Flores para um sábado perfeito!

23 05 2020

 

 

IRACEMA OROSCO FREIRE - OST, Natureza Morta, VASO DE FLORES, COPO DE LEITE . 36 X 44Vaso de flores com copos de leite

Iracema Orosco Freire (Brasil, século XX)

óleo sobre tela,  36 X 44 cm





Rio de Janeiro, um parque à beira-mar

22 05 2020

 

 

 

 

GERALDO ORTHOF (1903-1993) - Parque Guinle e Palácio Laranjeiras, Rio de Janeiro,ost, 60 x 80 cm.Parque Guinle e Palácio Laranjeiras, Rio de Janeiro

Geraldo Orthof (Áustria/Brasil, 1903 – 1993)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm





Imagem de leitura — Auguste Oleffe

21 05 2020

 

 

Auguste Oleffe (Bélgica, 1867-1931) Em agosto, 1909 - Terrasse de la maison du peintre, chaussée de Wavre, ost, 200 x 200, Museu Real de Belas Artes BruxelasTerraço da casa do pintor, à rua Chaussée de Wavre, em Bruxelas, 1909

Auguste Oleffe (Bélgica, 1867-1931)

óleo sobre tela,

200 x 200 cm

Museu Real de Belas Artes,  Bruxelas





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

20 05 2020

 

 

CARLOS LEÃO, Natureza morta - Óleo sobre tela - 38x46 cm - ACID 1974 (Coleção do Professor e Dr. Luiz Fernando da Costa e Silva)Natureza morta, 1974

Carlos Leão (Brasil, 1906 -1983)

óleo sobre tela, 38 x 46 cm





Saber viajar, texto de Francisco de Barros Júnior

20 05 2020

 

 

AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS (1927-1997)Maria Fumaça na Paisagem Campestre, ost,. 1992. 50 x 71 cm.Maria fumaça na paisagem campestre, 1992

Agostinho Batista de Freitas (Brasil, 1927-1997)

acrílica sobre tela, 50 x 71 cm

 

 

“É frequente ouvirmos alguém afirmar que só viaja à noite, por ser “muito pau” aguentar dez ou doze horas a olhar pelas janelas, sentados em bancos incômodos, sem ver nada de importância, a não serem pastos, matos e morros longínquos. É que esses cavalheiros são daqueles de quem falam as escrituras: “oculos habent sed non vident“. E deles tenho pena.

Para quem sabe ver, não há paisagens monótonas. Numa campina verdejante onde pasta o gado, nos rápidos segundos que durou a visão, se soubermos ver, notaremos se os bois estão gordos, qual a raça predominante, divertimo-nos com o bezerrinho assustado pelo treme instintivamente o nosso pensamento vai para a fazenda em que passamos a infância, ou visita à estância de amigos, e à nossa memória acodem episódios relacionados com o que acabamos de ver. A paisagem é desoladora, só pedras e mato ressequido, mas tem, no alto de um barranco ou encosta empedrada cortada a prumo, um coqueiro esguio, ou elegante ipê coroado de ouro e pensamos na linda fotografia que poderíamos tomar…

Até o repugnante quadro  de uma rês morta e centenas de urubus, a se banquetearem uns, outros infartados, empoleirados nas árvores, é tema para uma série de divagações. De que teria morrido? Cobra? Erva? E figuramos o vaqueiro que, tendo visto de longe os tétricos necrófagos adejando em círculo, esporeia o cavalo para verificar, pesaroso, a perda, e depois or ao patrão dar a triste notícia nesse tom de mágoa, que conhecemos quando um vaqueiro fala da perda de uma cabeça de gado.

E enquanto a nossa fantasia trabalha, os quilômetros são vencidos e os minutos se passam sem que tenhamos tempo para nos aborrecer.  Até na monotonia das travessias marítimas temos como nos distrair e ilustrar, vendo surgir as nuvens de peixes voadores, os numerosos  golfinhos que afloram à superfície como se nadassem rolando sobre si mesmos, as gaivotas que adejam à volta do navio, ou o inesperado jato d’água de alguma baleia longínqua. E essas cenas nos ficam na memória, servindo mais tarde para tornar mais agradável a nossa conversação.

Estas considerações vieram-me de começo, quando ia dizer-lhes que a nossa viagem S. Francisco abaixo ia decorrendo sem que sentíssemos passarem os dias.”

 

Em:  Caçando e pescando por todo o Brasil, 3ª série: no planalto mineiro, no São Francisco, na Bahia, de Francisco de Barros Júnior, São Paulo, Melhoramentos: s/d, pp. 139-140.

 

Francisco Carvalho de Barros Júnior (Campinas, 14 de dezembro de 1883 — 1969) foi um escritor e naturalista brasileiro que ganhou em 1961 o Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria de literatura infanto-juvenil.

Francisco Carvalho de Barros Júnior, patrono da cadeira n° 16 da Academia Jundiaiense de Letras, colaborou em vários jornais e revistas e é o autor da série Caçando e Pescando Por Todo o Brasil, um relato de viagens pelo Brasil na primeira metade do século XX, descrevendo diversos aspectos das regiões visitadas (entre outros botânica, animais e populações caboclas e indígenas).

Obras:

Série Caçando e Pescando Por Todo o Brasil

Primeira série: Brasil-Sul, 1945

Segunda Série: Mato Grosso Goiás, 1947

Terceira Série: Planalto Mineiro – o São Francisco e a Bahia, 1949

Quarta Série: Norte,  Nordeste,  Marajó, Grandes Lagos, o Madeira, o Mamoré, 1950

Quinta Série: Purus e Acre, 1952

Sexta Série: Araguaia e Tocantins, 1952

Tragédias Caboclas, 1955, contos

Três Garotos em Férias no Rio Tietê, 1951, infanto-juvenil

Três Escoteiros em Férias no Rio Paraná, infanto-juvenil

Três Escoteiros em Férias no Rio Paraguai, infanto-juvenil

Três Escoteiros em Férias no Rio Aquidauana, infanto-juvenil





Nossas cidades: Recife

19 05 2020

 

 

Joel Oliveira, (Brasil, contemp)Recife em Luz, ano 2013, 90X170cm, Óleo sobre TelaRecife em Luz, 2013

Joel Oliveira, (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 90 x 170cm





O escritor no museu: Mário de Andrade

18 05 2020

 

 

 

Mario de ANdrade por Portinari, 1935, ost, 73 x 60 cm,Coleção de Artes Visuais do Instituto de Estudos Brasileiros - USP (São Paulo, SP)Mario de Andrade, 1935

Cândido Portinari ( Brasil, 1903-1962)

óleo sobre tela, 73 x 60 cm

Coleção de Artes Visuais do Instituto de Estudos Brasileiros

USP (São Paulo, SP)





O relógio, poema de Jorge de Lima

17 05 2020

 

 

l27horlogedesapience28theclockofwisdom29fromabout1450O relógio do saber, século XV. — L’Horloge de Sapience (Bruxelles, Bibliothèque Royale , ms. IV 111

 

O relógio…

 

Jorge de Lima

 

Relógio, meu amigo, és a Vida em Segundos…

Consulto-te: um segundo!  E quem sabe se agora,

Como eu próprio, a pensar, pensará doutros mundos

Alma que filosofa e investiga e labora?

 

Há de a morte ceifar somas de moribundos.

O relógio trabalha… E um sorri e outro chora,

Nas cavernas, no mar ou nos antros profundos

Ou no abismo que assombra e que assusta e apavora…

 

Relógio, meu amigo, és o meu companheiro,

Que aos vencidos, aos réus, aos párias e ao morfético

Tem posturas de algoz e gestos de coveiro…

 

Relógio, meu amigo, as blasfêmias e a prece,

Tudo encerra o segundo, insólito — sintético:

A volúpia do beijo e a mágoa que enlouquece!

 

[A Instrução, Maceió, 1907]

 

Em: Poesias Completas, Jorge de Lima, vol. I, Rio de Janeiro, Cia. José Aguilar Editora: 1974.p. 45





Minutos de sabedoria: Machado de Assis

17 05 2020

 

 

 

Birbee (Holanda, contemporânea)Mulher lendo com cachorroost, 40 x 50cm,wwwbirbee.nl.Mulher lendo com cachorro

Birbee (Holanda, contemporânea)

óleo sobre tela, 40 x 50cm

www. birbee.nl

 

“Não é a verdade que vence, é a convicção.”

Machado de Assis

 

 

Machado de AssisMachado de Assis (1839 – 1908)

 

 





Flores para um sábado perfeito!

16 05 2020

 

 

Sidney Mariano (Brasil, 1944) Vaso de Flores, Óleo e colagem sobre tela, 40x30cm , 1995Vaso de flores, 1995

Sidney Mariano (Brasil, 1944)

óleo e colagem sobre tela, 40x30cm