Louvre pede e a população dá…

5 03 2024

O cesto de morangos selvagens, c. 1761

Jean-Baptiste Simeon Chardin (França, 1699-1779)

óleo sobre tela

Louvre

 

 

A tela, O cesto de morangos selvagens, c. 1761, de um dos maiores pintores de naturezas-mortas da França, Jean-Baptiste Simeon Chardin (1699-1779), foi alvo de uma campanha envolvendo o publico em geral, para que o Louvre, a comprasse e assim garantisse sua permanência na França.

A briga por esta tela, data de 2022, quando o Kimbell Art Museum, em Fort Worth, Texas a comprou em leilão.  Naquele ano, pela casa de leilões, a estimativa era que seria vendida por dezesseis milhões e quinhentos mil dólares.  O museu americano, que lançava no anonimato, estava interessado na aquisição desta tela e acabou vencendo os outros interessados, em acirrada guerra de lances.  Ao final do pregão,  pagou vinte seis milhões e oitocentos mil dólares.  Este lance vencedor quebrou todas as expectativas. 

Quando foi revelado que esta tela iria sair da França, o governo francês interferiu. Considerou o quadro tesouro nacional e deu ao Louvre dois anos para encontrar o dinheiro necessário para comprar o quadro pelo preço final do leilão.  Para inspirar ou lembrar bem aos franceses o que ele poderiam estar perdendo, a tela ficou exposta no museu do Louvre por este período de vinte quatro meses até que se resolvesse a compra.

Inicialmente foram grandes fortunas que contribuíram com alguns milhões de dólares.  O grupo de alta costura LVMH Moët Hennessy – Louis Vuitton garantiu dezesseis milhões.  A sociedade de Amigos do Louvre, e o próprio museu conseguiram arrecadar cerca de oito milhões de dólares. E no final cerca de dez mil doadores individuais completaram a quantia necessária, através de um projeto chamado Todos Mecenas que  envolve o público em geral a participar de compras para o museu como esta.  Esta foi a décima quarta vez que o projeto Todos Mecenas socorreu o Louvre, desde 2010 quando foi instaurado.  Trinta cinco mil pessoas já participaram; destes quatorze mil participaram mais de uma vez e cento e dezesseis indivíduos participaram de todas as campanhas até hoje.  Uma história feliz!

 





Sempre aos domingos, poesia de Ira Etz

4 03 2024

Paulo Cesar ‘nariz de feijão, 2020

Augusto Herkenhoff (Brasil,1965)

acrílica sobre tela, 48 x 36cm

Sempre aos domingos

 

Ira Etz

 

Atendo o telefone

Ela fala alto,

Minha velha amiga

Está surda.

Foi logo dizendo:

Ando muito sozinha.

Ninguém para conversar

Falo com os cachorros

Sigo relendo livros antigos

Jornal, só aos domingos.

Estou velha e sem dinheiro.

Eu disse que também estava velha

Como se isso servisse de consolo.

De repente ela mudou o tom

Da conversa

Você viu o jogo ontem?

Que jogaço!

Amante de futebol

Assiste a todos os campeonatos,

Discute com a TV, vibra

Torcedora do Botafogo.

Time da Estrela Solitária.

 

Em: Ainda, Ira Etz, Rio de Janeiro, Sete Letras: 2022, p.65





Paisagens brasileiras…

3 03 2024

Animais no campo

Carmelo Gentil Filho (Brasil, 1955)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm

 

 

Bananeiras, década de 1940

Dario Mecatti (Itália-Brasil, 1909-1976)

 óleo sobre tela, 30 x 37 cm

 

 

Figuras na paisagem com lago e vitórias régias

Cícero Dias (Brasil, 1903-2007)

óleo sobre tela, 54 x 65 cm.





Em casa: Caroline Walker

3 03 2024

Spritz for Bitz, 2022

Caroline Walker (Inglaterra, 1982)

óleo sobre tela, 180 x 240 cm

 





Esmerado: broche com retrato de Elizabeth da Áustria

2 03 2024

Broche à moda renascentista com retrato de Elizabeth da Áustria, 1878

Desenhista: Alphonse Fouquet 

Esmaltador: Paul Grandhomme 

Escultor: Albert-Ernest Carrier-Belleuse

Cinzelador: Michaut

prata, pintura em esmalte, pérolas sobre metal. diamantes rosados

12 x 5,5 cm

Representados: sereia alada, rosa (flor) e retrato de mulher

Pessoa representada: Elizabeth de Wittelsbach

Museu de Artes Decorativas, Paris





Flores para um sábado perfeito!

2 03 2024

Paisagem em dourado, 2004

Solange Palatnik (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela, 35 x 50 cm

 

 

 

Semelhança

Ana Goldberger (Brasil, 1947-2019)

acrílica sobre tela, 40 x 40 cm





Rio de Janeiro, 459 anos!

1 03 2024
Catedral do Rio de Janeiro, ©Ladyce West

 

 

 

Mar de Copacabana, ©Ladyce West

 

 

 

Bombeiros em salvamento, praia de Copacabana. ©Ladyce West

 

 

 

Yatch Club do Rio de Janeirio. ©Ladyce West

 

 

 

Sala Cecília Meireles. ©Ladyce West

 

 

 

Vista do Rio de Janeiro da Baía de Guanabara. ©Ladyce West

 

 

 

Café na Casa Firjan, Botafogo. ©Ladyce West

 

 

 

Praia do Arpoador. ©Ladyce West

 

 

 

Primavera dos Livros, Jardins do Palácio do Catete. ©Ladyce West

 

 

 

Cemitério São Francisco Xavier, ou do Caju. ©Ladyce West

 

 

 

Praça Quinze de Novembro. ©Ladyce West

 

 

 

Incêndio em caminhão, praia de Copacabana. ©Ladyce West

 

 

 

Banco de reserva. ©Ladyce West

 

 

 

Jockey Club Brasileiro. ©Ladyce West

 

 

 

Um dos muitos quiosques de plantas na cidade. ©Ladyce West

 

 

 

Essas são algumas de minhas fotos.  Sempre tive como hobby a fotografia.  E aqui estão representadas fotos tiradas com diversas câmeras.  Depois que meu marido começou a ter dificuldade para andar, minhas aventuras pela cidade diminuíram muito.  Em 2023 retomei devagarinho a fotografia.  Desta vez usando o celular.   Mas ainda prefiro a câmera digital sem o formato do celular.  Uma de minhas decisões para 2024 é voltar a fotografar com maior assiduidade.  O calor não tem ajudado muito às saídas ao ar livre.  Mas o verão não será para sempre.  Deste ano, 2024, aqui neste grupo, só mesmo a foto do Café da Casa da Firjan em Botafogo. 





Curiosidade literária…

29 02 2024
Minie decide ler a seção policial do jornal, Ilustração de Walt Disney.

 

 

Vamos concordar: algumas pessoas têm sorte. Certamente o ex-marido da escritora Sue Grafton é um deles.  Que bom também que há pessoas, como a própria Sue Grafton, que conseguem  ter bom-senso e não levar seus sentimentos destrutivos a termo.

Sue Grafton, escrevia argumentos para filmes em Hollywood.  Mas, antes disso, formada em Letras pela Universidade de Louisville, publicou dois livros, Keziah Dane e The Lolly-Madonna War, no final da década de 1970, livros que não tiveram qualquer sucesso. Voltou-se, então, para carreira de roteirista.  E assim trabalhou por quinze anos.  Sucesso! No entanto quando faleceu em 2017, era conhecida como a autora de diversos livros de sucesso internacional, numa série que levou o cognome:  Crimes do Abecedário.  O primeiro livro deste grupo, A é para Álibi, publicado em 1982, foi resultado da raiva que sentia pelo marido de quem se divorciava.  A autora admitiu que se dedicou a imaginar maneiras de acabar com a vida do marido com quem disputava as condições do divórcio.  Até que se sentou um dia e escreveu o manuscrito que iria de fato abrir as portas para publicações de muito sucesso.  Depois deste primeiro livro de mistério, seguiu-se B is for Burglar, no Brasil, B de Busca.  O terceiro livro, C de Cadáver (C is for Corpse) alavancou a ideia de uma série.  Quando morreu em 2017, Sue Grafton havia publicado mistérios cujos títulos cobriam vinte e cinco letras do alfabeto inglês estrelando o detetive particular, Kinsey Millhone. Salva por sua imaginação, Sue Grafton não poderia ser presa por um crime que nunca cometeu, só planejou!

 





Todo mundo lê…

28 02 2024
Ilustração, Robinson.




Trova do jardim florido

28 02 2024

Querendo colher no outono,

semeei na primavera…

Tu deixaste no abandono

um jardim à tua espera…

 

(Marília Fairbanks Maciel)