Fim de semana sem fim
Tracy Porter (EUA, contemporânea)
glicée gravura sobre tela
A menina do papai
Karin Jurick (EUA, 1961-2021)
óleo sobre placa, 20 x 20 cm
Machado de Assis
Flores, 1942
José Marques Campão (Brasil, 1892-1949)
óleo sobre tela, 58 x 39 cm
Vaso de flores
Helena P. S. Ohashi (Brasil, 1895-1966)
óleo sobre tela, 65 x 52 cm
Boa parte do meu dia hoje foi dedicada aos ensaios. Estou desde o início do ano fazendo o curso de escrita de ENSAIOS com o escritor Tiago Novaes. Hoje foi um dia diferente e importante, encontro com Bia Nunes de Souza, da Editora Vestígio que se dedica à publicação de ensaios tanto de autores brasileiros quanto estrangeiros. Aprendi muito com ela, e saí de sua palestra me sentindo incentivada a prosseguir com uma série de pequenos ensaios sobre comportamento, que eventualmente irei publicar. Impressionante como às vezes uma palavra, uma imagem, um sorriso, podem subitamente acender ideias, dar ânimo, empurrar quem trabalha sozinho. Aquela nova energia desce como num flash. Nunca sabemos o suficiente para não poder aprender um pouco mais.
Trecho do Morro de Santo Antônio, antes da demolição, 1920
Arthur Timótheo da Costa (Brasil, 1882-1922)
Óleo sobre tela – 35 x 52 – 1920
Almir Correia
Homem de palha
coração de capim
vai embora
aos pouquinhos
no bico dos passarinhos
e fim.
Autorretrato com Saturno, 2007
Marta Kiss (Hungria, 1974)
óleo sobre tela, 70 x 50 cm
Carlo Rovelli, A ordem do tempo

Natureza morta com violino, flauta doce, partituras e frutas, 1725
Jean-Baptiste Oudry (França, 1686-1755)
óleo sobre tela, 63 x 77 cm
Coleção Particular
“Há no violino — quando não se vê o instrumento e não se pode ligar o que se ouve à sua imagem, coisa que modifica a sonoridade — acentos que lhe são tão comuns com certas vozes de contralto, que se tem a ilusão de que uma cantora veio juntar-se ao concerto. Erguemos os olhos e só vemos as caixas dos violinos, preciosas como estojos chineses, mas, por um momento, ainda nos iludimos com o enganoso apelo da sereia; às vezes também se julga ouvir um gênio cativo que se debate no fundo da sábia caixa, enfeitiçada e fremente, como um diabo numa pia d’água benta; ou então é no ar que o sentimos, como um ser sobrenatural e puro que passasse desenrolando a sua invisível mensagem.”
Marcel Proust, em: No caminho de Swann, volume I da obra Em busca do tempo perdido, Marcel Proust, tradução de Mário Quintana.