Flores para um sábado perfeito!

9 11 2024

Vaso de flores, maçãs, decanter e salva sobre a mesa, 1945

Armando Vianna (Brasil, 1897-1992)

óleo sobre tela, 45 X 60 cm

 

 

 

Vaso com flores e incensório, em frente a janela

Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885-1962)

óleo sobre tela colado em madeira, 37 x 45 cm.





Palavras para lembrar: Michel Butor

8 11 2024

Idoso lendo, 2005

Berry Toni (EUA, contemporâneo)

óleo sobre tela, 51 x 41 cm

 

 
 
“Tempos difíceis favorecem a boa literatura, mas tempos difíceis  também dificultam a leitura.”

 

Michel Butor  (1926-2016)





Rio de sol, de céu, de mar…

8 11 2024

Cristo Redentor, 1997

Glauco Rodrigues (Brasil, 1929-2004)

técnica mista com colagem sobre cartão,  47x 73 cm





Leitura é mágica!

7 11 2024
Ilustração de Carlotta Castelnovi.





História de tia Bilu, texto de Josué Montello

7 11 2024
Ilustração Veronica V. Jones.

 

 

 

“Eu, desde que me conheço, sempre gostei de ouvir histórias. Tenho mesmo a impressão de que foi para ouvi-las, e para contá-las, que nasci. As histórias, além de darem mais vida ao mundo em que vivemos, nos fazem viver outras emoções e outras experiências, mesmo quando a imaginação do contador de histórias enfeita de fadas e bruxas, os mais belos contos.

Mais tarde, se não era mais menino para ouvir histórias, passei a lê-las nos livros, sabendo que o livro é um companheiro, sempre que o tiramos da estante para que nos diga em silêncio o que  tem para nos contar ou ensinar.”

 

 

Em: O carrasco que era santo: (a mais bela história de tia Bilu), Josué Montello, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1994. pp. 2-3





Amar ou odiar, soneto de Fausto Guedes Teixeira

6 11 2024
Ilustração de Lane Timothy.
Amar ou odiar

 

Fausto Guedes Teixeira

 

Amar ou odiar: ou tudo ou nada!

O meio termo é que não pode ser.

A alma tem que estar sobressaltada

Para o nosso barro se sentir viver…

 

Não é uma cruz a que não for pesada,

Metade de um prazer não é um prazer;

E quem quiser a alma sossegada,

Fuja do mundo e deixe-se morrer!

 

Vive-se tanto mais quando se sente:

Todo o valor está no que sofremos.

Que nenhum homem seja indiferente!

 

Amemos muito como odiamos já:

A verdade está sempre nos extremos

Porque é no sentimento que ela está!





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

6 11 2024

Natureza morta, 1950-53

Manabu Mabe (Japão-Brasil, 1924-1997)

óleo sobre tela, 38 x 46 cm

 

 

Natureza morta, 1929-30

Cícero Dias (Brasil, 1907-2003)

aquarela sobre papel, 30 x 47 cm





Todo mundo lê…

5 11 2024
Ilustração de Briget Starr Taylor.




Resenha: “Almoço de domingo”, José Luís Peixoto

5 11 2024

Senhora lendo

Ady de Lannay (Bélgica, 1900-1942)

óleo sobre tela

 

 

Em um grupo de escritores a que pertenço conversamos algumas vezes sobre biografias, como escrevê-las, se são ou não ficção, se queremos ou não ser ghost writers, se precisamos ter alguma empatia para com a pessoa biografada, e até que ponto biografias são ficção.  Não chegamos a qualquer conclusão nessas conversas, mas é uma temática interessante para quem escolhe a carreira de escritor.

José Luís Peixoto, no livro Almoço de domingo, abraça a oportunidade de biografar um empresário português, um milionário, que apesar de ser da região do Alentejo, a mesma do escritor, não se conheciam.  O comendador Rui Nabeiro tem de fato uma história magnifica de crescimento e sucesso da venda de café à expansão para vinícolas e depois ainda maior diversidade em outras áreas de negócios. Imagino que dadas as devidas proporções poderia ser equivalente a história de um Abílio Diniz aqui no Brasil.

 

 

Este foi o terceiro livro de José Luis Peixoto que li.  O primeiro, um livro chamado Livro, me encantou sobremaneira. Uma escrita exemplar na criatividade, sem chegar a extremos em busca da novidade. Li, anos mais tarde Nenhum olhar, completamente diferente, encantador, onírico e asfixiante,  Ambas as resenhas se encontram neste blog, e também nos sites Skoob e Goodreads.   E agora, Almoço de domingo traz outra faceta do autor, que tendo sido contratado para esta biografia, consegue inovar substancialmente a forma, usando de subterfúgio engenhoso.

A vida de Rui Nabeiro, (seu sobrenome não é nunca usado) conhecemo-lo simplesmente como Rui, é narrada em duas vozes. A onírica, na primeira pessoa, usa de toda a imaginação de Peixoto e compõe  os pensamentos, emoções de Rui, enquanto a voz narrativa, a que nos revela a história do personagem principal, é objetiva e precisa.  As duas vozes se misturam sem criar qualquer problema e como resultado temos uma visão tridimensional do personagem principal.  Sabemos de seus pensamentos e sonhos assim como de suas ações e os motivos delas serem executadas.

 

 

 

José Luís Peixoto

 

Em nenhum momento a narrativa se arrasta. O ritmo é preciso e cobre em um pouco mais de duzentos e cinquenta páginas os noventa anos do biografado. Dos três livros que li de José Luís Peixoto este não é o meu favorito.  Mas confesso ter grande apreço pela maneira como o autor resolveu a difícil tarefa de fazer uma biografia para um público geral de uma pessoa desconhecida além das fronteiras portuguesas, e ainda assim conseguir seduzir o leitor a ler com gosto a obra.

Àqueles que acreditam um dia escreverem a biografia de quem quer que seja, recomendo a leitura não só como exemplo de criatividade mas sobretudo na seriedade com que a forma da biografia é tratada.

 

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem incentivos para a promoção de livros.





Nossas cidades: Bagé

5 11 2024

Pracinha da matriz, Bagé,1947

Glauco Rodrigues (Brasil, 1929-2004)

óleo sobre tela, 54 x 73 cm