Vaso de flores com copos de leite
Iracema Orosco Freire (Brasil, século XX)
óleo sobre tela, 36 X 44 cm
Vaso de flores com copos de leite
Iracema Orosco Freire (Brasil, século XX)
óleo sobre tela, 36 X 44 cm
Parque Guinle e Palácio Laranjeiras, Rio de Janeiro
Geraldo Orthof (Áustria/Brasil, 1903 – 1993)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Terraço da casa do pintor, à rua Chaussée de Wavre, em Bruxelas, 1909
Auguste Oleffe (Bélgica, 1867-1931)
óleo sobre tela,
200 x 200 cm
Museu Real de Belas Artes, Bruxelas
Natureza morta, 1974
Carlos Leão (Brasil, 1906 -1983)
óleo sobre tela, 38 x 46 cm
Maria fumaça na paisagem campestre, 1992
Agostinho Batista de Freitas (Brasil, 1927-1997)
acrílica sobre tela, 50 x 71 cm
“É frequente ouvirmos alguém afirmar que só viaja à noite, por ser “muito pau” aguentar dez ou doze horas a olhar pelas janelas, sentados em bancos incômodos, sem ver nada de importância, a não serem pastos, matos e morros longínquos. É que esses cavalheiros são daqueles de quem falam as escrituras: “oculos habent sed non vident“. E deles tenho pena.
Para quem sabe ver, não há paisagens monótonas. Numa campina verdejante onde pasta o gado, nos rápidos segundos que durou a visão, se soubermos ver, notaremos se os bois estão gordos, qual a raça predominante, divertimo-nos com o bezerrinho assustado pelo treme instintivamente o nosso pensamento vai para a fazenda em que passamos a infância, ou visita à estância de amigos, e à nossa memória acodem episódios relacionados com o que acabamos de ver. A paisagem é desoladora, só pedras e mato ressequido, mas tem, no alto de um barranco ou encosta empedrada cortada a prumo, um coqueiro esguio, ou elegante ipê coroado de ouro e pensamos na linda fotografia que poderíamos tomar…
Até o repugnante quadro de uma rês morta e centenas de urubus, a se banquetearem uns, outros infartados, empoleirados nas árvores, é tema para uma série de divagações. De que teria morrido? Cobra? Erva? E figuramos o vaqueiro que, tendo visto de longe os tétricos necrófagos adejando em círculo, esporeia o cavalo para verificar, pesaroso, a perda, e depois or ao patrão dar a triste notícia nesse tom de mágoa, que conhecemos quando um vaqueiro fala da perda de uma cabeça de gado.
E enquanto a nossa fantasia trabalha, os quilômetros são vencidos e os minutos se passam sem que tenhamos tempo para nos aborrecer. Até na monotonia das travessias marítimas temos como nos distrair e ilustrar, vendo surgir as nuvens de peixes voadores, os numerosos golfinhos que afloram à superfície como se nadassem rolando sobre si mesmos, as gaivotas que adejam à volta do navio, ou o inesperado jato d’água de alguma baleia longínqua. E essas cenas nos ficam na memória, servindo mais tarde para tornar mais agradável a nossa conversação.
Estas considerações vieram-me de começo, quando ia dizer-lhes que a nossa viagem S. Francisco abaixo ia decorrendo sem que sentíssemos passarem os dias.”
Em: Caçando e pescando por todo o Brasil, 3ª série: no planalto mineiro, no São Francisco, na Bahia, de Francisco de Barros Júnior, São Paulo, Melhoramentos: s/d, pp. 139-140.
Francisco Carvalho de Barros Júnior (Campinas, 14 de dezembro de 1883 — 1969) foi um escritor e naturalista brasileiro que ganhou em 1961 o Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria de literatura infanto-juvenil.
Francisco Carvalho de Barros Júnior, patrono da cadeira n° 16 da Academia Jundiaiense de Letras, colaborou em vários jornais e revistas e é o autor da série Caçando e Pescando Por Todo o Brasil, um relato de viagens pelo Brasil na primeira metade do século XX, descrevendo diversos aspectos das regiões visitadas (entre outros botânica, animais e populações caboclas e indígenas).
Obras:
Série Caçando e Pescando Por Todo o Brasil
Primeira série: Brasil-Sul, 1945
Segunda Série: Mato Grosso Goiás, 1947
Terceira Série: Planalto Mineiro – o São Francisco e a Bahia, 1949
Quarta Série: Norte, Nordeste, Marajó, Grandes Lagos, o Madeira, o Mamoré, 1950
Quinta Série: Purus e Acre, 1952
Sexta Série: Araguaia e Tocantins, 1952
Tragédias Caboclas, 1955, contos
Três Garotos em Férias no Rio Tietê, 1951, infanto-juvenil
Três Escoteiros em Férias no Rio Paraná, infanto-juvenil
Três Escoteiros em Férias no Rio Paraguai, infanto-juvenil
Três Escoteiros em Férias no Rio Aquidauana, infanto-juvenil
Recife em Luz, 2013
Joel Oliveira, (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 90 x 170cm
Mario de Andrade, 1935
Cândido Portinari ( Brasil, 1903-1962)
óleo sobre tela, 73 x 60 cm
Coleção de Artes Visuais do Instituto de Estudos Brasileiros
USP (São Paulo, SP)
O relógio do saber, século XV. — L’Horloge de Sapience (Bruxelles, Bibliothèque Royale , ms. IV 111
Jorge de Lima
Relógio, meu amigo, és a Vida em Segundos…
Consulto-te: um segundo! E quem sabe se agora,
Como eu próprio, a pensar, pensará doutros mundos
Alma que filosofa e investiga e labora?
Há de a morte ceifar somas de moribundos.
O relógio trabalha… E um sorri e outro chora,
Nas cavernas, no mar ou nos antros profundos
Ou no abismo que assombra e que assusta e apavora…
Relógio, meu amigo, és o meu companheiro,
Que aos vencidos, aos réus, aos párias e ao morfético
Tem posturas de algoz e gestos de coveiro…
Relógio, meu amigo, as blasfêmias e a prece,
Tudo encerra o segundo, insólito — sintético:
A volúpia do beijo e a mágoa que enlouquece!
Em: Poesias Completas, Jorge de Lima, vol. I, Rio de Janeiro, Cia. José Aguilar Editora: 1974.p. 45
Mulher lendo com cachorro
Birbee (Holanda, contemporânea)
óleo sobre tela, 40 x 50cm
Machado de Assis
Machado de Assis (1839 – 1908)
Vaso de flores, 1995
Sidney Mariano (Brasil, 1944)
óleo e colagem sobre tela, 40x30cm
