Na boca do povo: escolha de provérbio popular

4 08 2020

 

 

 

7e86acbe4a297b42c714b5c8f2734300Ilustração americana anos 60.

 

 

“Do prato à boca, perde-se a sopa.”





O escritor no museu: Camille Lemonnier

4 08 2020

 

 

alfred_stevens_lemonnierCamille Lemonnier no ateliê do pintor, 1880

Alfred Stevens (Bélgica, 1823 -1906)

óleo sobre tela





Imagem de leitura — Irena Łuczyńska-Szymanowska

3 08 2020

 

 

Woman Reading by Irena Łuczyńska-Szymanowska (Polish,1890-1966); oil on canvas, 56 x 49, National Museum, Warsaw.Mulher lendo

Irena Łuczyńska-Szymanowska (Polônia,1890-1966)

óleo sobre tela, 56 x 49  cm

Museu Nacional de Varsóvia





Serenata, poesia de Elmano Queiroz

3 08 2020

 

 

Tony Lima (Brasil, 1964),Tocando Violão,80 x 60 cm – OST,Ass. CID e Dat. 2006Tocando Violão, 2006

Tony Lima (Brasil, 1964)

óleo sobre tela, 80 x 60 cm

 

Serenata

Elmano Queiroz

 

Não sei porque nas horas sossegadas,

Comove tanto a música das ruas.

 

Parece que, alta noite, essas baladas,

Relembra, coisas íntimas passadas

Em fases mais ditosas de outras luas.

 

Parece que o cantar do boêmio errante

Vai derramado pela noite fora,

Motivos simples de canções de outrora.

 

Reminiscências de lugar distante.

 

Uma capela rústica, pequena,

Ao pé do morro, entre árvores antigas…

Outras vozes simpáticas, amigas…

O luar na aldeia… as noites de novenas.

 

Os goivos das saudades que passaram

Ressuscitam, na alcova, a noite morta,

Quando esses boêmios passam pela porta,

Cantando essas canções, que outros cantaram.

 

Lembram noites da infância… A alma assustada…

Um tropel… um rumor… um bater d’asa…

 

As goteiras, chorando na calçada…

O caboré gemendo, atrás da casa…

 

Tudo desperta, no silêncio d’alma,

Quando passam cantando pela rua,

Na alcova, a insônia… lá por fora, a calma…

E na volúpia que da Lua transborda

A imagem da saudade branca e nua…

 

Depois, ao longe, um cão, que um ébrio acorda,

Fica na solidão ladrando à luz…

 

[1924]

 

Em: A lira na minha terra: poetas antigos e contemporâneos no Pará, Clóvis Meira, Belém: 1993, p.114-5

 





Grifo: divino e protetor da riqueza

2 08 2020

 

 

398px-Statue_of_a_Griffin,_Parliament_building_(Vienna)Escultura de um grifo, em bronze, protegendo o edifício do Parlamento Austríaco.

 

Grifos são monstros fabulosos, cujo corpo é composto de duas parte: a de cima, cabeça e asas de águia; a debaixo, patas e corpo de leão. Eles eram supostamente os guardiães  das minas de ouro, e estavam em briga perpétua com os Arimaspos, um povo guerreiro de Cítia, portadores de um único olho, que roubavam as minas para encontrar ouro com o fim de adornar os cabelos, de acordo com a mitologia grega.

Em Dante, Purgatório, XXIX, de 1308, o Grifo é simbólico da união do divino e do humano na figura de Jesus Cristo. Parte águia e parte leão levou Dante a vê-lo no Purgatório, puxando a carruagem da Igreja.

Em 1665, ele reaparece no Paraíso Perdido de Milton, no seu papel original grego de guardião da riqueza, do ouro.  Milton: Paraíso Perdido, II, 943.





Em casa: William Henry Margetson

2 08 2020

 

 

William_Henry_Margetson_-_The_lady_of_the_houseA dona da casa

William Henry Margetson (GB, 1861-1940)

óleo sobre tela, 76 x 51 cm





Chuva, texto de Gilberto Amado

1 08 2020

 

 

chuva 2Cebolinha em dia de chuva © Maurício de Sousa

 

“…Chuva para menino é festa, é rego barrento cachoeirando à porta de casa, chamando a gente para brincar com a água que passa fazendo cócegas nos pés … É goteira pingando, é de noite música no telhado. Na calçada, reúne-se a meninada, na exuberância, no contentamento de ver a água cair, meninada pançudinha, inchada pelas sezões, de frieira rosada nos pés, de boca sem dentes caídos na muda, de boqueira, meninotas de tranças, ossudinhas, uma de olhos de sapiranga, batendo palmas e se esgoelando:

 

Chove chuva

pra nascê capim

pro boi comê

pra papai matá

pra mamãe comê!”

 

Em: História da minha infância, Gilberto Amado, Rio de Janeiro, José Olympio:1966, 3ª edição, p. 72.





Flores para um sábado perfeito!

1 08 2020

 

 

 

Yara Tupynambá, vaso de flores na paisagem mineira, vinil sobre tela, 1989, 90 x 90 cmFlores na paisagem mineira, 1989

Yara Tupinambá (Brasil, 1932)

pintura sobre vinil sobre tela, 90 x 90 cm





Em casa: Francis Coates Jones

31 07 2020

 

 

Jones, Frances Coates (1857-1932) - 1890c. Flowers in the WindowFlores na janela

Francis Coates Jones (EUA, 1857 – 1932)

óleo sobre tela, 50 x 35 cm





Rio de Janeiro, um parque à beira-mar

31 07 2020

 

 

URANDIR PAES LEMES- BELÍSSIMO ÓLEO EM DURATEX. RIO DE JANEIRO GÁVEA. 40 CM X 40 CM.Gávea

Jurandir Paes Leme (Brasil, 1896 – 1953)

Óleo sobre placa, 40 x 40 cm