Imagem de leitura — Alfredo Rocco

29 01 2012

Leitura, 1981

Alfredo Rocco ( Brasil, 1914- 1999)

óleo sobre eucatex,  28 x 23 cm

Alfredo Rocco nasceu em São Paulo em 1914.  Foi médico, pintor, desenhista e professor brasileiro.  Tendo inciado suas atividades no campo das artes em 1938, estudou pintura com Antônio Rocco.  No SPBA recebeu melha de bronze em 1938; pequena e grande medalhas de prata (1941 e 1968) e o prêmio Tomás Melo Cruz (1965).  Em 1940 realizou exposição individual na Galeria Berheim de Paris.  Entre os temas de sua pintura estão os retratos e as marinhas. Faleceu em São Paulo em 1999. [Pontual: Dicionário das Artes Plásticas no Brasil]





Palavras para lembrar — Marcel Proust

29 01 2012

Moça lendo no sofá, s/d

John Ennis (EUA,1953)

www.john-ennis.com

“A leitura é uma amizade.”

Marcel Proust





Imagem de leitura — Marie R. Dixon

28 01 2012

Um momento de silêncio

Marie R. Dixon ( EUA,  ? – 1896)

óleo sobre tela, 41 x 33 cm

Christie’s New York: Setembro, 2004

Pouco se sabe sobre a vida de Marie R. Dixon,  nem mesmo suas datas de nascimento e morte [1896 é o ano em que para de expor seus trabalhos, consequentemente, por falta de maiores detalhes é a data estipulada para sua morte].  Sabe-se que pintou ativamente entre 1880-1895.    Em 1886, o catálogo completo da Exposição de Primavera 62 º da Academia Nacional de Design afirmava que ela tinha estudado na Art Students League em Yardley, com instrução de Charles Turner.  Ela exibiu seus trabalhos em algumas exposições públicas, mas como tantas outras artistas do sexo feminino do período, Marie Dixon usava apenas suas iniciais para evitar a discriminação, o que leva a grande dificuldade na pesquisa.





No turno de — poema de Gilberto Mendonça Teles

28 01 2012

Tiradentes, duas igrejas

Oscar Araripe ( Rio de Janeiro, contemporâneo)

86 x 110cm

www.oscarararipe.com.br

No turno de


Para Luiz Carlos Alves

Eu fui a Belo Horizonte
ver as meninas gerais.
Vi montanhas e montanhas,
soube de seus litorais,
conheci Minas por dentro,
gostei de alguns minerais,
visitei as novas praças
e seus antigos currais,
vi a toca das raposas,
ouvi discursos e uais,
vi políticos cursando
colégios eleitorais,
vi contistas e contistas
cada qual contando mais,
vi poetas de vanguarda
desenhando nos jornais,
conheci suas tendências,
seus refrões episcopais,
vi gente de toda parte,
do Piauí, de Goiás
(goiano fazendo cera,
piauiense muito mais),
vi homens pulando cercas,
mulheres com seus plurais,
vi a família mineira
na barra dos tribunais,
e na Rua Carangola
(Ouro Preto no cartaz)
vi uma moça morena
cantando seus madrigais,
fazendo um túnel no tempo
e me fazendo sinais
de que só existe Minas
na forma dos festivais,
quando o barroco já rouco
cochicha pelos beirais,
quando a lua e a serenata
passeiam pelos quintais,
quando há miados de gata
no serenô das gerais.

Em: Plural de nuvens, Gilberto Mendonça Teles, Rio de Janeiro, José Olympio: 1990


Gilberto Mendonça Teles (Bela Vista de Goiás, 30 de junho de 1931) é um poeta e crítico literário brasileiro.


Obras:


Alvorada, 1955.
Estrela-d’Alva, 1958
Fábula de Fogo, 1961
Pássaro de Pedra, 1962
Sonetos do Azul sem Tempo, 1964
Sintaxe Invisível, 1967
La Palabra Perdida (Antología),1967
A Raíz da Fala, 1972
Arte de Armar. Rio de de Janeiro: Imago, 1977
Poemas Reunidos, 1978
Plural de Nuvens, 1984
Sociologia Goiana, 1982
Hora Aberta, 1986
Palavra (Antologia Poética),1990
L ´Animal (Anthologie Poétique), 1990
Nominais, 1993
Os Melhores Poemas de Gilberto Mendonça Teles
Sonetos (Reunião), 1998





Imagem de leitura — William H. Patten

27 01 2012

Virgem Maria e o Menino Jesus, 1853

William H. Patten ( Inglaterra, ?-?  século XIX)

aquarela e guache

Bristol Museum & Art Gallery

Inglaterra





Ciência e quadrinhos: fazendo um fio de seda como do Homem Aranha

27 01 2012

Homem Aranha lendo.

As descobertas científicas têm mostrado que muitas vezes é possível transformar o que a imaginação de artistas e escritores produz em realidade.  Isso foi o que me passou pela cabeça quando li no início deste mês sobre alguns cientistas americanos que conseguiram modificar geneticamente os bichos da seda e fazer com que eles produzissem um fio muito mais forte e resistente, como são os fios das teias de aranha.  Procura-se, em resumo, um fio parecido com o da seda mas que seja tão resistente quanto os fios das teias de aranha.  Caso você não saiba, os fios das teias de aranha são mais resistentes que o aço.   O experimento, bem sucedido, feito pelos pesquisadores da Universidade de Wyoming, pode vir a ser usado na engenharia e na medicina.

O que os cientistas da Universidade de Wyoming fizeram foi inserir genes de aranhas nos bichos da seda com a intenção de que a seda produzida por eles tivesse as características de resistência dos fios que formam uma teia de aranha comum.  Mas o obstáculo a esse uso está na ausência de quantidades industriais que pudessem ser aproveitadas em larga escala.  Eles preferiram trabalhar com os bichos da seda porque os aracnídeos têm duas características de difícil gerenciamento: 1) produzem pouca quantidade de fio, 2)  tem a tendência de comerem uns aos outros.  Os bichos-da-seda por outro lado se criados em cativeiro produzem um fio mais fraco, mas que os cientistas acreditam poderem contrabalançar com o material genético das  aranhas.

Essencialmente, o que este estudo mostra é que os cientistas foram capazes de usar um componente da seda de aranha e fazer com que bichos-da-seda o transformassem em uma fibra juntamente com sua própria seda. Eles também provaram que este composto, que contém partes da seda de aranha e da seda do próprio bicho-da-seda, tem propriedades mecânicas melhoradas“, explicou o professor Christopher Holland, da Universidade de Oxford.

O objetivo mais imediato para a produção desse fio seria sa aplicação na área médica.  Suturas, implantes e ligamentos mais fortes estariam entre os primeiros usos imaginados. A seda de aranha geneticamente modificada também poderia ser usada como um substituto mais sustentável para os plásticos duros, que usam muita energia em sua produção.

Essa pesquisa corre paralela às pesquisas feitas com outros animais no estado de Wyoming, nos EUA, onde o biólogo molecular Randy Lewis trabalha com o implante dos genes de fazer seda das aranhas, em cabras.  Estes animais estão agora produzindo leite que levado para o laboratório onde a proteína da seda é filtrada e se torna sólida quando exposta ao ar.  É então colocada num rolo, carretel.  O grupo de cientistas sob a direção do Prof. Randy Lewis conseguiu quatro metros de seda para cada quatro gotas de proteinas do leite.

Este material tem uma multiplicidade de usos medicinais não só na sutura mas também no reparo de ligamentos.

E o melhor da história, não há nenhuma evidência que leve a acreditar que essa modificação genética possa ser maléfica para as cabras.

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Para maiores detalhes veja os links abaixo:

TERRA; BBC; NEWS; CBSNEWS





Imagem de leitura — Michele Righetti

26 01 2012

Poemas do Gato Vermelho, 2006

Michele Righetti ( Itália, morando em Singapura)

acrílica sobre tela, 140 x 120 cm

http://www.michelerighetti.com

Michele Righetti nasceu  num pequeno vilarejo entre Bologna e Florença, nos Apeninos.  É pintor, ilustrador e escultor.  Reside em Singapura.





Fotos: Teatro Municipal em 15/01/2012 e a mesma foto com prédios que caíram em destaque

26 01 2012

Teatro Municipal, Rio de Janeiro,  foto do dia 15 de janeiro de 2012.

Teatro Municipal, Rio de Janeiro, marcação de dois edifícios que cairam ontem, 25/01/2012.

Dia 15 de janeiro estive na Cinelândia.  Estava a caminho da exposição de Vasari, na Biblioteca Nacional.  Foi o primeiro dia de sol em uma sequência de dias chuvosos e o carioca foi em peso para a praia.  A Cinelândia estava vazia.  Aproveitei para tirar uma foto do Municipal porque os dourados brilhavam muito.  Infelizmente este senhor entrou na frente da câmera para jogar o lixo fora, e o ônibus parou em frente do teatro.  Descartei a foto, mas coloquei-a no Flickr, porque assim mesmo dava para mostrar a beleza do teatro restaurado.  Hoje, regatei-a do Flickr e fiz essas mudanças com o Paint, para mostrar aos meus leitores, exatamente o local dos edifícios que caíram.  Os dois maiores só são vistos.  O terceiro prédio de 4 andares não é visto nessa foto.

O primeiro a cair foi o prédio em vermelho.  Seus escombros cairam por cima do prédio que colori de amarelo e o derrubaram.

Uma data muito triste para o Rio de Janeiro.

 





Imagem de leitura — Fulvio de Marinis

25 01 2012

Leitura, s/d

Fulvio de Marinis (Itália, 1971)

Fulvio de Marinis nasceu em Nápoles, na Itália em 1971.   Formou-se pela Academia de Arte de Nápoles.  Pintor de estilo clássico que de dedica à pintura de gênero e ao retrato,

 





Parabéns São Paulo, Parabéns Paulistanos, 458 anos!

25 01 2012

Pátio do Colégio como em 1858, 1918

José Wasth Rodrigues ( Brasil, 1891-1957)

óleo sobre tela, 100 x 66 cm

Museu Paulista, SP