Imagem de leitura — Henrique Nande

3 12 2012

ESTUDANTE, 2007, henrique Nande, Portugal, oleo sobre tela

Estudante no Jardim Gulbenkian, 2007

Henrique Nande (Portugal, 1960)

óleo sobre tela , 50 x 50 cm

Coleção Particular

Henrique Nande

Henrique Nande nasceu em Lisboa em 1960. Fez seus primeiros estudos em Moçambique. É pintor, desenhista de história em quadrinhos, designer.   Inquisitivo já trabalhou com publicidade, desenho animado sem deixar a pintura de lado. Trabalha e reside em Lisboa.





Quadrinha do suspiro

2 12 2012

pensando3

Dona Marocas suspira, ilustração de Maurício de Sousa.

O suspiro é na verdade

um mensageiro cansado

que vai cheio de saudade

correndo atrás do passado.

(Antônio Bittencourt)





Crônica de Natal, Marques Rebelo, extraído do romance A mudança

2 12 2012

Cartão de Natal, 1990s.

24 de dezembro [1941]

A árvore, embora atarracada, não ocupa muito espaço – um canto de sala, o canto menos acessível, do qual foi removido o musgoso vaso com espadas-de-são-jorge, que alem de decorativas, segundo Felicidade, nos protegem do mau-olhado. O chacareiro queria um dinheirão por um pinheirinho de seis palmos, Luísa descalçou a bota na loja de novidades. Trouxe-a embrulhada em papel pardo como volumosa sombrinha, e armá-la foi uma operação fácil e divertida.

— Veja! – e Luísa exibiu-a, eriçada como um imenso paliteiro.

Meus olhos se anuviaram – as invenções deviam ter limites. A imitação infunde desprezo, mudo desprezo, a quem amou as árvores do Trapicheiro, ardentemente esperou por elas e substituiu o amor e a espera pela saudade. É duma substância assim como o celulóide, lustrosa como escama de cobra, dum verde horripilante, com frutinhos vermelhos, na ponta dos galhos, que lembravam os olhinhos dos ratos-brancos, que Pinga-Fogo criava e trazia ao ombro, sob o nojo e a reprovação de Mariquinhas, tão artificial quanto o mito que propaga.

Não pus na sua ornamentação, bastante carregada, com um odioso cometa no cimo, os meus dedos descrentes, tão hábeis para respingar pela ramaria antiga as velinhas multicores, as lanterninhas, o algodão como se fosse neve. Deixei a tarefa para as mãos de Luísa e das crianças, neófitas aranhas, que alegremente se emaranhavam na teia de fios prateados que espalhavam pela galharia dura e simétrica.

Quando ficou pronta, e ao pé dela as crianças plantavam os ávidos sapatinhos, Luísa perguntou radiante:

— Não ficou linda?

(Não destruamos as ilusões dos amadores. Pelo menos algumas. Que culpa têm de que o tempo prático e mercantil ofereça um material tão reles e sem seiva?):

— Sim, está muito bonita.

— E serve para muito tempo!

(Ó desalentadora durabilidade!):

— É ótimo.

E a sensação me invade, não sei se de tédio ou de derrota”.

***

Em: A mudança, Marques Rebelo, 2º volume de O Espelho Partido, São Paulo, Martins: 1962





O Natal em poucas palavras — Benjamin Franklin

2 12 2012

Cartão de Natal, 1935.

“A consciência limpa é um Natal contínuo”.

Benjamin Franklin





Palavras para lembrar — Arthur Schopenhauer

2 12 2012

Karl Harald Alfred Broge( 1870-1955, Danish)A Young Girl Seated Reading Before The Window

Menina lendo sentada frente à janela, 1914

Karl Harold Alfred Broge( Dinamarca, 1870-1955)

Óleo sobre tela, 54 x 43 cm

Christie’s Auction House

“Comprar livros seria ótimo se também pudéssemos comprar o tempo para os ler”.

Arthur Schopenhauer





Natal dos pássaros: cardeais em cartões de Natal e postais antigos

1 12 2012

Cartão de Natal americano: cardeais de encontro à janela.

Continuando uma tradição deste blog,  começamos hoje as postagens de cartões de Natal de outras épocas.  O sucesso no ano passado da divisão de cartões por temas, faz com que eu continue na mesma agora, em dezembro de 2012.  Hoje vemos alguns cartões de Natais passados, com representação de pássaros.

Cartão de Natal, canadense: casal de cardeias em galho de pinheiro com neve.

Cartão de Natal, cardeal em varanda olhando paisagem coberta de neve, EUA, década de 1970.

Casal de cardeais na cerca em jardim coberto de neve, 1970, EUA.

Cartão de Natal americano, década de 1980, árvore de cardeais.

Cartão de Natal francês, década de 1960, Cardeais no lampião.

Cartão de Natal, contemporâneo, EUA, Cardeal na neve.

Cardeais e Bluejays, no comedouro de Natal, EUA.

Cartão de Natal francês, contemporâneo, no estilo Toile.

Cartão de Natal francês, cardeais com gorros de lã.





Quadrinha da liberdade

1 12 2012

passaros, soltando,  J. Stanley, AmericanGirl1935-02

Soltando pombas, ilustração de J. Stanley, para capa da revista American Girl de fevereiro de 1935.

Liberdade é conviver

com sua própria razão,

sem a ninguém ofender,

nem magoar o coração.

(Durval Lobo)





Noite Santa, texto de Fulton J. Sheen

1 12 2012

Adoração dos pastores, c. 1535

Il Bronzino, [Agnolo Bronzino], (Itália, 1503-1572)

óleo sobre madeira, 77 x 65cm

Museu de Belas Artes de Budapeste

Os humildes pastores

Arcebispo Fulton J. Sheen

tradução de Marta de Mesquita Câmara

Os Pastores representavam, ali, no Presépio, todas as almas simples que nada entendem das intrigas políticas do mundo, das suas artes, das suas ciências, das suas literaturas.  Nem um só dentre eles todos era capaz de recitar um só verso de Virgílio, cujos poemas eram conhecidos de toda a gente na vastidão do Império Romano. Aos campos, onde pastoreavam as suas ovelhas, jamais chegara o mais pequeno eco dos escândalos da voluptuosa corte do rei Herodes ou das lições do sábio Gamaliel. E por seu lado a opinião pública, desconhecia até a própria existência desses humildes e rudes pastores, que para ela seriam ainda menos que grãos de pó, sem a mínima importância para o progresso dos povos e das nações.

E, todavia, esses humildes e simples pastores sabiam duas coisas importantíssimas: que havia no Céu um Deus e que havia na Terra as suas ovelhas. Nada mais precisavam aquelas almas simples de saber, e naquela noite em que os Céus se iluminaram só para eles so esplendor dos anjos, foram eles que lhes ouviram o anúncio de que havia nascido de pais pobres, num pobre estábulo, à beira do pobre povoado de belém, aquele que deveria salvar os homens.

Em: A Estrela dos Reis Magos, Malba Tahan, São Paulo, Saraiva: s/d





Imagem de leitura — Edwin Lord Weeks

30 11 2012

Edwin Lord Weeks-2Arabeslendo no jardim

Dois árabes lendo em pátio, s/d

Edwin Lord Weeks (EUA, 1849-1903)

óleo sobre tela, 46 x 37 cm

Coleção Particular

Edwin Lord Weeks nasceu em Boston em 1849. Filho de abastada família de importadores de chá e especiárias, foi capaz de frequentar as melhores escolas e de participar de uma educação artística de qualidade.  Foi aluno de Léon Bonnat e de Jean-Léon Gerôme em Paris.  Membro da Legião de Honra da França, viajou muito pelo oriente médio, países da Ásia e até mesmo ao Suriname na América do Sul. Publicou um livro de viagens.  Sua temática reflete o encantamento das sociedades  exóticas que conheceu, pintor orientalista.   Faleceu em 1903 depois de uma carreira de sucesso.





Quadrinha do beijo

30 11 2012

beijo Harrison Fisher (1875 - 1934)

Beijo, ilustração de Harrison Fisher (EUA, 1875-1934)

Meu beijo é bem diferente

dos beijos que os outros dão:

eles beijam, simplesmente,

eu… beijo, com o coração.

(Rômulo Cavalcante Mota)