À beira-mar, 1945
Milton Avery (EUA,1885-1965)
óleo sobre tela, 28 x 36 cm
Hunter Museum of American Art, Chattanooga, TN
“Livros são uma mágica portátil sem igual.”
Stephen King
À beira-mar, 1945
Milton Avery (EUA,1885-1965)
óleo sobre tela, 28 x 36 cm
Hunter Museum of American Art, Chattanooga, TN
Stephen King
Filhote de Asno Selvagem Persa ou Asiático, uma espécie rara de equino, nasceu no Zoológico de Chester na Inglaterra. Essa é uma espécie em extinção, acredita-se que haja só 600 exemplares em todo mundo.
Uma jovem espanhola
Constantin Guys (França,1802–1892)
aquarela sobre papel, 69 x 58 cm
The Phillips Collection, Washignton D.C.
Orgulho, 1977-78
Jack Beal (EUA, 1931-2013)
pastel on placa artística,101 x 81cm
“O que verdadeiramente tira o meu fôlego é um livro que, quando você termina de ler, deseja que o autor que o escreveu fosse seu grande amigo e que você pudesse chamá-lo ao telefone, a qualquer hora que desejasse.”
J. D. Salinger, O apanhador no campo de centeio
Natureza morta com cebolas
Benedito José de Andrade (Brasil, 1906-1979)
óleo sobre placa, 24 x 34 cm
Natureza morta com cebolas
Domingos Gemelli (Brasil, 1903 – 1985)
óleo sobre tela, 20 x 24 cm
Muitas vezes não sabemos o impacto que nossas ações podem exercer sobre outras pessoas. Fui levada à Oficina de Escrita do escritor Luís Pimentel pelas mãos de uma amiga, Magali Lee Cotrim, que estava interessada em escrever memórias. Fui, ainda sem saber bem como tudo isso funcionava. Escrever havia sido sempre parte de minha vida, ainda que fosse segredo. Manuscritos, tenho-os alguns. Talvez, por haver feito resenhas de livros para jornais e no blog, há 17 anos, algumas centenas de resenhas, meu medo de meus textos não serem bons, sempre me impediu de aparecer como escritora.
Fui aos primeiros encontros da turma de Pimentel com o coração nas mãos; O que encontrei lá foram colegas respeitosos, críticos onde deveriam ser; e Luís Pimentel, cujas palavras, gentis, mesmo quando sugeriam mudanças nos textos, guiaram e apoiaram meu trabalho.
A essa altura, meu marido já se achava adoentado. Com a pandemia ele piorou. Tive muito medo dele morrer sem que visse que eu havia levado minha escrita avante. Desde que o conheci, Harry havia me dado todo apoio à escrita. Aos meus textos em inglês e aos em português. Não fosse por ele eu não teria me dedicado a dois romances engavetados, à tradução do português para o inglês, às críticas literárias. Todo esse tempo, trabalhando como historiadora da arte e mais tarde galerista.
No final de 2020 quando ainda dava tempo de meu marido ver a publicação de À meia voz, resolvi publicar. Luís Pimentel me deu o presente de escrever a orelha do livro, introduzindo essa nova poeta. Fica aqui mais uma vez meu agradecimento, meu apreço às suas orientações. Fazer parte de seu círculo de escritores foi uma das mais importantes decisões que já tomei. Sem hesitar faria outra temporada sob seu olhar agudo e carinhoso. Obrigada, Pimentel.
Desconheço a autoria da imagem, mas é muito verdadeira, não é? Quando o livro é bom: não sentimos o tempo passar. Ficamos numa bolha em que o tempo está suspenso.
“… o que “é real”? O que “existe”? A resposta é que essa é uma pergunta mal formulada, quer dizer tudo e nada. Porque o adjetivo “real” é ambíguo, tem uma infinidade de significados. O verbo “existir” tem ainda mais. À pergunta: “Existe um boneco cujo nariz cresce quando conta mentiras?”, pode-se responder: “Claro que existe! É o Pinóquio!”; ou então: “Não, não existe, é apenas uma fábula inventada por Collodi”. As duas respostas estão corretas, porque usam o verbo “existir” com significados diferentes. Há tantas maneiras de se dizer que uma coisa existe: uma lei, uma pedra, uma nação, uma guerra, um personagem de uma comédia, um deus de uma religião a qual não professamos, o deus de uma religião em que acreditamos, um grande amor, um número… cada um desses entes “existe” e “é real” num sentido diferente do outro. Podemos nos perguntar em que sentido algo existe ou não (Pinóquio existe como personagem literário, não no registro civil italiano), ou se uma coisa existe num sentido determinado (existe uma regra que proíbe fazer roque no jogo de xadrez depois de mover a torre?). Perguntar-se “o que existe?” ou “o que é real?” em geral significa apenas se perguntar como queremos usar um verbo e um adjetivo.6 É uma questão gramatical, não sobre a natureza.”
Em: A ordem do tempo, Carlo Rovelli, tradução de Silvana Cobucci, Ed. Objetiva: 2018