Imagens em 3D mostram detalhes de aranhas pré-históricas

7 08 2009

aranha fossil

 

Com equipamento de tomografia, e alguns programas de computação gráfica, cientistas do Imperial College London criaram imagens tridimensionais de fósseis de duas espécies de aranhas que viveram há 300 milhões de anos.  As espécies Cryptomartus hindi e Eophrynus prestvicii são “parentes próximas” de aranhas modernas.

As imagens tridimensionais revelaram detalhes até então desconhecidos das criaturas, como mecanismos de defesa.  Mostraram que as aranhas tinham hábitos predadores, e deram aos cientistas uma idéia melhor do que se passava no período, anterior ao dos dinossauros. Os resultados foram publicados na revista especializada Biology Letters.

Ao todo foram feitas umas 3 mil imagens de cada fóssil.  O programa de computação desenvolvido pelo Imperial College London foi usado para juntar todas as imagens em um modelo virtual único, detalhado e tridimensional das aranhas.

As imagens tridimensionais revelam que as patas dianteiras da Cryptomartus híndi, direcionadas para frente, sugerem que a aranha poderia usá-las para agarrar as presas e que o animal, era provavelmente, “um predador que caçava por emboscada” como o faz a moderna aranha caranguejeira, quando aguarda, escondida,  a aproximação da presa.

Conclusões também foram feitas sobre a Eophrynus prestvicii, que evidentemente tinha espinhos nas costas, como medida de defesa para torná-la menos palatável aos anfíbios, que seriam seus predadores naturais.

 

FONTE:  Terra





Ellen van Deelen e a ética dos treinos de animais

30 07 2009

rato no pianoEllen van Deelen, Rato ao piano.

 

Num dia de poucas notícias, algumas coisas diferentes aparecem nos portais dos grandes jornais.  Este foi o caso da BBC Brasil que hoje trouxe aos olhos do leitor brasileiro o trabalho da fotógrafa holandesa Ellen van Deelen, em que ratos com pequenos instrumentos musicais são fotografados como se estivessem de fato fazendo solo numa pequena orquestra. 

 

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Ellen van Deelen, Rato fautista.

 

O trabalho de Ellen van Deelen, que mora em Roosendaal na Holanda,  já é bastante conhecido aqui e fora do Brasil, como atestam as dezenas de fotografias, de sua autoria, encontradas na web.  Reconheço que há algo interessante e por uma fração de segundo, talvez até menos, a mente do observador possa se interessar.

 

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Ellen van Deelen, Rato saxofonista.

 

No entanto, esses animais retratados não passam de pequenos roedores.  Ratos propriamente ditos que não podem nem se classificar como camundongos porque são grandes demais.  E eu me pergunto:  onde estão os defensores dos direitos dos animais quando alguma coisa como essa é engendrada?

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Ellen van Deelen, Ratos com acordeão.

 

Quando por muitos anos tive um antiquário nos Estados Unidos, minha companhia era uma das companhias contribuintes para a SPCA, [sociedade de proteção de animais].  Minha loja tinha um cachorro dentro da loja, (lá é permitido) todos os dias.  Eles eram cachorros dos funcionários, que faziam o rodízio de segunda a sábado de comum acordo com a administração.  Meu antiquário era conhecido por seus membros caninos:  Garth, um fox-terrier, por Max, um sheltie, e por Pebbles, um spaniel King Charles.  Outros membros da companhia tinham gatos, mas esses não faziam rodízio, já que não eram treinados para ficarem quietinhos.  Dou esta relação toda de antemão, para dizer que gosto de animais.  No entanto, acho a personalização de animais de estimação: o vestir, as botinhas, as sainhas, os laçarotes, uma anomalia do comportamento de um dono de animal de estimação.  Como o conhecido Cesar Milan, do programa de televisão O Encantador de Cães, não se cansa de dizer, cães, cachorrinhos de estimação, não são bonecos com os quais brincamos de vestir e fantasiar.

 

Cesar Milan e um monte de cachorros

Cesar Milan, O Encantador de Cães, e alguns de seus cachorros.

 

Daí, aparece Ellen van Deelen, que é uma excelente fotógrafa.  Basta ver suas fotos de insetos, pessoas, pássaros para perceber.  Mas que explora este tênue caminho entre o fotógrafo que como ela mesma diz testemunha a natureza e a obra divina: “Como sou cristã, espero que minhas fotos mostrem um pouco da linda criação de Deus“.  

 

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Ellen Van Deelen, Joaninha.

 

Há um apelo muito grande para o marketing nessa carreira profissional de fotógrafa que me desagrada profundamente, porque extrapola o mundo natural e cria à custa de um treinamento à base de premiação com comida, animais que mudam o seu comportamento para que agradem às nossas fantasias.  Animais que não tem nada a ver com um saxofone ou um carrinho de bebê, ou qualquer outra característica humana, são obrigados a se comportarem de uma maneira esdrúxula ao seu  mister.  Para isso, existem os ilustradores, que, esses sim, sem abusar da relação homo sapiens e animal, podem dar largas à imaginação e colocar um coelho com um relógio na história de Alice ou pato vestido de marinheiro como Donald.  

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Quatro gatinhos felizes, ilustração de Elizabeth Webbe, 1956.

 

Isso tudo me parece mais um desrespeito à obra da Natureza, do que uma reverência.  E antes que me perguntem: não, não acho esses ratos engraçadinhos.

FONTE: Portal Terra, BBC Brasil





A crise econômica afeta os animais dos zoológicos nos EUA.

28 07 2009

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Desde abril deste ano, que a rede de notícias ABC tem dedicado algumas de suas reportagens ao sofrimento dos grandes zoológicos dos EUA a partir da crise econômica.  Com seus orçamentos sofrendo grandes cortes, não só no financiamento dos governos como nas doações de instituições particulares, os zoológicos se vêem numa situação difícil tendo que escolher entre os empregos dos funcionários ou a eliminação de alguns animais de suas coleções.  Tudo isso acontecendo justo no momento em que famílias, limitadas nos seus orçamentos por causa da crise, têm procurado os parques zoológicos como um bom entretenimento, de custo baixo, apropriado a bolsos mais esquálidos, neste período de férias de verão.  

 

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Cisnes, veados, antílopes, porcos-espinho, guanacos e morcegos, por exemplo, estão entre os animais que sairão das coleções do Zoológico do Bronx, em Nova York, que por incrível que pareça é mantido por uma das maiores instituições de preservação da natureza, a Wildlife Conservation Society.

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O zoológico do Bronx, que tem 114 anos de existência, é um dos mais conhecidos e considerados zôos do mundo, mas mesmo assim sofre com a economia periclitante no país.   Como ponto turístico de valor, sua administratção teme que a instituição venha a ser conhecida como um zoológico sem animais.   Desde que a WCS reduziu seu orçamento anual por 15 milhões de dólares, cortes tiveram que ser feitos.  O zoológico do Bronx não é o único a sofrer durante a crise.  Outros zôos dos estados de Kansas, Connecticut, Missouri, Maryland acham-se em circunstâncias semelhantes, tendo que lidar com orçamentos minguantes e gerenciamento de dietas e nutrição para seus hóspedes do mundo animal.  Além disso, qualquer corte feito não pode retirar das exposições as principais atrações para o público porque aí sim, este público deixaria de vez de visitar os parques zoológicos e contribuir para o orçamento de manutenção dessas instituições com o valor das entradas e dos gastos nas lojas de lembranças.  É uma verdadeira saia justa que cada administrador de zoológico tem que considerar.  

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Na maioria dos casos quem sofre primeiro são os humanos.  Viagens, treinamento, propaganda, serviços profissionais e almoxarifado foram reduzidos.  Depois disso, se um equilíbrio financeiro não é encontrado, são os animais que sofrem pequenos cortes.  Estes vêm em geral na redução de gastos de manutenção, com ênfase dada a uma dieta menos variada.  E alguns são escolhidos para irem para outro endereço.  

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A maioria dos diretores de zoológicos sabe que retirar animais de suas coleções dilui o valor da instituição.   Mas o que não podem aceitar é ter que se descuidarem dos animais.  Este é o limite para todos os zoológicos.  Todos vêem a segurança e a saúde de seus animais como item de primeira ordem.  Mas as instituições estão sofrendo e ver que o zoológico do Bronx, mantido pela WCS, sofre com a crise econômica tanto quanto outros zôos, está soando um sinal de alarme para toda a sociedade americana.  

Fontes:

ABC  — 30/4/2009

ABC  — 11/7/2009





Chocolate de leite de camela ?!?

26 07 2009

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Camelo, ilustração de Steven Noble (EUA).

 

Quando morei em Oran, na Argélia, tive a oportunidade de me familiarizar um pouco mais com os camelos, que até então só conhecia de zoológicos.  Ou seja, passei a vê-los no dia a dia, não dentro do perímetro urbano, afinal Oran era uma cidade moderna de mais de um milhão de habitantes.  Mas como animal de carga, vi muitos camelos nos arredores da cidade, assim como nas aldeias.  Eles não me deram uma boa impressão.  São muito altos, grandes mesmo, e têm um odor peculiar tão intimidante quanto sua altura. Alguns poderiam dizer uma inhaca, uma catinga que penetra nas narinas de visitantes – como eu — e não quer mais largar…   Ruminantes que são, parecem em perpétuo comer, e enquanto mastigam, seus lábios se embabadam para os lados e para a frente de uma maneira pouco atraente.   Cospem com freqüência e seu relincho (camelo relincha?) é sofredor, dá pena.  Não quero desmoralizar esse animal.   Sei da importância que tem para a sobrevivência do ser humano em condições extremas e reconheço seu enorme valor para os moradores do deserto.  Estou simplesmente dando a minha impressão, reiterando os meus preconceitos de cidadã urbana, do mundo ocidental, quando confrontada com tamanha besta.  Por isso mesmo fiquei surpresa de ver que a Al Naasma – uma companhia de Dubai, especializada em chocolates feitos com o leite do camelo, que começou tal produção em 2008 —  tem planos de expansão de mercado incluindo entre seus futuros parceiros outros países árabes, a Europa, o Japão e os Estado Unidos.  E não pretende vender chocolate para qualquer um.  Seus chocolates poderão ser adquiridos, se as negociações em progresso se cristalizarem, na famosa loja Harrods em Londres, ou na conhecida Chocolate Covered, boutique de chocolate da cidade de  São Francisco.  

 

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Procurei ir um pouquinho mais a fundo nesse plano para saber das razões que levariam alguém a comprar chocolate de leite de camela.  Por que, além do simples modismo, alguém se daria ao trabalho de procurar adquirir mais de uma vez, ( não há negócio que possa sobreviver sem o comprador que repete a sua compra) esse singular produto?  E descobri coisas incríveis:  o leite de camela tem 5 vezes mais vitamina C do que o  leite de vaca, tem muito mais ferro do que o leite de vaca, menos gordura, menos lactose e mais insulina.  Além disso é rico nas vitaminas que fazem o complexo B.   Talvez mais importante que tudo já mencionado é que o leite de camela leva a fama de ser um ótimo restituidor de forças, recuperador de ânimo para doenças sérias, recuperador da virilidade masculina e grande afrodisíaco.  Isso o faz um produto excepcional.  O leite de camela aparece como um ótimo produto para diabéticos assim como para aqueles que apresentam intolerância à lactose.   Os chocolates produzidos com o leite de camela, pela companhia Al Naasma, não têm conservantes ou aditivos químicos.   São adocicados com mel e produzidos com coquinhos e especiarias do Oriente Médio.  

Não.  Não pense que esse discurso é um anúncio pago pela companhia de Dubai.  Minha influência não é tão grande, mas a minha curiosidade sobre novos projetos de auto-sustentação é grande.  

 

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Camelo, ilustração de Nilesh Mistry.

 

No meio dessas descobertas li que é muito difícil tirar o leite de camelas.  De acordo com um artigo de 22/7/2009 do Wall Street Journal, Uma fã de leite de camela sofre para começar uma fazenda de gado camelo [A Fan of Camel Milk Struggles to Start a Drome-dairy], as camelas sentem cócegas nas regiões próximas às tetas, movem-se muito e podem de repente se deitar no chão, no meio do processo de tirar o leite.  Além disso preferem dar leite quando há cria por perto.  Sem um bebê camelo é mais difícil a camela dar leite.  Até hoje poucas são as fazendas leiteiras que usam maquinaria na extração do leite de camelo.  A mais conehecida é a companhia The Camelicious [O Camelicioso], uma companhia de Dubai, que desde 2006 vende leite de camela com sabores açafrão ou tâmara.   Outra característica do leite de camela para os produtores é que em média a camela produz 7,5 litros de leite por dia.  Quando se compara com a produção de uma vaca leiteira, em média 26,5 litros/dia, poderíamos dizer que não parece um investimento atraente.

No entanto, isso não está desanimando novos criadores rurais.  Principalmente quando há grande demanda tanto para o leite como para o chocolate feito com o leite de camela.  Essa procura vem dos países ricos do Oriente Médio, do Japão e da Europa.  Por isso mesmo, pessoas como Millie Hinkle, entrevistada pelo Wall Street Journal em Raleigh, Carolina do Norte, estão à cata de aprovação pela FDA [Food and Drug Admnistration] para poderem vender o leite de camelo dentro dos EUA.  A produção de seu rebanho de 40 camelos já estaria toda vendida caso o leite de camelo já tivesse sido aprovado para comércio nos EUA.  Há muito interesse.  Há muita procura.    Em 2006, a ONU projetou  em 10 bilhões de dólares o total de vendas globais de leite de camela e recomendou que o Oriente Médio se dedicasse a essa atividade para melhoria econômica.  Evidentemente não só os habitantes do Oriente Médio estão com os olhos abertos para a oportunidade.  Já há interesse na produção de leite de camela nos EUA, que como o Brasil, não têm camelos naturalmente.  Será que haverá alguém, aqui no Brasil, interessado em se dedicar à produção de leite de camela?   Fica aqui a idéia e os votos de sucesso.  Quanto a mim, a não ser que o meu médico recomende, acho que ficarei com os meus próprios preconceitos.  Vai ser difícil esquecer de onde vem esse leite.  Rs…

FONTES: 

Reuters

The Wall Street Journal





Depois dos équidnas, vejamos o ornitorrinco (platipus)…

11 06 2009

platypus8Desenho ilustrativo de um ornitorrinco.

 

Não há nada igual. Quando exemplares do ornitorrinco (Ornithorhynchus anatinus), também chamado por alguns de platipus,  foram enviados da Austrália para a Inglaterra, em 1798, causaram tamanho espanto que os cientistas britânicos consideraram se tratar de uma farsa.   Não é para menos, pois o estranho animal desfila uma lista de características inusitadas. Para começar, é um mamífero que põe ovos. Apesar de pôr ovos em vez de dar à luz filhotes vivos, o ornitorrinco é um mamífero. A fêmea alimenta os filhotes com seu leite, como os outros mamíferos, mas há uma diferença importante em relação aos mamíferos placentários: as fêmeas deste animal não têm mamilos e suas crias sugam o leite materno através dos poros existentes em meio a pelagem da barriga.

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Austrália e Ilha da Tasmânia, onde podemos encotrar os ornitorrincos.

Este curioso animal combina um couro espesso e macio que cobre todo o seu corpo protegendo-o debaixo de águas geladas.   Seu bico não é ósseo, mas coberto por uma membrana sensível.  Além disso tem um sistema sensorial usado para buscar alimentos na água.  O bico fica onde na maioria dos outros mamíferos estão o nariz e os beiços.  Com este bico o ornitorrinco, que é carnívoro, apanha no fundo dos riachos, moluscos, vermes de girinos, crustáceos, peixinhos e alguns insetos aquáticos, que são seu principal alimento. Ele usa o bico como uma ferramenta para procurar na lama sua comida. As placas córneas das maxilas são usadas para mastigar e como no pato, eles não têm dentes. Mas quando as crias dos ornitorrincos estão dentro de um ovo, possuem um dente na ponta do bico chamado dente do ovo. Com ele podem perfurar a casca do ovo. Pouco tempo depois do nascimento este dente cai.

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Seus pés, tanto os dianteiros como os traseiros têm garras. A fêmea usa as garras para cavar, na margem de um rio ou outro curso de água, um longo túnel – que às vezes chega a 1,80 m de comprimento, onde constrói o ninho. Põe de um a três ovos, de dois a 2,5 cm de comprimento. Os ovos são moles, de casca coriácea, como os das cobras e tartarugas. Quando os ovos se abrem, a fêmea usa a cauda para manter os filhotes junto ao seu corpo e, então, amamentá-los. Ela amamenta os filhotes durante quatro meses.  Neste período eles crescem bastante.  Nascem com menos de 2,5 cm e chegam a 30 cm de comprimento antes de serem desmamados. Os filhotes não têm pêlos quando nascem e permanecem no ninho durante vários meses.

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O ornitorrinco macho tem uma garra oca, ou esporão, em cada pata posterior. Os esporões são ligados a glândulas de veneno, que disparam para afugentar predadores ou competidores. O ornitorrinco arranha e envenena seus inimigos com esses esporões.

Membranas crescem entre os dedos das quatro patas do ornitorrinco. As membranas das patas dianteiras crescem muito além dos dedos, como espessas abas de pele. Os pés palmados e a cauda fazem do ornitorrinco um bom nadador e mergulhador, capaz de ficar debaixo da água por cinco minutos. Dentro da água seus olhos e ouvidos se fecham.  Quando necessita usar as garras dianteiras para cavar, o ornitorrinco dobra para trás as abas da membrana, para deixar os dedos mais livres.   Um animal adulto chega a ter 60 cm de comprimento, incluindo a cauda de cerca de 15 cm. A cauda, em forma de remo, ajuda o animal a nadar.

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Tudo isso tem aguçado, desde o século XVIII, o interesse da ciência por este  representante da ordem dos monotrematas. Estudos sobre o genoma do ornitorrinco, o estranho animal com pele, pêlos, bico de pato, rabo de castor e patas com membranas, apontaram que o animal é, ao mesmo tempo, um réptil, um pássaro e um mamífero. Agora, um grupo internacional acaba de dar a mais valiosa contribuição ao conhecimento do ornitorrinco, com o seqüenciamento de seu genoma.

Publicada na edição de 8 de maio da revista Nature, a análise revela que as características únicas do animal não se resumem ao seu exterior, mas são também destacadas geneticamente. A seqüência foi comparada com as do homem, camundongo, cão, gambá, frango e lagarto.

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Os pesquisadores descobriram que o genoma do ornitorrinco tem aproximadamente o mesmo número de genes que codificam proteínas que o genoma dos demais mamíferos – cerca de 18,5 mil. Ele também compartilha mais de 80% de seus genes com outros mamíferos cujos genomas foram seqüenciados.

Bico de pato à parte, os cientistas verificaram no genoma do animal, além de detalhes de mamíferos, características comuns aos répteis. A principal foi a presença de genes associados à fertilização de ovos. Outra é a presença de poucos receptores olfativos, diferente dos demais mamíferos.

O grupo também descobriu que o veneno produzido pelo animal deriva de duplicações em determinados genes durante a evolução, que foram herdados de ancestrais répteis.

À primeira vista, o ornitorrinco aparenta ser resultado de um acidente evolucionário. Mas, independentemente de sua aparência estranha, a seqüência de seu genoma é muito valiosa para compreender como os processos biológicos fundamentais dos mamíferos evoluíram. Comparações de seu genoma com os de outros mamíferos levarão a novas descobertas a respeito da história, estrutura e funcionamento do nosso próprio genoma“, disse Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, nos Estados Unidos, que financiou parte do estudo.

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Com o seqüenciamento, poderemos identificar quais genes foram conservados, quais foram perdidos e quais se transformaram durante a evolução dos mamíferos“, disse Richard Wilson, da Escola de Medicina da Universidade Washington, um dos autores da pesquisa.

 

O artigo Genome analysis of the platypus reveals unique signatures of evolution, de Wesley Warren e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com  Este artigo foi baseado em grande parte na tradução do artigo da revista Nature divulgada pela agência da FAPESP.

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Desenho de Lewin.

NOME CIENTÍFICO: Ornithorhynchus anatinus

NOME EM INGLÊS: Duck-Billed Platypus – The platypus

FILO: Chordata

CLASSE: Mammalia

ORDEM: Monotremata

FAMILIA: Ornithorhynchidae

CARACTERÍRSTICAS:

Comprimento do macho: 40cm, mais 13 cm de cauda.

Esporões nas patas traseiras.

Período de incubação: 10 dias

Ovos: 2 ou 3 de cada vez

Maturidade: 1 ano

Tempo de Vida: 15 anos

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Équidna: um parente do ornitorrinco (platipus)

11 06 2009

echidna Équidna de nariz longo. Foto: The New York Times

 

Muse Opiang levou muitos anos de estudo para conseguir testemunhar os hábitos de um dos menos conhecidos mamíferos da terra, o équidna de nariz-longo, encontrado nas florestas tropicais da Nova Guiné. Ele próprio, um especialista trabalhando em seu doutorado na Universidade da Tasmânia, iniciou estes estudos sobre o elusivo mamífero patrocinado pela Wildlife Conservation Society e o Museu do Bronx.  Mas hoje, ele está patrocinado pelo Instituto de Pesquisas Biológicas da Papua-Nova-Guiné, que ele mesmo fundou no curso dos anos de pesquisa que dedicou ao équidna de nariz longo.

 Os équidnas são mamíferos monotremas [mamíferos que pões ovos], e são animais representativos de uma linha de transição entre répteis e mamíferos.  São compostos de tantos elementos que pertencem a diferentes grupos que lembram e são parentes dos ornitorrincos ou platipus, outro animal monotrema.   Eles põem ovos cujo aparência exterior é de couro, como acontece com os  répteis.  Mas também desenvolvem uma maneira de aleitar seus pequenos, através da pele da barriga,  pois não apresentam nenhuma teta.  É como se suassem o leite materno que alimenta a cria. 

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Muse Opiang segura um Équina de nariz longo, foto: The New York Times.

São também animais que vivem muito tempo.  Uma das fêmeas que está sendo observada pelos pesquisadores, tem aproximadamente 45 anos e ainda é fértil.  São animais muito pacíficos.  Noturnos.  Alimentam-se de invertebrados.  E têm um cérebro de dar inveja!  Grande!  Como o usam?  Não sabemos.  Os équidnas de bico-curto, mais abundantes na Austrália e por isso mesmo melhor estudados,  são capazes de variar sua temperatura corporal  entre os meses frios e quentes,  como se tivessem uma maneira de controlar seu metabolismo como numa hibernação.  

 

Para maiores detalhes leia a fonte:  The New York Times





A evolução da espécie em mosquitos nas ilhas Galápagos

5 06 2009

iguana marinho, foto Penelope Curtis, NYT, AP

Iguana marinho, foto Penelope Curtis, AP.

 

Os animais das ilhas Galápagos têm sido amplamente estudados desde o tempo de Darwin, exceto os insetos, incluindo os mosquitos.  Agora, um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Leeds, na Inglaterra, baseando-se no mosquito  Aedes taeniorhynchus, uma das três espécies de mosquitos habitando o arquipélago, revela que esta espécie, que não foi introduzida  pelo homem, mas que habita as ilhas há mais de 200.000 anos, tem evoluído muito, tornando-se quase uma variedade distinta. 

Uma das descobertas  é a de que esse mosquito foi se adaptando ao sangue dos lagartos, tartarugas e outros répteis, e não se limita a alimentar-se do sangue de mamíferos como acontece com o mesmo mosquito no continente.  

Este poderia ser um problema preocupante se um vírus como o do Nilo Ocidental [West Nile vírus] chegasse às ilhas.  Pois o vírus poderia se propagar com uma rapidez inimaginável.  Os pesquisadores sugeriram então que todos os aviões e barcos que chegassem ao arquipélago fossem tratados com pesticidas, para evitar quaisquer  conseqüências de um eminente desastre ecológico.  

Fonte: New York Times





Animais sabem a diferença entre certo e errado

27 05 2009

macaquinhos com bananas MW Editora & IlustraçõesMacaquinhos: MW Editora & Ilustrações

 

Novas pesquisas demonstram que os animais tem um sentido do que é certo ou errado.   Muitas espécies, dos ratos aos lobos, demonstram serem portadores de emoções bastante complexas.   Até recentemente pensava-se que só o homem pudesse tê-las, no entanto, o Professor Marc Bekoff, da Universidade de Colorado em Boulder, acredita que estas emoções estão impressas nos cérebros dos mamíferos.

 

Um dos exemplos citados por ele é o de lobos maiores e mais fortes que suprimem sua força quando estão brincando com lobos mais fracos e menores, mostrando que aceitam pequenas mordidas, mesmo que não sejam fortes.    Por sua vez, os chimpanzés também

Mostram emoções complexas, principalmente em relação aqueles que se desviam do código de conduta do grupo.  Neste grupo de primatas, os animais com deficiências ou mais fracos, também são tratados de maneira diferenciada, sem violência.

 

lobo e ratinho

 

Golfinhos e baleias são conhecidos por sua capacidade de empatia, atribuído à células fusiformes que estes mamíferos têm em comum com os seres humanos.  Experimentos com ratos mostram que eles preferem não comer, se acreditam que sua escolha pela alimentação venha a causar a um outro ratos alguma dor.  Por outro lado, camundongos reagem mais fortemente a dor quando vêem outro companheiro sofrendo de dor.

 

A crença de que só os seres humanos desfrutam da noção de moral é um pressuposto muito comum, no entanto, estudos e pesquisas mais recentes sugerem que este talvez não seja o caso.   É verdade que cada espécie parece ter um código moral específico e diferente entre as espécies.  Mas eles existem para cada uma delas.   Mais estudos serão necessários para termos certeza dos detalhes do comportamento analisado, mas tudo indica que a pesquisa de Berkoff  venha a ser provada correta.  Muitos relatos de comportamento animal, como golfinhos que ajudam seres humanos a escapar de perigosos predadores no mar; ou de elefantes que fazem o mesmo, na selva, já demonstram que existe mais do que um simples comportamento selvagem sem códigos de ética estabelecidos como se acreditou até os dias de hoje.

 

Baseado no artigo de Richard Grey para o jornal britânico The Telegraph.

FONTE:  The Telegraph  — 





Patinhos salvos pela segunda vez!

25 05 2009

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Patinhos recem-nascidos atravessam a cidade com alguma ajuda!

 

Uma boa notícia para começarmos  a semana com um sorriso!

 

Uma família de patos foi resgatada por um bancário na cidade americana de Spokane, no Estado de Washington. A mãe dos patinhos havia feito seu ninho na marquise de um prédio, do lado de fora da janela de Joel Armstrong.

Depois que 12 filhotes nasceram, a mãe precisava levá-los para a água. Com apenas um dia de vida, no entanto, os patinhos eram muito pequenos para deixar a marquise voando.

Armstrong foi para a calçada, às 5h45 da manhã, e esperou que os filhotes pulassem. O bancário já havia feito a mesma coisa no ano anterior, mas na época deixou um dos filhotes cair.

Desta vez, Armstrong conseguiu pegar todos os patinhos. A família de animais foi então guiada pelas ruas da cidade até chegar a sua nova casa, um rio local.

Fonte: Portal Terra

 

Para ver o vídeo do canal ABC mostrando o salvamento clique AQUI! 

E boa semana!





Cangurus: um problema de Camberra!

13 04 2009

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Eles sobem telhado do Parlamento, colidem com carros, entram em residências pelas janelas.  A capital da Austrália, Camberra, tem um problema sério com a superpopulação de cangurus.   Os cangurus, animais-símbolos do país, deixaram momentaneamente de ser um dos principais atrativos turísticos australianos, para se tornarem sinônimos de desgosto para a população da capital. A superpopulação da espécie fez com que os mamíferos se aventurassem pelas ruas da cidade.  As informações são da agência AP.

A população de cangurus-cinza, o mais comum, é a maior já registrada na cidade nos últimos 100 anos. Das 60 espécies de cangurus, as do tipo cinza e vermelha são as mais numerosas, com 50 milhões de exemplares na Austrália.

As autoridades locais agora querem um sacrifício coletivo porque medidas anteriores como vasectomias e anticoncepcionais orais para esses marsupiais não impediram sua reprodução em numero suficiente para a convivência pacífica entre população e animais. O plano, que ainda tem que ser discutido e aprovado, recomenda um canguru por cada 1.500 hectares.

 

 

 

 canguru

 

 

 

No entanto, a proposta não foi bem recebida pela maioria da população, que é contra o massacre do marsupial mais famoso do país. Segundo uma enquete governamental, mais de 80% dos habitantes acredita que os cangurus selvagens devem continuar onde estão. Por outro lado, numa outra pesquisa, 17% dos motoristas disseram ter atropelado um exemplar pelo menos uma vez. 

Recentemente, um canguru com cerca de 1,75m se feriu ao quebrar o vidro de uma janela na tentativa de saltar para dentro de uma residência. O animal caiu sobre a cama onde uma mulher descansava com a filha de 9 anos e depois pulou sobre outra onde dormia o filho de 10 anos.  O animal foi finalmente expulso da casa pelo pai das crianças, Beat Ettlin, fugindo para as colinas mais próximas mas deixando para trás um rastro de sangue proveniente de seus ferimentos.

De acordo com Maxine Cooper, comissária de meio ambiente do governo na capital, os seres humanos não são os únicos a correrem perigo com a invasão dos marsupiais. Os cangurus destroem o habitat de outras espécies em perigo de extinção, como lagartos e insetos e acabam com todas as gramíneas.

Os sacrifícios coletivos de cangurus não são algo novo no país. A 350km ao norte da capital, mais de 25 exemplares são mortos durante as noites com licença do governo. “Não é agradável sacrificá-los, mas quando chega o momento, temos que fazê-lo”, explicou o responsável pelos abates, Barry Stuart.  Ninguém sabe o numero exato de cangurus que vivem próximo a Cramberra, uma cidade de 340.000 habitantes.  Mas as colinas a sua volta, os campos arborizados e parques tornam a área perfeita para estes saltitantes animais.   A tendência à invasão da cidade por causa da superpopulação desses animais  começou há aproximadamente 220 anos atrás quando colonos europeus derrubaram milhares de hectares de vegetação natural que alimentava e mantinha um equilíbrio sustentável do número de cangurus.

Fonte: AP