Jovem de azul com violão
Viktor Schramm (Áustria, 1865-1929)
óleo sobre tela, 75 x 60 cm
Jovem de azul com violão
Viktor Schramm (Áustria, 1865-1929)
óleo sobre tela, 75 x 60 cm
Sem título
Karen Pezolito (Brasil, 1977)
óleo sobre tela, 44 x 50 cm

Joan lendo “Memórias de uma gueixa”, 2007
Anthony Zierhut,(EUA, contemporâneo)
sketch
Ronaldo Wrobel
Quiosque
Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)
acrílica sobre tela, 38 x 46 cm
Leitura de verão
Jennifer Young, (EUA, contemporânea)
óleo sobre madeira, 15 x 15cm
Mário Lúcio Sousa
Mário Lúcio Sousa (1964)

Quando a folha seca e muda
segue no seu abandono,
ela abraça o vento e ajuda,
com arte, a pintar o outono.
(Lúcia Sertã)
A pia de porcelana de Delft, 1873
Antoine Jean Étienne Faivre (França, 1830 -1905)
óleo sobre tela, 43 x 27 cm
Natureza morta
Giuseppe Pasquale Perissinotto (Itália-Brasil, 1881 – 1965)
óleo sobre eucatex, 31 x 42 cm
Avenida Itororó, [atual 23 de maio], 1938
Hajime Higaki (Brasil, 1908-1998)
óleo sobre tela, 46 x 38 cm
Menina
Marie Nivouliés de Pierrefort (França-Brasil, 1879 – 1968)
óleo sobre tela colada em madeira, 92 x 72 cm
Dentre os livros que abordam a perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial há uma pequena parte dedicada a memórias dos sobreviventes. Cerejas de maio, de Judy Botler, é um deles. Trata-se da biografia de sua mãe, Ellen, cuja peregrinação por diversos lugares que a abrigaram durante a guerra era desconhecida da autora até recentemente. O que faz este livro mais alegre do que muitos é que acaba bem, acaba muito bem com a menina Ellen no Rio de Janeiro, rodeada por parentes próximos, tias e avó e, portanto, com a oportunidade de crescer acolhida dentro dos seus, mesmo tendo perdido pais e um irmão no processo.

Passando por diferentes cidades na fuga, na adoção e em abrigos Ellen, membro da família Grünebaum, que se dispersa durante a guerra, encontra refúgio sob identidade falsa na Bélgica, até que, por insistência de seus parentes, principalmente da avó, que havia imigrado para o Brasil, a menina é encontrada e trazida para o seio familiar. Mas a história não se limita à menina. Aprendemos também como outros membros da família se desdobram para permanecer vivos, sobreviverem e imigrarem. É uma janela sobre um período desastroso que traz luz a muito do dia a dia daqueles em fuga. Convivendo com perigo, disfarçada por falsa identidade e troca de religião, Ellen é uma verdadeira heroína. Do modo como sua aventura está relatada neste livro, tudo parece pronto para um documentário ou até mesmo um filme em que peripécias perigosas levam a um final feliz.
Judy Botler
Fartamente documentada a história da pequena Ellen é repleta de charme. Contada por ela e em algumas notas por sua filha, a médica endocrinologista, carioca Judy Botler neste livro torna-se uma narrativa que não deveria ser ignorada por documentaristas de cinema ou até mesmo diretores à procura de um bom enredo. Definitivamente um livro encantador que, apesar de tratar dos grandes traumas e das vicissitudes cotidianas do período da Segunda Guerra Mundial, ele nos dá também esperança. Esperança de dias melhores.
Recomendo não só aos que se dedicam à memória daqueles desaparecidos no Holocausto, como aos que gostariam de saber como, por quem e por quais heróis é formada a população brasileira.
NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem incentivos para a promoção de livros.