, que acabou de lançar um programa em que as fezes encontradas nas calçadas serão levadas a laboratório. Um exame de DNA identificará o cachorrinho infrator.  E através desta identificação seu dono será multado!  O programa também dará prêmio a quem fizer bom uso dos locais para o depósito de fezes caninas.

 

Nos próximos seis meses a cidade estará fazendo este tipo de controle sanitário.  Depois deste período irão decidir se o programa vale ou não a pena.  A idéia foi de Tika Bar-On, Chefe de veterinária da cidade.  Ele também acredita que este sistema será útil em desenvolver pesquisa sobre doenças genéticas, identificação de animais e outros dados úteis para a  boa administração da cidade.

 

Os donos de cachorros terão que levar seus animais de estimação para que seus DNAs sejam identificados.  Com referência de registros e endereços dos donos nos bancos de dados será muito mais fácil conseguir multar os donos que insistirem em sujar as calçadas que são usadas por toda a comunidade.

 

Os donos que colocarem as fezes de seus animais nos receptáculos especialmente reservados para este fim serão por outro lado reconhecidos pelo seu bom comportamento cívico e estarão sujeitos a ganhar prêmios pelo exemplo de cidadania.

 

Resta, agora, esperarmos para ver os resultados da iniciativa. 

 

Para ler todo o artigo da Reuters, clique aqui.