Leitura, 1889
Laureano Barrau Buñol (Espanha, 1863-1957)
óleo sobre tela
Leitura, 1889
Laureano Barrau Buñol (Espanha, 1863-1957)
óleo sobre tela
Leitora
Christian Breyhan (Alemanha, 1941-2002)
óleo sobre tela, 80 x 74cm
Maciel Monteiro
Maciel Monteiro (1804-1868), Soneto, Poesias, 1905
Figura
Darel Valença (Brasil, 1924-2017)
Desenho, 54 x 25 cm
Estrangeiro
Reynaldo Valinho Alvarez
Sou estrangeiro em todos os lugares.
Inútil procurar-te, aldeia minha.
Subo de escada todos os andares,
com a fria espada a acutilar-me a espinha.
Não sou daqui nem sou de lá. Perdi-me
na indecisão de becos e de esquinas.
Como o pardal diante do gato, vi-me
apanhado por garras assassinas.
Os mapas pendurados nas paredes
riem de mim como insensíveis redes,
rasgando os peixes que já não fogem mais.
Prenderam-me entre muros que abomino
e toda noite entoam-me seu hino
de insultos, gritos e ódios triunfais.
Em: A faca pelo fio: poemas reunidos, Reynaldo Valinho Alvarez, Rio de Janeiro, Imago: 1999, p.61
Natureza morta com vista do porto
Margaret Hannah Olley (Austrália, 1923-2011)
óleo sobre madeira, 68 x 91 cm
Vaso de cobre com cravos vermelhos e brancos, s.d.
Domingos Gemelli (Brasil, 1903-1985)
óleo sobre tela, 33 x 41 cm
Coleção Particular
Feira livre na Glória, 1991
Alfredo Lowenstein (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 22 x 27 cm
Mesa com frutas tropicais ao fundo o Pão de Açúcar
Celso de Oliveira (Brasil, 1945)
óleo sobre tela, 70 X 100
Casa de Rubem Braga em Cachoeiro de Itapemirim
Aldo Garcia Roza (Brasil,1907- 1997)
óleo sobre tela
Leitora, 1905
Theodeor Axentowicz, (Polônia 1859- 1938)
pastel sobre papel
Olavo Bilac (Brasil, 1865-1918), em Via Láctea, 1888, IV [“Como a floresta secular, sombria”]
Porto de Santos, 1986
Aldemir Martins (Brasil, 1922-2006)
acrílica sobre tela, 54 x 46 cm
Ribeiro Couto
Nasci junto ao porto ouvindo o barulho dos embarques.
Os pesados carretões de café
Sacudiram as ruas, faziam trepidar o meu berço.
Cresci junto ao porto, vendo a azáfama dos embarques.
O apito triste dos cargueiros que partiam
Deixava longas ressonâncias na minha rua.
Brinquei de pegador entre os vagões das docas.
Os grãos de café, perdidos no lajedo,
Eram pedrinhas que eu atirava noutros meninos.
As grades de ferro dos armazéns, fechados à noite,
Faziam sonhar (tantas mercadorias!)
E me ensinavam a poesia do comércio.
Sou bem teu filho, ó cidade marítima,
Tenho no sangue o instinto da partida,
O amor dos estrangeiros e das nações.
Oh, não me esqueças, nunca, ó cidade marítima,
Que eu te trago comigo por todos os climas
E o cheiro do café me dá tua presença.
Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1967, Coleção Henriqueta, p. 17.









