Braga Tepi (Brasil, 1972)
metal reciclado misto, 145 x 35 x 35 cm
Braga Tepi (Brasil, 1972)
metal reciclado misto, 145 x 35 x 35 cm
Dimitri Kozma (Sérvia, 1944)
técnica mista
Enclausurado é uma história de suspense. Um casal de amantes planeja um assassinato. A vítima é o ex-marido da futura assassina, e irmão de seu parceiro no crime. Há, no entanto, uma testemunha desses planos: o feto que a mulher leva na barriga, narrador da improvável história
Todos os personagens do livro são detestáveis, com exceção dele, inocente, observador e participante à revelia da trama. Este não é um feto qualquer, já teria passado no ENEM caso pudesse ter feito a prova. Ele entende de tudo, do meio ambiente ao melhor vinho. Não porque sua mãe converse com ele, como hoje mães fazem, ouvindo música clássica para o futuro bebê nascer com memória musical engendrada; falando inglês, francês ou japonês para que ao nascer a criança já conheça a estrutura verbal da língua. Não, não se trata dessas mais novas teorias aplicadas.
Trata-se ao contrário, de mãe desregrada que bebe constantemente apesar da gravidez, dando ao feto sofisticado gosto por vinhos, capaz de eleger o de que mais gosta. É um feto que aprende sobre o mundo da ecologia à genética graças aos programas de entrevistas, documentários, podcasts favoritos da mãe. Quando entediado o feto – que não tem nome – chuta a barriga da mãe no meio da noite para acordá-la e levá-la aos programas no rádio ou televisão de onde tira seus conhecimentos.
O pai, um poeta caricatural, preocupado com o amor em letras maiúsculas, não se apercebe da trama em que se vê envolvido. Mas não é uma vítima que nos toque emocionalmente. Nenhum personagem adulto é simpático. Só mesmo o feto, essa voz dominante que não consegue detestar sua mãe, ama-a, de fato, mesmo sabendo de seu mau caráter. Mas que mais poderia fazer? Sua vida depende dela. De particular senso de humor são as opiniões que o feto tem de como deveria ser educado; o que poderá vir a ser prejudicial ao seu crescimento, o que os pais não deveriam fazer.
Contando no humor, McEwan realiza um grande feito narrativo, de controle inigualável. E uma vez aceita a premissa do feto pensante, inteligente, com um rico vocabulário, não há como não simpatizarmos com esse futuro bebê. Até mesmo quando de maneira patética ele considera a fragilidade de seu próprio destino. Nossa solidariedade é engajada, desde o início e torcemos para que tudo dê certo no final, que é surpreendente e lógico. Gratificante.
Ian McEwan
É um trabalho memorável de técnica narrativa. É uma obra de pequeno porte, meras 196 páginas, de leitura fácil, descomplicada, com assuntos do dia a dia. No entanto, não deixa de ser um trabalho de um único truque, ou melhor, de uma única piada. Ou seja, limitado por sua própria estreiteza temática. Por isso, e só por isso não chega, na minha opinião, a ser tão grandioso quanto os críticos literários de renome o consideram, mesmo que aluda, aqui e ali, à obra maior, de Shakespeare: Hamlet. Não encontrei nessa obra nem a profundidade, nem o panorama filosófico tão aclamado. É um livro divertido, que nos leva a considerar o mundo por ponto de vista inusitado. Diverte. Dá para apostar que o autor se divertiu imaginando a trama. Um bom presente de Natal, para qualquer leitor.
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Dos doze meses do ano,
Só tem um especial,
Que nasceu o soberano,
Dezembro, mês do Natal.
(Wellington Freitas)
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Desconheço a autoria da ilustração, parece russa, certamente Europa Oriental.(esta lista inclui livros lidos na última semana de 2015, depois do Natal)
–
A rainha da neve, Michael Cunningham
O livro secreto, Gregory Samak
Beije-me onde o sol não alcança, Mary del Priore
A jornada de Felícia, William Trevor
Nora Webster, Colm Tóibin
Memórias de um casamento, Louis Begley
O pescoço da girafa, Judith Schalansky
Mudança de clima, Hilary Mantel
Um homem chamado Ove, Fredrik Backman
Euforia, Lily King
O rouxinol, Kristin Hannah
Amor e memória, Ayelet Waldman
Isso também vai passar, Milena Busquets
Bonita Avenue, Peter Buwalda
A caderneta vermelha, Antoine Laurain
O ruído das coisas ao cair, Juan Gabriel Vásquez
As aventuras de um coração humano, William Boyd
A vida invisível de Eurídice Gusmão, Martha Batalha
O romance inacabado de Sofia Stern, Ronaldo Wrobel
As mulheres do meu pai, José Eduardo Agualusa
Setembros de Shiraz, Dalia Sofer
A maleta da Sra. Sinclair, Louise Walters
A delicadeza, David Foenkinos
A mulher desiludida, de Simone de Beauvoir
Uma história de solidão, John Boyne
Esnobes, Julian Fellowes
Que ninguém nos ouça, Leila Ferreira e Cris Guerra
Meu nome é Lucy Barton, Elizabeth Strout
Dom Quixote, de Cervantes
A última palavra, Hanif Kureishi
A garota de Boston, Anita Diamant
Imperatriz Orquídea, Anchee Min
Cavalos roubados, Per Petterson
A garota no trem, Paula Hawkins
Pequena abelha de Chris Cleave
Guerra das Gueixas, Nagai Kafu
Cinco esquinas, Mario Vargas Llosa
Balzac e a costureirinha chinesa, Dai Sijie
O último amigo, Tahar Ben Jelloun
O papel de parede amarelo, Charlotte Perkins Gilman
O fuzil de caça, Yasushi Inoue
Enclausurado, Ian McEwan
Sapiens, Yuval Noah Harari
Moça com chapéu de palha, Menalton Braff
Toda lista é falha. Há filtros: o que você já leu antes, seu momento emocional; se é um autor de quem você já gostou e se sente mais afável ao ler seu novo livro ou se é uma obra que toca em assuntos que são particularmente desconfortáveis. Tudo acaba entrando no julgamento. Foram 44 livros, até dia 15 de dezembro de 2016. Aqui ficam os livros que permanecerão comigo, em minha memória, reverberando suas emoções, ensinamentos. Memórias gravadas.
As aventuras de um coração humano
William Boyd (UK, 1952)
Editora Rocco: 2008, 512 páginas
Sinopse
Um diário é escrito para reunir as várias facetas de uma personalidade. E, se comprometido com a verdade, mostra uma realidade conturbada e caótica, afinal, toda vida é feita de altos e baixos uma gangorra demasiadamente humana. Assim são os relatos do fictício Logan Gonzago Mountstuart, lembranças remendadas de uma vida que atravessou todas as décadas do século XX e que contam As aventuras de um coração humano.
Viajando o mundo Uruguai, Inglaterra, França, Espanha, Portugal, EUA, Bahamas, Suíça, Nigéria a bordo das experiências do protagonista, Boyd constrói um personagem cativante e que seduz por completo o leitor com a sua trajetória, que alterna bons e maus momentos, como a de qualquer pessoa. Sob a forma de diários ficcionais compilados, com uma prosa fluida, situações verossímeis e entremeadas por fatos e pessoas reais, reflexões e riqueza de cenários, o livro traz um William Boyd em alto estilo, entretendo o leitor com ousadia.
Tahar Ben Jelloun (Marrocos, 1944)
Editora Bertrand: 2006, 128 páginas
Sinopse
Aconteceu em Tânger, cidade cosmopolita, no final dos anos 1950. Dois adolescentes, Ali e Mamed, conhecem-se no Liceu Francês, passam a andar juntos e se tornam amigos. Durante quase trinta anos, essa relação será afetada por mal-entendidos, duras provações sofridas juntos, ciúme disfarçado e traição. Essa amizade arrebatadora quase chega a se assemelhar a uma história de amor de final infeliz.
Per Petterson (Noruega, 1962)
Editora Verus: 2010, 253 páginas
Sinopse
Neste romance contido e envolvente, Trond Sander, um homem de 67 anos, muda para uma região remota da Noruega, em busca da vida de contemplação silenciosa que sempre desejou. Um encontro casual com um vizinho – irmão, como ele descobre mais tarde, de seu amigo de infância Jon – lhe traz à memória o verão de 1948, que passou com seu adorado pai.
As lembranças de Trond se concentram em uma tarde em que ele e Jon saem para roubar cavalos de uma fazenda próxima. O que começa como uma emocionante aventura adolescente termina de forma abrupta e traumática. Confrontado com a descoberta do erotismo, da morte e da falsa harmonia familiar, Trond passa da adolescência à idade adulta em um único e fatídico verão.
“Cavalos Roubados” é um livro de rara intensidade dramática, habilmente construído em torno de segredos, buscas e perdas. As reminiscências do narrador no crepúsculo da vida e sua evocação de um verão inesquecível são líricas e vigorosas, revelando a prosa precisa e irresistível de um mestre da literatura.
O romance inacabado de Sofia Stern
Ronaldo Wrobel (Brasil, 1968)
Editora Record: 2016, 256 páginas
Sinopse
Autor de Traduzindo Hannah, livro finalista do Prêmio São Paulo de Literatura de 2010, Ronaldo Wrobel constrói um thriller instigante neste novo romance. Na trama, o protagonista Ronaldo vive com a avó, Sofia Stern, em Copacabana. Ela é uma refugiada da guerra: nasceu na Alemanha em 1919 e veio para o Brasil às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Quando Ronaldo encontra um diário da avó perdido no apartamento, percebe que as histórias de sua juventude revelam paixões, traições e conflitos. Ele decide trazer os fatos à tona e embarca numa viagem para preencher as lacunas do relato.
Yasushi Inoue (Japão, 1907-1991)
Editora Estação Liberdade: 2010, 102 páginas
Sinopse
No Japão, o período do pós-guerra trouxe definitivamente à tona toda sorte de questões que mantiveram caráter de tabu durante tanto tempo, numa tradição secular de silêncio e discrição. Isso faz com que o enredo de O fuzil de caça, cujos personagens estão enleados em um caso de amor extraconjugal, não constitua por si só uma novidade ou um fator de estranhamento. É também na forma, e não apenas em sua temática, que a obra se consolida como fundamental no panorama da literatura japonesa contemporânea.
Lançando mão da tradição do romance epistolar, convida o leitor à posição de voyeur de uma comunicação unilateral e inusitada entre um caçador, Josuke Misugi, e um escritor. Três cartas, endereçadas a um mesmo homem por três mulheres diferentes, imprimem uma textura trágica à trama.
O jogo de narradores; as cartas como único veículo para a torrente de alta tensão emocional que se revela ao leitor; o exercício constante da concisão e o lirismo que transpira de uma prosa que se mantém sempre vizinha do território poético: a estética e o conteúdo se entrelaçam, e o entrecho se apresenta belo como uma trilha na neve. Ao mesmo tempo, o equilíbrio entre o que é dito e o que é velado mantém o mundo da solidão presente em cada linha e constante em todos os personagens. Permeiam estas páginas o isolamento e a carência de franqueza nas relações humanas, que as cartas reveladas por Misugi tentam romper e atravessar.
Sapiens: uma breve história da humanidade
Yuval Noah Harari (Israel, 1976)
Ediitora L&PM:2015, 464 páginas
Sinopse
Um relato eletrizante sobre a aventura de nossa extraordinária espécie – de primatas insignificantes a senhores do mundo. O que possibilitou ao Homo sapiens subjugar as demais espécies? O que nos torna capazes das mais belas obras de arte, dos avanços científicos mais impensáveis e das mais horripilantes guerras? Yuval Noah Harari aborda de forma brilhante estas e muitas outras questões da nossa evolução. Ele repassa a história da humanidade, relacionando com questões do presente. E consegue isso de maneira surpreendente. Doutor em história pela Universidade de Oxford e professor do departamento de História da Universidade Hebraica de Jerusalém, seu livro não entrou por acaso nas listas dos mais vendidos de 40 países para os quais foi traduzido. Sapiens impressiona pela quantidade de informação, oferecida em linguagem acessível, atraente e espirituosa. Tanto que, na primeira semana de lançamento nos Estados Unidos, já figurava entre os mais vendidos na lista do The New York Times. Em Sapiens, Harari nos oferece não apenas conhecimento evolutivo, mas também sociológico, antropológico e até mesmo econômico. Ele se baseia nas mais recentes descobertas de diferentes campos como paleontologia, biologia e antropologia. E, especialmente para a edição brasileira, realizou algumas atualizações no final de 2014. Esta edição traz dezenas de imagens, mapas e tabelas que o deixam ainda mais dinâmico.
Quero ressaltar outros livros que foram do meu agrado, dos quais guardo boas lembranças, em ordem alfabética pelo título:
Enclausurado, Ian McEwan
Esnobes, Julian Fellowes
A garota de Boston, Anita Diamant
Guerra das Gueixas, Nagai Kafu
Um homem chamado Ove, Fredrik Backman
Nora Webster, Colm Tóibin
O papel de parede amarelo, Charlotte Perkins Gilman
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Mangas, uvas e mexericas, 2009
Daniel Penna (Brasil, 1951)
óleo sobre tela, 40 x 50 cm
Gilberto Geraldo (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Dois grupos de leitura votaram nos livros lidos durante o ano.
(grupo formado por 18 pessoas, leu 12 livros este ano):
1 — Um homem chamado Ove, de Fredrick Backman
2 — Infiel, de Ayaan Hirsi Ali
3 — A mulher desiludida, de Simone de Beauvoir
4 — O romance inacabado de Sofia Stern, de Ronaldo Wrobel
5 — Dom Quixote, de Cervantes
6 — A garota de Boston, Anita Diamant
7 – Imperatriz Orquídea, Anchee Min
8 – Pequena abelha de Chris Cleave
9 – A elegância do ouriço de Muriel Barbery
10 – O último amigo, Tahar Ben Jelloun
11 – Cavalos roubados, Per Petterson
12 – O papel de parede amarelo, Charlotte Perkins Gilman
1º lugar — A elegância do ouriço
Muriel Barbery
Editora Cia das Letras, 2008, 352 páginas
SINOPSE: À primeira vista, não se nota grande movimento no número 7 da Rue de Grenelle: o endereço é chique, e os moradores são gente rica e tradicional. Para ingressar no prédio e poder conhecer seus personagens, com suas manias e segredos, será preciso infiltrar um agente ou uma agente ou por que não? duas agentes. É justamente o que faz Muriel Barbery em A “Elegância do Ouriço”, seu segundo romance. Para começar, dando voz a Renée, que parece ser a zeladora por excelência: baixota, ranzinza e sempre pronta a bater a porta na cara de alguém. Na verdade, uma observadora refinada, ora terna, ora ácida, e um personagem complexo, que apaga as pegadas para que ninguém adivinhe o que guarda na toca: um amor extremado às letras e às artes, sem as nódoas de classe e de esnobismo que mancham o perfil dos seus muitos patrões.
2º lugar — O romance inacabado de Sophia Stern
Ronaldo Wrobel
Editora Record: 2016, 256 páginas
SINOPSE: Autor de Traduzindo Hannah, livro finalista do Prêmio São Paulo de Literatura de 2010, Ronaldo Wrobel constrói um thriller instigante neste novo romance. Na trama, o protagonista Ronaldo vive com a avó, Sofia Stern, em Copacabana. Ela é uma refugiada da guerra: nasceu na Alemanha em 1919 e veio para o Brasil às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Quando Ronaldo encontra um diário da avó perdido no apartamento, percebe que as histórias de sua juventude revelam paixões, traições e conflitos. Ele decide trazer os fatos à tona e embarca numa viagem para preencher as lacunas do relato.
3º lugar — Um homem chamado Ove
Fredrik Backman
Editora Alfaguara: 2015, 352 páginas
SINOPSE — Sucesso de vendas na Suécia, uma história divertida e emocionante sobre como uma única pessoa pode mudar a vida de outras — e ter sua própria vida mudada por elas.
Ove tem cinquenta e nove anos e não gosta muito das pessoas. Afinal, hoje em dia ninguém mais sabe trocar um pneu, escrever à mão ou usar uma chave de fenda.
Ninguém mais quer trabalhar e assumir responsabilidades. Todo mundo é jovem, usa calça justa e só quer saber de internet. Para Ove, uma sociedade em que tudo se resume a computadores e café instantâneo só pode decepcioná-lo.
Como se isso não bastasse, a única pessoa que ele amava faleceu. Sem sua esposa, a vida de Ove perdeu a cor e o sentido. Meses depois, ele toma uma decisão: vai dar fim à própria vida. No entanto, cada uma de suas tentativas é frustrada por algum vizinho incompetente que precisa de ajuda. Mas, quando uma estranha família se muda para a casa ao lado, Ove aos poucos passa a encarar o mundo de outra forma.
Um romance comovente que mostra como amor e bondade podem ser encontrados nos lugares mais inesperados.
(grupo formado por 20 pessoas, leu 12 livros este ano):
1 — Nora Webster, Colm Tóibin
2 — Um homem chamado Ove, Fredrik Backman
3 — O rouxinol, Kristin Hannah
4 — Bonita Avenue, Peter Buwalda
5 — O ruído das coisas ao cair, Juan Gabriel Vásquez
6 — O romance inacabado de Sofia Stern, Ronaldo Wrobel
7 — A maleta da Sra. Sinclair, Louise Walters
8 — Esnobes, Julian Fellowes
9 — A garota de Boston, Anita Diamant
10 — A garota no trem, Paula Hawkins
11 — Cinco esquinas, Mario Vargas Llosa
12 — O papel de parede amarelo, Charlotte Perkins Gilman
Kristin Hannah
Editora Arqueiro: 2015, 428 páginas
SINOPSE — França, 1939: No pequeno vilarejo de Carriveau, Vianne Mauriac se despede do marido, que ruma para o fronte. Ela não acredita que os nazistas invadirão o país, mas logo chegam hordas de soldados em marcha, caravanas de caminhões e tanques, aviões que escurecem os céus e despejam bombas sobre inocentes.
Quando o país é tomado, um oficial das tropas de Hitler requisita a casa de Vianne, e ela e a filha são forçadas a conviver com o inimigo ou perder tudo. De repente, todos os seus movimentos passam a ser vigiados e Vianne é obrigada a fazer escolhas impossíveis, uma após a outra, e colaborar com os invasores para manter sua família viva.
Isabelle, irmã de Vianne, é uma garota contestadora que leva a vida com o furor e a paixão típicos da juventude. Enquanto milhares de parisienses fogem dos terrores da guerra, ela se apaixona por um guerrilheiro e decide se juntar à Resistência, arriscando a vida para salvar os outros e libertar seu país.
Seguindo a trajetória dessas duas grandes mulheres e revelando um lado esquecido da História, O Rouxinol é uma narrativa sensível que celebra o espírito humano e a força das mulheres que travaram batalhas diárias longe do fronte.
Separadas pelas circunstâncias, divergentes em seus ideais e distanciadas por suas experiências, as duas irmãs têm um tortuoso destino em comum: proteger aqueles que amam em meio à devastação da guerra – e talvez pagar um preço inimaginável por seus atos de heroísmo.
Paula Hawkins
Editora Record:2016, 378 páginas
SINOPSE — Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas dágua, pontes e aconchegantes casas.
Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes a quem chama de Jess e Jason , Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess na verdade Megan está desaparecida.
Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.
Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota No Trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.
3º lugar — Um homem chamado Ove
Fredrik Backman
Editora Alfaguara: 2015, 352 páginas
SINOPSE — Sucesso de vendas na Suécia, uma história divertida e emocionante sobre como uma única pessoa pode mudar a vida de outras — e ter sua própria vida mudada por elas.
Ove tem cinquenta e nove anos e não gosta muito das pessoas. Afinal, hoje em dia ninguém mais sabe trocar um pneu, escrever à mão ou usar uma chave de fenda.
Ninguém mais quer trabalhar e assumir responsabilidades. Todo mundo é jovem, usa calça justa e só quer saber de internet. Para Ove, uma sociedade em que tudo se resume a computadores e café instantâneo só pode decepcioná-lo.
Como se isso não bastasse, a única pessoa que ele amava faleceu. Sem sua esposa, a vida de Ove perdeu a cor e o sentido. Meses depois, ele toma uma decisão: vai dar fim à própria vida. No entanto, cada uma de suas tentativas é frustrada por algum vizinho incompetente que precisa de ajuda. Mas, quando uma estranha família se muda para a casa ao lado, Ove aos poucos passa a encarar o mundo de outra forma.
Um romance comovente que mostra como amor e bondade podem ser encontrados nos lugares mais inesperados.
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Natal! É sonho e vigília
harmonia, amor e paz…
Milagre! Toda família
se reúne uma vez mais…
(J. G. de Araújo Jorge)
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©Ao pé da letra
Os grupos de leitura Ao pé da letra e Papalivros fizeram sua festa de fim de ano juntos, num bistrô do Rio de Janeiro. Trinta e quatro leitores participaram do evento. Combinaram de ler o mesmo livro, O papel de parede amarelo, da escritora americana Charlotte Perkins Gilman, um livro pequeno, um conto, publicado em 1892 e resgatado pelo movimento feminista na década de 1970 do século passado.
©Papalivros
Uma discussão de mais de trinta pessoas não daria certo. Por isso os grupos convidaram dois palestrantes. Primeiro a psicanalista e poeta Sonia Carneiro Leão que fez uma análise da obra do ponto de vista da psicanálise pois trata-se da escrita de um personagem que tem alucinações.
©Ladyce West
Em seguida o escritor Ronaldo Wrobel falou de sua reação à obra, levando em conta a perspectiva de quem escreve. Foi um sarau literário, sem música, mas de grande virtude por se poder ver perspectivas diferentes da mesma obra
©Ladyce West
O encontro animado foi enriquecedor. Depois dessas curtas palestras, trechos de livros das escritoras do grupo foram lidos. Um verdadeiro buquê de variadas expressões literárias.
©Ladyce West
Um jantar previamente estabelecido foi então servido, e um brinde ao ano que se aproxima, que todos esperam seja melhor do que o que finda, encerrou o encontro.
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Marita Peña Mora (Peru, 1968)
óleo sobre tela
“A cultura pode ser experimentação e reflexão, pensamento e sonho, paixão e poesia e uma revisão crítica constante e profunda de todas as certezas, convicções, teorias e crenças. Mas não pode afastar-se da vida real, da vida verdadeira, da vida vivida, que nunca é a dos lugares-comuns, do artifício, do sofisma e da brincadeira, se risco de se desintegrar. Posso parecer pessimista, mas minha impressão é de que, com uma irresponsabilidade tão grande como a nossa irreprimível vocação para a brincadeira e a diversão, fizemos da cultura um daqueles castelos de areia, vistosos mas frágeis, que se desmancham com a primeira ventania.”
Em: A civilização do espetáculo, Mário Vargas Llosa, Rio de Janeiro, Objetiva:2013, página 67.
Mercado Municipal e Terminal Rodoviário, 1968
Bonaventura Cariolato (Itália/Brasil, 1894-1989)
aquarela
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