
“Espera. Sê paciente. A tempestade passará. A primavera virá.”
Robert H. Schuller

Robert H. Schuller
Ilustração de Georges Barbier, 1913.
Yosa Buson
Cartão postal, 1ª metade do século XX.
Cecília Meireles
Ilustração, Jimmy Lao.
Marty Rubin
Frutas, 1968
Glauco Rodrigues (Brasil, 1929 – 2004)
óleo sobre eucatex, 58 X 32 cm,
Jarro com flores do campo, 1965
Angelo Cannone (Itália-Brasil, 1899-1992)
óleo sobre tela, 38x 46 cm
Lavadeira na Fonte no Alto da Tijuca, 1973
ANÉLIO LATINI (Brasil, 1926 – 1986)
óleo sobre eucatex, 35 X 26 cm
Um café em Londres, por volta de 1705.
Muita gente acha que o café, lugar de encontro para bater papo, para tomar uma bebida quente, para fazer e encontrar amigos é uma invenção moderna. Enganam-se todos que assim pensam.
Os primeiros cafés de que se tem notícia foram estabelecidos em Meca, e se tornaram em meados do século XVI, um problema para os imãs, porque se tornaram lugares de discussão política e lugares de ingestão de bebidas. Por isso mesmo, foram proibidos por doze anos entre 1512 e 1524. No entanto, a necessidade de um lugar onde se pudesse tomar um café era intensa e foi em 1530, em Damasco que os cafés saíram do domínio de Meca para o resto do mundo. Logo depois Cairo se tornou um grande centro de cafés. E em 1555 sabe-se da abertura do primeiro café, lugar de encontros, em Istambul, naquela época chamada de Constantinopla.
Veneza foi a primeira cidade da Europa ocidental a se orgulhar de um café, aberto em 1629. A influência do império otomano nesta cidade mercantil explica o acontecimento. Da península itálica os cafés, como lugares de encontro, de conversas e discussões políticas, foram para a Inglaterra, outro país dependente do comércio internacional. Em 1650, o primeiro café inglês abriu na cidade de Oxford.
Nos 15 anos entre 1670 e 1685 foi grande o número de cafés abertos em Londres. E populares, tornaram-se locais de debate público. Foi só em 1672 que se tem notícia do primeiro café parisiense que teve monopólio sobre esse comércio por 14 anos quando, em 1686, o Café Procope abriu suas portas, à Rue de l’Ancienne Comédie, VI arrondissement, local que também tem o título de mais antigo restaurante de Paris em uso contínuo.
Nêsperas, 1985
Evilásio Lopes (Brasil, 1917 – 2013)
óleo sobre tela, 65 x 50 cm,
Castelo de cartas, ilustração de H. B. Long.
Guilherme de Almeida
Lembrança, quanta lembrança
Dos tempos que já lá vão!
Minha vida de criança,
Minha bolha de sabão!
Infância, que sorte cega,
Que ventania cruel,
Que enxurrada te carrega,
Meu barquinho de papel?
Como vais, como te apartas,
E que sozinho que estou!
Ó meu castelo de cartas,
Quem foi que te derrubou?
Tudo muda, tudo passa
Neste mundo de ilusão;
Vai para o céu a fumaça,
Fica na terra o carvão.
Mas sempre, sem que te iludas,
Cantando num mesmo tom,
Só tu, coração, não mudas,
Porque és puro e porque és bom!
