

Criança lendo
Frank Palmieri (EUA, 1922-2017)
óleo sobre placa, 20 x 25 cm


Criança lendo
Frank Palmieri (EUA, 1922-2017)
óleo sobre placa, 20 x 25 cm

O britânico George Gordon Byron (1788-1824), 6.º Barão Byron, ou Lord Byron, foi um dos mais influentes poetas ingleses. Além de sua associação ao romantismo, ganhou fama no folclores literário por suas múltiplas aventuras amorosas: aparentemente ninguém conseguia escapar de seus encantos. A primeira obra que o fez centro de atenções e ilibações literárias foi publicada em 1812, com o título Childe Harrod’s Pilgrimage [Peregrinação de Childe Harrod]. Nela Byron descreve, em poesia, a longa viagem que fez por países europeus e do Oriente Médio. A fama veio súbita, logo após a publicação só dos dois primeiros cantos. O sucesso foi tão rápido e completo que há registro de Byron ter exclamado “I awoke one morning and found myself famous” [Acordei uma manhã e me encontrei famoso] acentuando sua conhecida imodéstia. No entanto, além das escapadas amorosas e das publicações que agradaram ao público e à crítica, Byron cultivou a peculiaridade de viajar sempre, e viajou muito, com algumas dezenas de animais. Um exemplo, foi a viagem que fez a Veneza, quando levou dez cavalos, três macacos, três pavões, oito cachorros, cinco gatos, uma cegonha, um falcão, uma águia e um corvo.
Crianças, 1937
Balthus (França, 1908-2001)
têmpera sobre tela
Museu Picasso
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Ladyce West historiadora da arte e escritora. Seu primeiro livro de poesias À meia voz, foi publicado em novembro de 2020, pela Autografia. Encontra-se à venda em todas as livrarias e em ebook na Amazon.
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Marinha, 1979
Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)
óleo sobre tela, 40 x 50 cm
Galinhas no quintal, 1988
Eduardo Carlson (Brasil, 1924)
óleo sobre tela, 35 x 27 cm
Paisagem rural
Jonas Matos (Brasil, 1984)
óleo sobre tela, 30 x 60 cm
Ladyce West historiadora da arte e escritora. Seu primeiro livro de poesias À meia voz, foi publicado em novembro de 2020, pela Autografia. Encontra-se à venda em todas as livrarias e em ebook na Amazon.
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Há muito tempo não coloco no blog nenhuma notícia de arqueologia. Meu interesse nunca se extinguiu. Fiquei sem tempo. Mas duas semanas atrás anunciada a nova data para o culto a Odin, pela leitura da medalha fotografada acima, me trouxe de volta às postagens arqueológicas que tanto agradam os leitores.
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Arqueólogos descobriram que uma medalha de ouro, que deveria ser usada como pingente, encontrada na Dinamarca em 2020, é o registro mais antigo que se tem de Odin, principal deus nórdico. O objeto é uma medalha ornamental com inscrições rúnicas. Uma das 22 peças descobertas ao acaso por Ole Ginnerup Schytz, um arqueólogo amador usando um detector de metais que acabara de comprar.
Entre as peças desta coleção de medalhões e joias, que pesavam mais de um quilo de ouro, uma foi estudada por especialistas na língua rúnica por todo esse tempo. Mas a forma arcaica das inscrições retardaram a verdadeira novidade deste achado na Jutlândia, arquipélago que conta com territórios da Dinamarca e Alemanha. A cidade de Jelling , local da descoberta é conhecida como o berço dos grandes reis vikings que reinaram em grande parte do norte da Europa do século X ao XII. Mas relativamente pouco se sabe sobre o período anterior a eles.
A peça cujo significado em rúnico foi desvendado é uma medalha de ouro, que deveria ser usada como um pingente e que estima-se ter sido cunhada no Século V, cerca de 150 anos antes do registro mais antigo conhecido do deus nórdico Odin. Desde encontrado, esse objeto vem sendo examinado — e, agora, finalmente os pesquisadores conseguiram decifrar as inscrições rúnicas contidas no disco de ouro. Na peça, está escrito: “Ele é o homem de Odin” junto com a imagem de algum governante desconhecido, que era chamado de Jaga ou Jagaz.
A inscrição foi a mais difícil de interpretar em todos os anos em que trabalho no Museu Nacional da Dinamarca. É uma descoberta absolutamente incrível; a primeira evidência sólida do culto a Odin no século V. “Este tipo de inscrição também é raro, ainda não encontrado anteriormente. Podemos ter sorte em encontrar um a cada 50 anos” disse Lisbeth Imer, especialista em escrita rúnica.
Odin era um dos pricipais deuses da mitologia nórdica, frequentemente associado à guerra e à poesia. Possuía habilidades de vidência, segundo as tradições. Com o poder de enxergar passado e futuro podia mudar o destino da humanidade. Por isso mesmo recebia muitos pedidos e oferendas. Acredita-se que o tesouro onde a medalha foi encontrada possa ter sido enterrado em honra aos deuses.
Os povos nórdicos eram politeístas. Descobriu-se mais sobre os deuses dessa religião pagã, central para a sociedade viking à medida artefatos históricos foram encontrados. Deste modo arqueólogos aprenderam mais sobre adoração, características e atributos de cada divindade.
Até agora, o registro mais antigo de Odin era um broche datado da segunda metade do século VI. (550-600 EC), encontrado em Nordendorf, região no sul da Alemanha.
A medalha é uma espécie de moeda de ouro usada como ornamento na Europa Setentrional, na Idade do Ferro germânica (400-800 E.C.), especialmente durante as migrações bárbaras. E faz parte da coleção de medalhões decorados com símbolos mágicos e runas, uma das primeiras formas de escrita. As mulheres os teriam usado para proteção, já que as pessoas na época acreditavam que o ouro vinha do sol, segundo os especialistas.
O grande medalhão mostra o deus Odin, que parece ter sido inspirado em joias romanas semelhantes celebrando imperadores como deuses. Há também outra medalha com a efígie do imperador romano Constantino, do século IV, famoso por disseminar o cristianismo. Os especialistas acreditam que o tesouro tenha sido enterrado há 1.500 anos.
Ladyce West é historiadora da arte e escritora. Seu primeiro livro de poesias À meia voz, foi publicado em novembro de 2020, pela Autografia. Encontra-se à venda em todas as livrarias e em ebook na Amazon.
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Vaso de Flores
Olga Mary (Brasil, 1891-1963)
[Olga Mary Sassetti Pedrosa]
óleo sobre madeira, 52 x 44 cm
Vaso com flores, 1985
Paulina Kaz (Brasil, 1915- 2001)
óleo sobre tela, 41 x 27 cm
Ladyce West é historiadora da arte e escritora. Seu primeiro livro de poesias À meia voz, foi publicado em novembro de 2020, pela Autografia. Encontra-se à venda em todas as livrarias e em ebook na Amazon.
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Jovem com livro, 2019
Alexandra Djokic (Sérvia, contemporânea)
acrílica sobre tela, 70 x 49 cm
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Ladyce West historiadora da arte e escritora. Seu primeiro livro de poesias À meia voz, foi publicado em novembro de 2020, pela Autografia. Encontra-se à venda em todas as livrarias e em ebook na Amazon.
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A camisola de dormir amarela
Flora Merleau (França, 1975)
acrílica sobre tela, 85 x 60 cm
Paul Auster